misterios

James Randi

Ilusionista e divulgador científico canadense

7 min de leitura01/01/2024
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James Randi (nascido Randall James Hamilton Zwinge; Toronto, Canadá, 7 de agosto de 1928 - 20 de outubro de 2020) foi um mágico e cético canadense naturalizado norte-americano, mais conhecido pelo seu desafio às alegações de sobrenaturalidade e pseudociência. Randi é o fundador da James Randi Educational Foundation (JREF, na sigla em inglês) e co-fundador do Comitê para a Investigação Cética. Randi começou a sua carreira como mágico, usando o nome The Amazing Randi, mas depois de se aposentar, aos 60 anos, ele dedicou a maior parte de seu tempo a investigar os supostos fenômenos paranormais, ocultos e sobrenaturais, que ele chamava de "woo-woo".

Embora fosse chamado de "desenganador" (debunker), Randi não gostava do termo e suas conotações, preferindo ser chamado de "investigador". Ele escreveu sobre paranormalidade, ceticismo e História da mágica. Era frequentemente convidado para o programa de televisão The Tonight Show Starring Johnny Carson e ocasionalmente aparecia no programa de TV Penn & Teller: Bullshit!. A JREF patrocinava o "Desafio Paranormal de Um Milhão de Dólares", prêmio que seria dado aos candidatos elegíveis que pudessem demonstrar qualquer evidência de fenômenos paranormais, sobrenaturais ou poderes ocultos, testados em condições de comum acordo entre as partes.

Randi nasceu em Toronto, na província de Ontário, no Canadá, em 7 de agosto de 1928. Filho de Marie Alice (nascida Paradis) e George Randall Zwinge, ele tinha um irmão e uma irmã mais novos. Ele começou a lidar com mágica depois de ver Harry Blackstone e lendo livros de mágica durante os 13 meses em que ficou engessado por causa de um acidente de bicicleta. Ele surpreendeu os médicos que esperavam que ele nunca mais andasse novamente. Randi frequentemente matava aulas e, aos 17 anos, abandonou o ensino médio para se apresentar como ilusionista em um espetáculo itinerante. Ele atuava como mentalista em clubes noturnos locais de Toronto e escrevia para um jornal de Montreal. Por volta dos 20 anos, Randi se passava por astrólogo para demonstrar que ele estava na verdade fazendo pequenos truques, e por um curto período foi responsável por escrever uma coluna astrológica no jornal canadense Midnight com o nome de "Zo-ran", o que fazia simplesmente embaralhando os itens de colunas anteriores e colando-os aleatoriamente na coluna seguinte. Por volta dos 30 anos, Randi trabalhou nas Filipinas e em clubes noturnos por todo o Japão. Ele testemunhou muitos truques apresentados como sendo sobrenaturais. Uma de suas mais antigas experiências foi a de um evangelista usando uma versão do truque conhecido como "ler um bilhete a frente" que era uma técnica usada para convencer os paroquianos dos seus poderes divinos.

Apesar de se definir como um conjurador, a carreira de Randi como ilusionista e escapista começou em 1946. No começo, ele se apresentava com o seu nome real, Randall Zwinge, que mais tarde trocou por "The Amazing Randi" (O Incrível Randi). Ainda no começo de sua carreira, ele se apresentou várias vezes em números onde escapava de celas de cadeia e cofres por todo o mundo. Em 7 de fevereiro de 1956, ele apareceu ao vivo no programa de TV The Today Show, onde ficou selado por 104 minutos em um caixão de metal mergulhado em uma piscina de hotel, quebrando assim o recorde de Houdini, que era de 93 minutos, mas ele enfatizou que era 24 anos mais novo que Houdini quando do feito, o que lhe dava uma enorme vantagem.

No final dos anos 60, em Nova Iorque, Randi apresentou o programa de rádio The Amazing Randi Show, preenchendo o espaço de um programa de tema similar apresentado por Long John Nebel, e frequentemente convidava pessoas que defendiam o sobrenatural, entre eles o então amigo de Randi James Moseley. Randi, por sua vez, falou sobre Moseley no Quarto Congresso de Ufologia Científica de 1967, em Nova Iorque, dizendo: "Não vamos nos enganar. Há uma grande variedade de mentirosos envolvidos nisso tudo. Mas, entre nós, debaixo de todo lixo e bobagem da ufologia, talvez haja um grãozinho de verdade".

Randi também apresentou inúmeros especiais para a TV e também esteve em várias turnês mundiais. Como "The Amazing Randi", ele se apresentava regularmente na série de TV novaiorquina Wonderama de 1959 a 1967. Também foi o apresentador do retorno, nos anos 70, da série de TV dos anos 50 The Magic Clown, embora o programa tenha tido uma curta temporada. Na edição de 2 de fevereiro de 1974 da revista de mágica Abracadabra, Randi definiu a comunidade de mágicos dizendo: "Eu não conheço nenhuma atividade que dependa tanto de confiança mútua e fé como a nossa". Na edição de dezembro de 2003 da revista The Linking Ring, uma publicação bimestral da The International Brotherhood of Magicians, no artigo "Pontos a Considerar: outra questão de ética", na página 97 é dito que "Talvez a ética de Randi é o que o torna Espetacular" e "O Amazing Randi não só fala sobre ética, mas a pratica".

Durante a turnê de 1973-1974 de Alice Cooper, Randi atuou no palco como o dentista e carrasco de Alice. Ele também desenhou construiu diversos dos aparatos cenográficos, incluindo uma guilhotina. Logo depois, em 1976, em uma apresentação para o especial da TV canadense World of Wizards, Randi escapou de uma camisa de força enquanto estava suspenso de cabeça para baixo sobre as Cataratas do Niágara.

Randi foi acusado de usar poderes sobrenaturais genuínos ao fazer truques como entortar colheres. De acordo com James Alcock, em uma reunião onde Randi estava duplicando os truques de Uri Geller, um professor da Universidade de Buffalo gritou que Randi era uma fraude, ao que Randi respondeu: "Sim, de fato. Eu sou um enganador, sou um trapaceiro, sou um charlatão, é assim que ganho a vida. Tudo o que eu fiz aqui foi conseguido através de truques.". Ao que o professor rebateu: "Não foi isso o que eu quis dizer. Você é uma fraude porque você está fingindo que está fazendo essas coisas através de truques, mas na verdade você está usando poderes sobrenaturais e nos enganando, por não admitir isso". Um episódio semelhante envolveu o senador Claiborne Pell, um crente nos fenômenos paranormais. Quando Randi demonstrou pessoalmente a Pell que ele poderia revelar o conteúdo de um desenho dentro de um envelope que havia sido feito pelo senador, simplesmente usando truques, Pell se recusou a acreditar que era um truque, dizendo, "Eu acho que Randi tem poderes sobrenaturais e não se dá conta disso." Até hoje Randi tem consistentemente negado possuir quaisquer habilidades ou poderes paranormais.

Randi é autor de dez livros, entre eles Conjuring (1992), uma história biográfica de alguns mágicos famosos. O livro tem o subtítulo "Being a Definitive History of the Venerable Arts of Sorcery, Prestidigitation, Wizardry, Deception, & Chicanery and of the Mountebanks & Scoundrels Who have Perpetrated these Subterfuges on a Bewildered Public, in short, MAGIC!" ("Um guia definitivo da história da venerável arte da bruxaria, prestidigitação, feitiçaria, enganação e trapaças e dos saltimbancos e salafrários que perpetraram esses subterfúgios para a perplexidade do público, em resumo, MÁGICA!" ). A capa ainda diz: "Por James Randi, um arrependido canalha dedicado a essas práticas malignas, mas que agora está quase totalmente recuperado." O livro seleciona os mais influentes mágicos e conta suas histórias no contexto de estranhas mortes e carreiras na estrada. Esse trabalho foi expandido em um segundo livro chamado Houdini, His Life and Art. (Houdini, Sua vida e Arte). Esse trabalho ilustrado foi publicado em 1976 e teve a coautoria de Bert Sugar, e foca na vida profissional e pessoa de Houdini.

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