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Voluntários da Pátria

Unidade militar durante a Guerra do Paraguai

4 min de leitura01/01/2024
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Voluntários da Pátria é a denominação das Unidades militares criadas em 7 de janeiro de 1865, pelo Império do Brasil (1822-1889), para lutarem na Guerra do Paraguai (1864-1870); com as quais buscava-se reforçar o efetivo das forças militares do Exército Brasileiro.

Desprovido de recursos bélicos, sem um exército suficientemente numeroso e instruído, sem condições de revidar adequadamente a ofensa recebida, o Imperador D. Pedro II expediu o Decreto nº 3.371, de 7 de Janeiro de 1865; o qual, apelando para os sentimentos do povo brasileiro, criava corpos militares para o serviço de guerra, com a denominação de "Voluntários da Pátria" (ver Gabinete Furtado), sendo o imperador o primeiro voluntário sendo popularmente chamado de "Voluntário Número Um" demonstrando seu comprometimento com a guerra reforçando o moral das tropas. .

O Imperador D. Pedro II logo partiu para a cidade de Uruguaiana, ocupada pelo exército paraguaio em 11 de setembro. Desembarcou no Rio Grande do Sul e seguiu de lá por terra. A jornada foi realizada montada a cavalo e por carretas, e à noite o imperador dormia em tenda de campanha. Em Uruguaiana apresentando-se no acampamento do exército como o primeiro voluntário da pátria, utilizando essa estratégia política para servir de exemplo tanto aos militares ali estacionados, quanto ao resto do Brasil.

1 Ajudante (capitão) - responsável pelo pessoal;

1 Quartel-mestre (capitão) - responsável pelo material;

1 Secretário (tenente) - auxiliar e escrivão.

1 sargento ajudante - auxiliar do capitão ajudante (sargenteante);

1 sargento quartel-mestre - auxiliar do capitão quartel-mestrel (almoxarifado);

1 sargento corneta-mor - responsável pelos músicos;

1 1º sargento - auxiliar do comandante da companhia;

2 2º sargentos - auxiliares dos comandantes dos pelotões;

Inicialmente formado para tomar proveito do patriotismo que tinha tomado conta do Brasil no início da guerra, reunindo os voluntários que se alistavam espontaneamente. O governo assegurava vantagens aos voluntários como prêmio de trezentos mil réis; lotes de terra com vinte e duas mil braças em colônias militares; preferência nos empregos públicos; patentes de oficiais honorários; liberdade a escravos; assistência a órfãos, viúvas e mutilados de guerra.

Com o passar do tempo e a diminuição do entusiasmo popular, o governo imperial passou a exigir dos presidentes das províncias cotas de voluntários, que deveriam recrutar. Cada Província foi solicitada prover, no mínimo, 1% da sua população. Por outro lado, havia várias formas de se escapar da convocação: os aquinhoados faziam doações de recursos, equipamentos, escravos e empregados para lutarem em seu lugar; os de menos posses alistavam seus parentes, filhos, sobrinhos ou agregados; aos despossuídos só restava a fuga para o mato. Também participaram da guerra índios de várias províncias.

A Guarda Nacional era uma força paramilitar organizada por lei no Brasil durante o período regencial, em agosto de 1831. Como uma instituição de caráter civil, a Guarda Nacional era subordinada aos Juízes de Paz, aos Juízes Criminais, aos presidentes de Província e ao Ministro da Justiça, sendo somente essas autoridades que podiam requisitar seus serviços. O único cenário em que os guardas nacionais passariam a fazer parte da estrutura militar de 1ª linha era no caso dos corpos destacados para a guerra, quando deveriam atuar como auxiliares do Exército.

A convocação da Guarda Nacional foi feita de acordo com os artigos 117 e 118 da Lei nº 602, de 1850, e, de início, teve boa acolhida nas províncias da Bahia, Pernambuco, Maranhão e Rio de Janeiro, onde a instituição estava bem organizada.

Os Corpos de Polícia das Províncias, atuais polícias militares estaduais, contribuíram formando ou complementando diversos Corpos de Voluntários da Pátria. E em 1866 já existiam diversas Unidades formadas, muitas oriundas de corporações policiais.

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