Francisco Prestes Maia (Amparo, 19 de março de 1896 – São Paulo, 26 de abril de 1965) foi um engenheiro civil, arquiteto, urbanista e político brasileiro.
Francisco Prestes Maia, filho de Manuel Azevedo Maia e de Carolina Prestes, nasceu no dia 19 de março de 1896 na cidade de Amparo (SP).
Mudou-se para São Paulo com a família aos 11 anos, onde estudou no Colégio São Bento durante o primeiro e o segundo grau.
Aos 15 anos, ingressou na Escola Politécnica da USP, onde se formou no curso de Engenharia e Arquitetura; anos mais tarde, voltou à instituição como professor, onde atuou por 10 anos.
Foi um dos urbanistas responsáveis pela consolidação da profissão no país e prefeito da cidade de São Paulo por dois períodos (1938-1945 e 1961-1965), além de Chefe de Secretaria de Viação e Obras da capital paulista na gestão de José Pires do Rio (1926-1930).
É autor do Plano de Avenidas de São Paulo, em parceria com o engenheiro João Florence de Ulhôa Cintra, que foi divulgado em 1930. Considerado um dos documentos cruciais do urbanismo brasileiro, o Plano definiu os padrões de expansão que prevaleceram até os anos 1990 na capital paulista.
Maia foi também membro de dois importantes institutos de engenharia no exterior: a Sociedade de Arquitetura de Lisboa e a Sociedade de Arquitetos do Uruguai, onde escreveu diversos trabalhos sobre urbanismo para a revista Investigações.
Formação, carreira acadêmica e início da carreira política
Em 1917, formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica de São Paulo e iniciou suas atividades profissionais em um escritório de construção e negócios imobiliários.
No ano seguinte, foi nomeado Diretor de Obras Públicas na Secretaria de Viação e Obras Públicas do governo estadual, onde projetou e coordenou obras comemorativas do centenário da independência do Brasil, como a Avenida da Independência (atual Dom Pedro I) o paisagismo do entorno do Museu do Ipiranga, a construção do monumento à Independência e a retificação do córrego do Ipiranga.
Em 1922, montou um novo escritório de engenharia ao lado de Mário Whately, Modesto Costa Ferreira, e Antônio Smith Bayma, que realizou alguns projetos, como o Viaduto do Chá e reformas de residências na capital.
Em 1924, foi contratado como professor interino da POLI-USP, onde lecionou desenho geométrico e à mão livre, desenho arquitetônico e esboço do natural e desenho de perspectiva.
Em 1927, foi efetivado como docente e permaneceu dando aulas na USP até 1937, quando se tornou proibida a acumulação de cargos públicos e ele resolveu dedicar-se à vida política.
Durante a gestão de José Pires do Rio (1926-1930), Maia foi chefe da Secretaria de Viação e Obras Públicas da Prefeitura de São Paulo. No cargo, foi encarregado pelo engenheiro João Florêncio de Ulhoa Cintra, sob a autorização do atual prefeito, de elaborar um novo plano urbanístico para a cidade.
Assim surgiu, em 1930, o “Estudo de um Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo”, conhecido como Plano de Avenidas, que foi apresentado e premiado no 4º Congresso Pan-Americano de Arquitetos, realizado no Rio de Janeiro.
Ainda nesse ano, fundou com alguns colegas o Instituto Paulista de Arquitetos, do qual foi vice-presidente até o ano seguinte.
