A Casa dos Médici (em italiano: Medici) foi uma dinastia política italiana. A família teve origem na região de Mugello da Toscana. O poder político dos Médici aumentou, até que passaram a governar Florença, embora oficialmente eles fossem apenas cidadãos comuns, em vez de monarcas. Da Casa de Médici provieram quatro papas e, a partir de 1531, os Médici tornaram-se os líderes hereditários do Ducado de Florença, e em 1569, o ducado foi elevado à categoria de grão-ducado após grande expansão territorial, surgindo então o Grão-Ducado da Toscana, governado pela família desde o seu início até 1737, com a morte de João Gastão de Médici.
A sua riqueza e influência inicialmente derivava do comércio de produtos têxteis que passava pela guilda da Arte della Lana. Inicialmente eles eram uma das famílias que dominavam o governo da cidade de Florença, sendo que foram capazes de trazê-la totalmente sob seu poder familiar, possibilitando um ambiente onde a arte e o humanismo pudessem florescer. Eles fomentaram e inspiraram o nascimento da Renascença italiana, juntamente com outras famílias da Itália, como os Aciole de Toscana e Florença, Visconti e Sforza de Milão, os Este de Ferrara, e os Gonzaga de Mântua.
Há estimativas de que a Casa de Médici foi uma das mais ricas famílias da Europa por um período de tempo. A partir desta base, eles adquiriram poder político, inicialmente em Florença e mais tarde na Itália e na Europa em geral. Uma contribuição dos Médici foi o desenvolvimento do sistema de contabilidade de dupla entrada para acompanhar os créditos e débitos. Este sistema foi utilizado pelos primeiros contadores que trabalham para a família Médici em Florença. Os Médici atingiram o seu apogeu entre os séculos XV e XVII com um conjunto de figuras importantes na história da Europa e do Mundo. A linhagem directa dos Médici extinguiu-se em 1737.
O ramo primogênito da família, os que descendem de Pedro de Cosme de Médici e do seu filho Lourenço de Médici, o Magnífico, governaram até ao assassinato de Alexandre de Médici, primeiro duque de Florença, em 1537. O poder passou então para o ramo cadete, os que descendem de Lourenço de Cosme de Médici a partir do seu trineto Cosmo I de Médici.
Além da política e governação, os Médici notabilizaram-se em outros campos, principalmente no mecenato.
Árvore genealógica (séculos XIV a XVIII)
Um legado importante dos Médici foi deixado na arte e arquitetura. João de Bicci de Médici, primeiro patrono das artes na família, apoiou Masáccio e mandou reconstruir a Basílica de São Lourenço. Cosme de Médici foi mecenas de Donatello e Fra Filippo Lippi. A família apoiou também Michelangelo, que para os Médici produziu numerosas obras, mas pós um incêndio na galeria Médici, muitas obras valiosas foram carbonizadas. Mecenas, eram grandes colecionadores de arte, e as suas aquisições hoje formam o núcleo da magnífica Galleria degli Uffizi, em Florença.
Na arquitetura, foram responsáveis por notáveis intervenções em Florença, incluindo a referida galeria dos Uffizi, o Palácio Pitti, os Jardim de Boboli e o Belvedere.
Salvestro de Médici (1331–1388), ditador de Florença, banido em 1382.
João de Bicci de Médici (1360–1429), banqueiro, restaurou a fortuna da família que tornou a mais rica da Europa.
Cosme de Médici, il Vechio (1389–1464), fundador da dinastia política dos Médici.
Lourenço de Médici, il Magnifico (1449–1492), governante de Florença durante a Idade de Ouro do Renascimento.
João de Médici (1475–1521), Papa Leão X (1513–1521);
Júlio de Médici (1478–1534), Papa Clemente VII (1523–1534);
João de Ângelo de Médici (1499–1565), Papa Pio IV (1559–1565);
Alexandre Otaviano de Médici (1535–1605), Papa Leão XI (1605).
