Álex Palou Montalbo (Sant Antoni de Vilamajor, 1 de abril de 1997) é um automobilista espanhol, que atualmente corre pela Chip Ganassi Racing na IndyCar Series, onde venceu os campeonatos de 2021, 2023, 2024 e 2025, além das 500 Milhas de Indianápolis de 2025, sendo o primeiro espanhol a ser campeão dessa categoria. Palou também foi o primeiro piloto da Espanha a vencer uma corrida de GP3 Series, realizada no Circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi, no ano de 2015.
Nascido em Sant Antoni de Vilamajor, município da comunidade autônoma da Catalunha, Álex Palou Montalbo é de uma família humilde, que também era entusiasta do automobilismo, no entanto, ele foi o primeiro a iniciar uma carreira neste ramo. Palou começou no kart em 2003, aos 6 anos, e seu primeiro título foi conquistado no campeonato sediado no circuito onde começou. Por conta das dificuldades financeiras, seu pai teve que se tornar seu mecânico para acompanhá-lo nas viagens e economizar custos. Posteriormente, seu tio também se tornou mecânico. O título mais importante de Palou no kart foi a WSK Euro Series de 2012.
Em 2013, recebeu uma das bolsas do Banco Santander para as Jovens Promessas do Automobilismo, destacando-se como o piloto espanhol com maior potencial no kart. Isso lhe permitiu realizar um teste no Circuito de Fiorano, sede da Ferrari Driver Academy.
Palou migrou para os monopostos em 2014, quando disputou a Eurofórmula Open com a Campos Racing, onde conseguiu 11 pódios, incluindo 3 vitórias, e terminou em terceiro lugar na temporada, apenas um ponto atrás de Artur Janosz. Em agosto, participou de uma etapa da Fórmula 4 Britânica, terminando entre os cinco primeiros em duas das três corridas que disputou. No final do ano, participou do Grande Prêmio de Macau com a Fortec Motorsports, terminando em décimo sexto.
Em 2015, foi confirmado pela Campos Racing para participar das corridas finais da GP3 daquele ano, onde conquistou uma vitória na corrida curta em Yas Marina e terminou em décimo no campeonato, que foi vencido pelo futuro piloto de F1 Esteban Ocon, mas Palou entrou para a história por ser o primeiro piloto espanhol a vencer uma etapa nessa categoria. Palou foi confirmado novamente para 2016, mas conseguiu apenas um pódio em Silverstone, e terminou em décimo quinto no campeonato, sem alcançar os resultados esperados.
2017 – 2018: Campeonatos de Fórmula
Em 2017, competiu em três etapas da Fórmula V8 3.5 pela Teo Martín Motorsport, estreando em Nürburgring e conquistando três pódios ao longo da temporada. Nesse mesmo ano, Palou competiu pela equipe Campos Racing nas duas últimas etapas do campeonato de Fórmula 2 de 2017. onde obteve seus únicos cinco pontos e uma pole na primeira rodada em Jerez, terminando em vigésimo primeiro no campeonato.
2017 também marcou os primeiros passos de Palou no automobilismo japonês. Ele participou da Fórmula 3 japonesa pela equipe Threebond with Drago Corse. Ele venceu três corridas, mas terminou o ano em terceiro no campeonato, atrás de Mitsunori Takaboshi e Sho Tsuboi.
Palou participou do Campeonato Europeu de Fórmula 3 da FIA de 2018 com a equipe Hitech Bullfrog GP, obtendo sete pódios e encerrando a temporada na sétima posição. Pelo segundo ano consecutivo, participou do Grande Prêmio de Macau, agora com a equipe B-Max Racing, mas por causa de um acidente na primeira volta, Palou não terminou a prova.
2019: Super GT e Super Fórmula Japonesa
Palou voltou para o Japão em 2019 para competir em tempo integral com a McLaren Customer Racing Japan na classe Super GT GT300, onde foi parceiro do vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2004, Seiji Ara. Como equipe, eles conquistaram um pódio em Autopolis, mas acabaram terminando em 15º no campeonato.
Ao mesmo tempo, Palou disputou a Super Fórmula Japonesa, pela equipe TCS Nakajima Racing, mas nessa categoria, o catalão teve muito mais sucesso. Ele fez a pole e venceu no Fuji Speedway e foi um dos favoritos ao título, mas depois de se classificar na pole na rodada final em Suzuka, ele teve um problema com o duto de ventilação no início da corrida, o que desacelerou imensamente o carro de Palou e o fez terminar em décimo nono. Assim, ele encerrou o campeonato em terceiro lugar.
Após testar pela Dale Coyne Racing na pista de Mid-Ohio em julho de 2019. Palou foi contratado por essa equipe para fazer a temporada completa na IndyCar Series em 2020. Nesse ano, ele obteve seu primeiro pódio na terceira rodada do campeonato, em Road America. Ele terminou a temporada na décima sexta colocação, somando 238 pontos.
2021: Estreia na Chip Ganassi e primeiro título
Na temporada de 2021, Palou se transferiu para a Chip Ganassi Racing, guiando o carro de número #10, que já tinha pertencido a nomes como Dario Franchitti e Tony Kanaan, e tendo como companheiros o hexacampeão neozelandês Scott Dixon e o sueco ex-F1 Marcus Ericsson, além do rookie Jimmie Johnson e do próprio Kanaan, que disputou algumas etapas no lugar de Johnson.
Já na abertura da temporada, na etapa de Alabama, Palou conquistou sua primeira vitória na categoria. Nas 500 Milhas de Indianápolis daquele ano, Palou conseguiu um segundo lugar, ficando atrás de Hélio Castroneves, que venceu a prova pela quarta vez na carreira. Seus bons resultados logo colocaram o catalão como candidato ao título, brigando com veteranos como Josef Newgarden, da Penske, e Patricio O'Ward, da Arrow McLaren, além de seu próprio companheiro de equipe Dixon, que defendia o título. Mas com o tempo, a disputa foi se consolidando apenas entre Newgarden e Palou. E na etapa de Long Beach, Palou se sagrou campeão, após terminar em quarto lugar na prova vencida por Colton Herta, da Andretti.
2022: Derrota e controvérsias contratuais
Palou seguiu na Chip Ganassi na temporada de 2022, e seu início de temporada foi promissor. Apesar de não ter vencido, ele conquistou importantes pódios nas etapas de St. Pete, Long Beach e Alabama, chegando a liderar o campeonato. Mas erros do piloto catalão o tiraram da briga pelo bicampeonato, e ele terminou o ano em quinto lugar, com 510 pontos.