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Ásia

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Ásia é o maior dos continentes, tanto em área como em população. Abrange um terço das partes sólidas da superfície da Terra e é responsável por abrigar quase três quintos da população mundial. A Ásia faz fronteira no lado ocidental com a África e com a Europa, e no lado oriental com o oceano Pacífico, a Oceania e, em menor proporção, com a América do Norte, pelo Estreito de Bering. O ponto extremo setentrional do continente está localizado no oceano Glacial Ártico. Mas na parte meridional, a Ásia chega ao seu final na região mais quente dos trópicos, nas imediações da linha do equador. Na Ásia são encontradas algumas das montanhas mais altas do mundo; os rios mais extensos; os maiores desertos, planícies e planaltos; as selvas e florestas mais densas. A altitude máxima e a mínima está localizada na Ásia. O monte Everest, a altitude máxima do planeta, está localizada a 8.848 m acima do nível do mar; ao longo da linha fronteiriça da República Democrática Federal do Nepal com a região autônoma chinesa do Tibete. O litoral do mar Morto, a planície de menor altitude do mundo, estão localizadas a 396 m abaixo do nível do mar, na região fronteiriça do Estado de Israel com o Reino Haxemita da Jordânia.

Dos 50 países são encontradas algumas das maiores e menores nações do mundo, tanto em área como em população. A Rússia, cuja parte europeia corresponde a um quarto de seu território, tem três quartos de território na parte asiática, sendo quase do mesmo tamanho que Estados Unidos e Canadá juntos. Mas três nações asiáticas — Reino do Barém, República de Singapura e República das Maldivas — juntas correspondem à extensão territorial da ilha de Marajó. A população da China ou da Índia é maior do que as populações dos continentes norte-americano e sul-americano somadas. Porém, aproximadamente dois terços dos países da Ásia tem uma população menor do que a da Região Metropolitana de São Paulo. O povo é enormemente diferente em árvores genealógicas, práticas ou comportamentos habituais, idiomas, crenças de religião o modus vivendi. A civilização asiática teve início há mais de 4.000 anos, muito antes de começar no mundo ocidental, em termos de atividades econômicas, manifestações culturais e desenvolvimento da ciência. O povo da Ásia fundou as cidades mais antigas, estabeleceu os sistemas de leis mais antigos e criou a figura dos agricultores e comerciantes mais antigos. Os cidadãos da Ásia foram os inventores da escrita e criaram as primeiras literaturas. Os fundadores de todas as religiões mais relevantes do mundo foram asiáticos: Buda, Confúcio, Jesus Cristo e Maomé. Os asiáticos também foram os inventores do papel, da pólvora, da bússola e do tipo móvel.

As nações asiáticas têm vários sistemas de governo. Os socialistas são responsáveis pelo governo da China e de alguns outros países. Os monarcas governam os reinos da Arábia Saudita e a Tailândia, por exemplo. Os xeques são os controladores do Reino do Barém, do Estado do Catar e dos Emirados Árabes Unidos. Dos países da Ásia que são seguidores dos princípios da democracia ocidental, podemos citar o Japão. Líderes das forças armadas passaram a exercer o controle de muitas nações da Ásia em períodos de conturbação. Os sultões de nove estados malaios ocupam a função no cargo de chefe supremo da nação. A população asiática é tão diversificada quanto tudo o que se refere ao continente. Durante o século XVI, a economia asiática declinou-se, enquanto o mundo ocidental teve rápido progresso. As nações do Oeste da Europa foram os conquistadores da parte predominante da Ásia dos século XVI até o século XIX. A economia defasada entre o continente asiático e o mundo ocidental teve aumento ainda mais na época da colonização vinda da Europa. Os cidadãos da Europa e dos Estados Unidos foram responsáveis pelo desenvolvimento do sistema industrial e foram responsáveis pelo início da utilização de máquinas e de outros recursos na atividade agrícola. Isto tornou possível a criação de novos empregos, o aumento produtivo, e a melhoria do nível de vida. Mas a maior parte dos países da Ásia não se desenvolveram industrialmente. Continuaram sendo países de economia baseada na agricultura, e seus agricultores empregavam a utilização de ferramentas manuais e métodos nada modernos. Ao mesmo tempo, a explosão populacional — que ainda está a ocorrer — aumentou de modo incrível tanto a população asiática quanto a do mundo ocidental. Mais e mais produtos alimentícios, ocupações empregatícias, instituições de ensino, além de outras coisas básicas, tornavam-se necessidade de acordo com o aumento populacional. O mundo ocidental, por causa do desenvolvimento de sua economia, teve mais recursos do que o continente asiático para enfrentar os problemas que foram as consequências da explosão demográfica.

Quase toda a Ásia colonial teve sua independência conquistada em meados do século XX. A partir de então, muitos cidadãos da Ásia têm trabalhado para ter o padrão de vida elevado, incentivando as atividades industrial, a agrícola, e diminuindo o crescimento da população. As disputas políticas já dificultaram essa tarefa. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o continente asiático foi convertido no centro das lutas entre países que adotaram o comunismo e outros que adotaram o capitalismo como sistema econômico. Na maioria dos países da Ásia, a luta começou, quando os comunistas tiveram o desejo de ocupar o poder executivo do novo país independente. Fora disso, disputas políticas, étnicas e territoriais também foram provocadoras de brigas entre diversos grupos no continente asiático. Sendo assim, a Ásia, quase de modo ininterrupto, enfrenta conflitos militares e civis e ameaças bélicas enquanto tenta a solução para todos os problemas.

O termo "Ásia" foi recebido pela língua portuguesa através do latim, a partir do grego antigo Ασία. O primeiro registro do topônimo é encontrado em Heródoto: em cerca de 440 a.C., aquele historiador grego mencionava a uma divisão do mundo em três partes, cujos nomes referiam-se a personagens da mitologia grega: a Europa, em homenagem à ninfa oceânida ou à filha de Agenor; a Líbia (que é como os gregos antigos chamavam a África), em homenagem à mãe de Agenor; e a Ásia (Ασία), em homenagem a outra ninfa oceânica, mais conhecida como Clímene. À época, o termo Ásia servia para designar a atual Ásia Menor (Anatólia) ou, por oposição ao mundo grego ou egípcio, o Império Aquemênida. O termo Ασία, por sua vez, pode ser derivado do acádio (w)aṣû(m), que significa "subir", "sair", com respeito ao nascer do sol.

Outra explicação para a etimologia refere-se a Homero, que menciona na Ilíada um certo Ásio, aliado dos troianos e filho de Hírtaco. O nome "Ásio" proviria de Assua, uma confederação de Estados do século XIV a.C. localizada no oeste da Anatólia e cujo nome teria origem no hitita assu, que significa "bom".

O gentílico de "Ásia" é asiático (ou asiano, asiânico, ásio).

A história da Ásia pode ser entendida como a história coletiva de várias regiões litorâneas distintas — o leste asiático, a Ásia meridional e o Oriente Médio — ligadas pela estepe eurasiática no interior do continente. Cidades, depois Estados e impérios surgiram naquelas áreas.

A periferia costeira foi o berço de algumas das civilizações mais antigas do mundo. Cada uma daquelas regiões desenvolveu uma civilização ao longo de vales férteis de rios. As civilizações da Mesopotâmia, do vale do Indo e da China tinham muito em comum e provavelmente trocaram tecnologia e ideias, como a matemática e a roda. Outros avanços, como a escrita, desenvolveram-se independentemente em cada região.

A estepe era habitada por nômades a cavalo que, a partir das estepes centrais, alcançavam qualquer parte do continente asiático. A primeira expansão conhecida das estepes para a costa foi a dos indo-europeus, que levaram sua família linguística ao Oriente Médio, à Índia e às fronteiras da China. A parte norte do continente, correspondente à Sibéria, permaneceu inacessível aos nômades, devido a suas densas florestas e à tundra, e manteve-se pouco habitada.

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