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Suécia

País da Europa

7 min de leitura01/01/2024
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Suécia (em sueco: Sverige; PRONÚNCIA), oficialmente Reino da Suécia (em sueco: Konungariket Sverige; PRONÚNCIA), é um país nórdico, situado no lado oriental da península Escandinava, localizada na Europa do Norte. Tem fronteiras terrestres com a Noruega, a norte e a oeste, e com a Finlândia, a norte e leste, sendo banhada pelo Mar Báltico a leste e a sul. Está separada da Dinamarca a sudoeste pelos estreitos de Öresund e Categate. Com uma área terrestre de 407 311 quilômetros quadrados, um comprimento de 1 572 km e uma largura de 499 km, a Suécia é o terceiro maior país da União Europeia em termos de superfície. É constituída por um terreno plano ou ondulado na sua parte sul, enquanto a parte norte apresenta uma planície costeira seguida de um interior acidentado culminando em alta montanha junto à fronteira com a Noruega.

Possui uma população total de 10 605 529 de habitantes (2025).

Apresenta uma baixa densidade populacional, com cerca de 23 hab./km², mas conta, todavia, com uma densidade consideravelmente maior na metade sul do país. Cerca de 85% da população vive em áreas urbanas. A capital e maior cidade do país é Estocolmo (com uma população de 1,3 milhão na área urbana e de 2 milhões na área metropolitana), centro do poder político e econômico do país. É uma monarquia constitucional hereditária com um sistema parlamentar de governo, onde o monarca tem funções unicamente representativas e o primeiro-ministro é o chefe de governo.

Tem uma economia altamente desenvolvida e diversificada, largamente baseada hoje em dia em serviços. O país ocupa o quarto lugar do mundo no Índice de democracia, depois da Islândia, da Dinamarca e da Noruega, segundo a prestigiada revista inglesa The Economist. O país ainda é considerado um dos mais socialmente justos da atualidade, apresentando um dos mais baixos níveis de desigualdade de renda do mundo. A Suécia é membro fundador da Organização das Nações Unidas, da União Europeia desde 1 de janeiro de 1995, e da OCDE. Isso se reflete no fato da Suécia estar, desde que a ONU começou a calcular o IDHAD (Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade) de seus membros, entre os mais bem colocados países do mundo de acordo com esse indicador.

A Suécia emergiu como um país independente e unificado durante a Idade Média.

No século XVII o país expandiu seus territórios para formar o Império Sueco. A maior parte dos territórios conquistados fora da península Escandinava foram perdidos durante os séculos XVIII e XIX. A metade oriental da Suécia, o que hoje é a Finlândia, foi perdida para a Rússia em 1809. A última guerra na qual a Suécia esteve diretamente envolvida foi em 1814, quando forçou por meios militares a Noruega a se juntar ao país e criar os Reinos Unidos da Suécia e Noruega, uma união que durou até 1905. Desde então, a Suécia viveu em paz, com a adoção de uma política externa de "não alinhamento em tempo de paz" e de "neutralidade em tempo de guerra", até aderir em 2024 à Organização do Tratado do Atlântico Norte, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Há 100 000 anos, a Escandinávia começou a ficar cada vez mais fria e a pouco e pouco foi sendo coberta por glaciares (br: geleiras). Uma enorme calota de gelo (inlandsis) acabou por cobrir a Suécia, a Noruega, a Finlândia e partes da Dinamarca e da Alemanha.

Por volta de 22 000 anos atrás, a camada de gelo atingiu a sua maior dimensão, podendo ter uma expessura de 3 000-4 000 metros. Começou então a diminuir, devido a uma subida sucessiva da temperatura que fazia o gelo derreter.

Na Suécia, o degelo atingiu a parte central do país há 10 000 anos atrás, e o norte uns 2 000 anos mais tarde.

Descobertas arqueológicas comprovam que a área hoje compreendida como Suécia já era povoada durante a Idade da Pedra, quando o gelo resultante da última glaciação recuou. Aparentemente, os primeiros habitantes eram povos caçadores e coletores que viviam da pesca no mar Báltico. Algumas evidências apontam que o sul da Suécia era densamente povoado durante a Idade do Bronze, pois foram encontradas ruínas de grandes comunidades comerciais.

Durante os séculos IX e XI, a Era Viking marcou a Suécia, com a expansão do comércio local e internacional, a consolidação do poder local e regional, a cristianização e a europeização do país. O núcleo do futuro reino da Suécia, estava na Uppland, onde surgiram as primeiras cidades em Uppsala, Birka e Sigtuna. A expansão comercial e guerreira dos Vikings desse núcleo inicial dirigiu-se em primeiro lugar para o oriente, na direção dos países bálticos, Rússia e do mar Negro.

Em 1389, os três estados escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca) estavam unidos sob um único monarca. A União de Kalmar começou como uma união pessoal, não política e quando, no século XV, se tentou centralizar o poder no rei dinamarquês, a Suécia resistiu chegando mesmo a uma rebelião armada. A Suécia separou-se em 1523, quando Gustavo Eriksson, conhecido mais tarde por Gustavo Vasa, liderou a rebelião contra a União de Kalmar e restabeleceu a independência da Coroa Sueca.

No século XVII viu-se a Suécia tornar-se uma das principais potências europeias, devido ao sucesso da participação na Guerra dos 30 anos, iniciada pelo rei Gustavo Adolfo II. Esta posição iria desmoronar-se no século XVIII, quando a Rússia conquistou os reinos da Europa do norte na Grande Guerra do Norte e, finalmente, quando em 1809 houve a separação da parte oriental da Suécia, criando-se assim a Finlândia, como um grão-ducado russo.

Em 1814, a Suécia esteve envolvida na sua última guerra, quando desencadeou a Campanha Contra a Noruega, pela qual estabeleceu uma união pessoal dos reinos separados da Suécia e Noruega, com a designação de Reinos Unidos da Suécia e Noruega. Em 1818, o antigo marechal francês Jean Baptiste Bernadotte foi proclamado rei da Suécia com o nome Karl Johan, iniciando assim a dinastia atual que ainda rege a Suécia. A união Suécia-Noruega acabou por ser dissolvida pacificamente em 1905, e desde então a Suécia tem vivido sem envolvimento em conflitos armados.

O país manteve a neutralidade durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial (com uma pequena exceção da Guerra de Inverno na Finlândia). Durante a Guerra Fria e após a dissolução da União Soviética, continuou a não se posicionar, só abandonando a neutralidade após se ter convertido em 2024 no 32º membro da OTAN / NATO, na sequência da invasão russa da Ucrânia em 2022.

Já perto dos nossos dias, a Suécia começou a construir uma democracia liberal moderna. O parlamento foi democratizado em 1866. O voto universal foi concedido aos homens em 1909 e às mulheres em 1921. A partir dos anos 40, a economia entrou em poderoso desenvolvimento. Na década de 90 uma crise económica atingiu o país, seguida de um período de recuperação nos começos do século XXI.

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