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Massacre de Batepá

O Massacre de Batepá (do português coloquial "Bate-Pá!") foi um massacre cometido pelas tr

4 min de leitura01/01/2024
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O Massacre de Batepá (do português coloquial "Bate-Pá!") foi um massacre cometido pelas tropas coloniais portuguesas que teve lugar em São Tomé e Príncipe a 3 de fevereiro de 1953. É incerto o número de mortes que terão resultado por tortura elétrica e afogamento. A historiadora Inês Rodrigues refere que as fontes São-tomenses apontam para cerca de 1032 mortos e que as fontes Portuguesas em cerca de 200. Pelo que é impossível aferir com rigor de certeza histórica em que número se cifram as vítimas.

Hoje em dia é um feriado nacional no arquipélago, denominado «Dia dos Mártires».

O massacre é considerado o episódio fundador do nacionalismo são-tomense e as suas vítimas foram transformadas em heróis pela liberdade da pátria.

No Museu Nacional de São Tomé e Príncipe existe uma sala dedicada ao massacre, com fotografias que documentam alguns dos massacrados em fevereiro de 1953.

No cerne da questão é apontada a ambição do Governador-geral Carlos Gorgulho, que se lançou num vasto programa de construções e melhorias públicas, recorrendo a rusgas constantes nas povoações nativas, por forma a angariar mão-de-obra barata. Terá sido o governador e a sua comitiva a aludir aos rumores de uma conspiração de africanos contra os portugueses, que desencadeou a violenta repressão de fevereiro de 1953, em que pereceram entre 200 e 1.032 pessoas.

O massacre deu-se quando, a mando do ex-Governador-geral português, coronel Carlos de Sousa Gorgulho (1945-1948), os latifundiários desencadearam uma onda de violência contra os africanos, suspeitos de conspirarem para uma sublevação, da ilha.

Entre outros, estiveram envolvidos no episódio os nomes de:

Afonso Manuel Machado de Sousa, Tenente da Armada e capitão dos Portos, Governador representante (maio a julho de 1953);

Alfredo Correia Nobre, coronel, lugar-tenente do Governador representante;

Firmino Abrantes, inspector do Ensino, curador dos Indígenas;

Abrantes Pinto, chefe de Gabinete do Governador representante;

Armando Lopes da Cruz, notário e ex-Delegado do Procurador da República, magistrado judicial do Ministério Público;

Raúl Simões Dias, tenente, Presidente da Câmara;

Trigo Delgado, engenheiro-chefe das Obras Públicas e delegado da União Nacional em São Tomé;

Manuel da Costa Morão, delegado de Saúde;

Martinho Pinto da Rocha, pároco, membro do Conselho do Governo.

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