biografias

Marco Polo

Mercador, embaixador e explorador veneziano

7 min de leitura01/01/2024
Anúncio

Marco Polo (pronúncia italiana: [ˈmarko ˈpɔːlo]; c. 1254 – 8 ou 9 de janeiro de 1324) foi um mercador, embaixador e explorador veneziano cujas aventuras estão registradas em As Viagens de Marco Polo, um livro que descreve para os europeus as maravilhas da China, de sua capital Pequim e de outras cidades e países da Ásia.

Aprendeu as negociações mercantis com seu pai e seu tio paterno, Niccolò e Matteo Polo, que também viajaram através da Ásia e conheceram Cublai Cã. Em 1269, Niccolò e Matteo Polo retornaram a Veneza, onde conheceram Marco, embarcando os três em uma grande jornada até a Ásia, e retornando a Veneza após 24 anos, onde se depararam com as guerras veneziano-genovesas. Marco foi preso e acabou ditando suas histórias para um companheiro de cela. Foi libertado em 1299, tornando-se um rico mercador. Casou-se com Donata Badoèr, de quem teve três filhas. Morreu em 1324, sendo enterrado na Igreja de San Lorenzo, em Veneza.

Embora Marco Polo não tenha sido o primeiro europeu a chegar à China, foi o primeiro a descrever detalhadamente suas experiências. Seu livro inspirou Cristóvão Colombo e muitos outros viajantes. Existem várias produções literárias baseadas nos escritos de Marco Polo; também influenciou a cartografia europeia, sendo o ponto de partida de inspiração do mapa-múndi de Fra Mauro.

Marco Polo nasceu em 1254, na República de Veneza. A data e localização exatas são desconhecidas. Alguns historiadores mencionam que nasceu em 15 de setembro, mas tal hipótese não é apoiada pela maioria dos acadêmicos. Veneza é geralmente considerada o local de nascimento de Marco Polo, mas outras hipóteses sugerem Constantinopla e a ilha de Korčula. Existe uma disputa se a família de Marco era de origem veneziana, já que fontes históricas venezianas supostamente os apontariam como originários da Dalmácia. No entanto, até mesmo acadêmicos croatas consideram isto uma invenção.

Em 1168, seu tio-avô, igualmente chamado Marco Polo, arrendou e comandou um navio em Constantinopla. Seu avô, Andrea Polo, da paróquia de San Felice, teve três filhos: Matteo, outro Marco, e Niccolò, o pai do famoso viajante. Esta genealogia, descrita por Ramusio, não é universalmente aceita e não existem evidências adicionais que a comprovem.

Seu pai, Niccolò Polo, mercador, fez fortuna negociando com o Oriente Próximo, conquistando grande prestígio. Niccolò e seu irmão Matteo zarparam em uma viagem de negócios antes do nascimento de Marco. Em 1260, residindo em Constantinopla, à época capital do Império Latino, prevendo uma reviravolta política, os dois liquidaram seus ativos em joias e se mudaram. De acordo com as As Viagens, se aventuraram no Extremo Oriente, onde conheceram Cublai Cã, líder mongol e fundador da Dinastia Iuã. A sua decisão de se mudar de Constantinopla veio a se mostrar correta. Em 1261, Miguel VIII Paleólogo, líder do Império de Niceia, conquistou Constantinopla, queimando de imediato o quartel general veneziano e restabelecendo o Império Romano do Oriente. Os cidadãos venezianos que foram capturados acabaram cegados, enquanto muitos que conseguiram escapar acabaram morrendo nos navios superlotados que fugiam para outras colônias venezianas no Mar Egeu.

Pouco se sabe sobre a infância de Marco Polo até a idade de quinze anos, exceto que provavelmente teria passado parte da sua infância em Veneza. Ao morrer sua mãe, Marco acabou sendo adotado por sua tia e tio. Recebeu uma educação privilegiada, aprendendo técnicas mercantis, incluindo conhecimentos sobre moedas estrangeiras e funcionamento dos navios, mas aprendendo quase nada, ou nada, de latim. Seu pai mais tarde se casaria com Floradise Polo.

Em 1269, Niccolò e Matteo retornaram a suas famílias em Veneza, se encontrando com o jovem Marco pela primeira vez. Em 1271, durante o reinado do Doge Lorenzo Tiepolo, Marco Polo, então com dezessete anos de idade, juntamente com seu pai e tio zarparam para a Ásia em uma série de aventuras que Marco posteriormente viria a descrever em seu livro. Retornaram a Veneza em 1295, com muitas riquezas e tesouros, tendo viajado quase 24 000 km.

Marco Polo retornou a Veneza em 1295, trazendo consigo uma fortuna sob a forma de gemas. Naquela época, Veneza encontrava-se em guerra com a República de Gênova. Marco equipou uma galé com trabucos, com o fim de se juntar à guerra.

Terá sido capturado pelos genoveses provavelmente em 1296, em uma escaramuça perto da costa da Anatólia, entre Adana e o Golfo de İskenderun. A alegação de que a captura teria ocorrido durante a Batalha de Curzola, em setembro de 1269, perto da costa da Dalmácia, provém de tradição tardia, do século XVI, registrada por Giovan Battista Ramusio. Passou vários meses na prisão, ditando detalhes sobre a sua viagem para um companheiro de cela, Rusticiano de Pisa, o qual também acrescentou histórias de suas viagens além de anedotas coletadas de outros relatos e de notícias de sua época sobre a China. O livro rapidamente se espalhou pela Europa como manuscrito, tornando-se conhecido como As Viagens de Marco Polo. Ao retratar as jornadas de Marco pela Ásia, fornecia aos europeus o primeiro relato detalhado sobre o Extremo Oriente, incluindo a China, a Índia e o Japão.

Marco Polo foi libertado do cativeiro em agosto de 1299, retornando a Veneza, onde seu pai e tio tinham comprado um pallazo em uma região chamada contrada San Giovanni Crisostomo (Corte del Milion). Em suas aventuras, a família Polo provavelmente terá investido em fundos de negócios, e até mesmo em gemas que trouxeram do Oriente. o grupo continuou suas atividades, e Marco rapidamente se tornou um mercador rico. Embora Polo e seu tio Matteo tenham financiado outras expedições, provavelmente nunca mais teriam deixado a província veneziana, não retornado mais à Rota da Seda nem à Ásia. Seu pai Niccolò morreu cerca de 1300, e no mesmo ano Marco se casou com Donata Badoèr, filha de Vitale Badoèr, um mercador. Tiveram três filhas: Fantina, que casou com Marco Bragadin, Bellela, que casou com Bertuccio Querini, e Moreta.

Em 1305, Polo é mencionado em documento veneziano entre governantes locais, cobrando o pagamento de impostos. A relação do famoso explorador com um certo Marco Polo, citado em 1300 em rebeliões contra o governo aristocrático local, escapando da pena de morte, assim como de rebeliões em 1310 lideradas por Bajamonte Tiepolo e Marco Querini, onde entre os rebeldes se encontravam Jacobello e Francesco Polo, pertencentes a outro ramo da família Polo, é incerta. Em 1337, Marco Polo é novamente claramente citado no testamento de Matteo, redigido entre 1309 e 1310, assim como em um documento de 1319, indicando que se tinha tornado dono de algumas propriedades de seu falecido pai, e em 1321, quando comprou parte das propriedades da família de sua esposa Donata.

Em 1323, Marco adoeceu, ficando confinado à cama. Em 8 de janeiro de 1324, apesar dos esforços dos médicos, Marco encontrava-se em seu leito de morte. Para registrar e certificar sua vontade, sua família requisitou a vinda de Giovanni Giustiniani, um padre de San Procolo. Sua esposa Donata, tal como suas três filhas, também foram chamadas para certificar seu testamento. A Igreja tinha direito por lei a parte de suas propriedades; Marco aprovou isso, ordenando que a maior parte fosse paga para o convento de San Lorenzo, lugar onde desejava ser enterrado. Também libertou Pedro, seu escravo tártaro, que o havia acompanhado pela Ásia, concedendo-lhe 100 denários venezianos.

Anúncio
Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium

Histórias Relacionadas