Ângela Regina Vieira (Rio de Janeiro, 3 de março de 1952) é uma atriz, bailarina e coreógrafa brasileira. Ela iniciou sua carreira profissional como bailarina no renomado Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no entanto ficou conhecida por seus trabalhos como atriz na televisão e no teatro, onde se consolidou. Vieira é ganhadora de vários prêmios, incluindo um APCA e dois Prêmios Qualidade Brasil.
Após iniciar uma carreira como bailarina profissional no renomado Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Vieira começou a frequentar o meio artístico que lhe abriu portas para atuar como atriz no teatro. Em 1978, ela apareceu no elenco do espetáculo Chapeuzinho Quase Vermelho. Ângela fez sua estreia na televisão no mesmo período no humorístico Planeta dos Homens (1978), da TV Globo. Esteve ainda em destaque na linha de shows da TV Globo no elenco dos programas Viva o Gordo e Chico Anysio Show (1982–86). Frequentou grupos teatrais onde amadureceu como atriz, sendo dirigida por grandes nomes do teatro. Ela também atuou como coreógrafa em importantes espetáculos, como Astrofolias (1985) e São Pedro (1988).
Ângela fez sua estreia nas telenovelas, onde se consagrou, em Corpo Santo (1987), na TV Manchete, recebendo o Troféu APCA de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela ficou mais conhecida ao protagonizar ao lado de Betty Faria a telenovela A Idade da Loba (1995), da Band. Vieira progrediu sua carreira na televisão em papéis importantes nas novelas Anjo de Mim (1996) e O Fim do Mundo (1996). Destacou-se em Por Amor (1997) como Virgínia, a irmã da protagonista, e Meu Bem Querer (1998) como a cobiçada Ava Maria, uma das protagonistas. Recebeu o Prêmio Qualidade Brasil duas vezes pelo papel da grande vilã Janete em Terra Nostra (1999) e da imponente Esmeralda em Coração de Estudante (2002).
Em 2003, fez sua estreia no cinema no filme de comédia Viva Sapato, sob a direção de Luiz Carlos Lacerda. Atuou em filmes de grande repercussão, como na comédia Gatão de Meia Idade (2006), a cinebiografia Zuzu Angel (2006), o filme de ação Segurança Nacional (2010) e na comédia Não se Preocupe, nada Vai Dar Certo! (2011). Nos anos recentes, foi elogiada por suas atuações em Senhora do Destino (2004), Cobras e Lagartos (2006), Flor do Caribe (2013), Em Família (2014), Pega Pega (2017) e Bom Sucesso (2019).
1968—89: Primeiros trabalhos, de bailarina à atriz
Em 1968, com apenas 16 anos de idade, Vieira foi aprovada nos testes para se tornar bailarina profissional no disputado e respeitado Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Lá, ela se especializou e tornou-se um dos grandes nomes da dança local, atuando como bailarina e coreógrafa. Após dez anos, em 1978, optou por deixar o balé em segundo plano e começou a desenvolver sua carreira como atriz. Neste ano, ela fez sua estreia no programa humorístico Planeta dos Homens, da TV Globo, comandado pelo humorista Agildo Ribeiro, onde atuava em diversos personagens de esquetes de humor.
Vieira permaneceu no elenco da atração por quatro anos, até que em 1982 o programa chegou ao fim e logo ela foi escalada para integrar outro humorístico, dessa vez ao lado de Jô Soares em Viva o Gordo. Ao mesmo tempo, a atriz aparecia nos quadros do Chico Anysio Show, este ao lado de Chico Anysio. Vieira ficou na linha de shows da TV Globo até o ano de 1986 e neste meio tempo participou de algumas produções na emissora.
Em 1983, esteve no elenco de Parabéns pra Você, na TV Globo, minissérie de Bráulio Pedroso, onde fez uma participação como Arlete. Este foi o seu primeiro personagem dramático na televisão. Em seguida, foi convidada para uma atuação no episódio "Mandrake" do Quarta Nobre e esteve na pele de Marilyn Monroe no especial de natal de Os Trapalhões, ainda em 1983. Na TVE Brasil, foi escolhida para o cargo de apresentadora do programa educacional Qualificação Profissional, em 1986.[carece de fontes?]
Em 1987, saiu da linha de shows da TV Globo para seu primeiro trabalho em uma telenovela, transferindo-se para a TV Manchete para atuar em Corpo Santo, novela vencedora do Troféu APCA, considerada como uma "produção cult", cuja proposta era fazer uma “novela reportagem”, focando nos personagens com realismo, mas sem esquecer a mágica da ficção. Sua personagem, Mara, lhe rendeu elogios da críticas e ela foi eleita como Melhor Atriz Coadjuvante no importante prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. No ano seguinte, entra no elenco de Olho por Olho, novela de José Louzeiro e Wilson Aguiar Filho, ainda na Manchete, no papel de Elisa, mãe adotiva da personagem Marina, interpretada por Maria Padilha.
1990—99: Projeção nacional e sucesso nas novelas
Em 1990, fecha com a TV Globo para atuar em sua primeira novela na emissora. Ângela foi escalada para um papel de destaque em Araponga, de Dias Gomes. A novela, exibida às 21:30, foi lançada em ritmo de seriado, com o slogan “Um jeito novo de fazer novela”, e tinha sua trama focada em um detetive atrapalhado, interpretado por Tarcísio Meira. Ela interpretou a ex-esposa do detetive, a bela e sensual Jurema, que não aceita o fim do casamento e o persegue. A passagem pela emissora foi breve, logo em seguida foi contratada novamente pela TV Manchete para atuar na minissérie O Fantasma da Ópera, em 1991, na pele da cantora de ópera Anabela Vasconcellos.
Após um período longe das emissoras de televisão, reapareceu em 1994 para uma participação especial no seriado Confissões de Adolescente, na TV Cultura, atuando como Ângela no episódio "Que Droga!". No ano seguinte, viu sua carreira alçar novos rumos ao estrelar, ao lado de Betty Faria, a novela independente A Idade da Loba, escrita por Alcione Araújo e exibida pela Band TV. Na trama, as atrizes vivem duas melhores amigas que saem de uma pequena cidade do interior para o Rio de Janeiro em busca de realizações profissionais, mas que acabam reencontrando um amor em comum de anos atrás.
Apesar dos baixos índices de audiência de A Idade da Loba, a novela fez com que Ângela fosse vista por sua atuação e destaque e, consequentemente, lhe rendeu maior espaço na televisão. Logo com o fim da novela, a atriz logo foi contratada pela TV Globo. Em 1996, esteve no elenco da novela O Fim do Mundo, de Dias Gomes, como Margarida, fazendo par romântico com José Wilker, que interpretava Tião Socó. Na trama, sua personagem era irmã de Gardênia (Bruna Lombardi), a quem seu marido desejava. Em seguida, foi escalada para a novela das seis Anjo de Mim, novela espírita de Walther Negrão, onde ela desempenhou o papel de Zelinda, irmã da personagem Divina, interpretada por Cláudia Alencar, que são muito amigas na trama. Fez par romântico com o ator Carlos Gregório que interpretava seu marido, Altino, e tinha três filhos de temperamentos opostos.
Em 1997, vive um dos grandes momentos da carreira ao interpretar Virgínia em Por Amor, novela de grande sucesso escrita por Manoel Carlos. Sua personagem é irmã da protagonista Helena, interpretada por Regina Duarte, e casada com Rafael, papel de Odilon Wagner. Ela é uma mulher bonita, charmosa e simpática. Mas, vive em situações complicadas pelo temperamento difícil do filho Rodrigo (Ângelo Paes Leme) e por seu marido esconder um segredo, ele é bissexual e mantém uma relação extraconjugal com outro homem. A novela fez um sucesso de audiência e todos os personagens tinham tramas importantes e grandes conflitos, deixando a atriz em maior evidência no cenário nacional.
Em 1998, foi escalada para um dos papéis centrais de Meu Bem Querer, novela das sete de Ricardo Linhares, como a esfuziante Ava Gardner, filha de Néris (Ary Fontoura) e Yeda (Laura Cardoso). Na trama, que se ambienta em uma típica cidade pequena, sua personagem é desejada por vários homens, mas mantém um caso com o prefeito, Inácio (Nuno Leal Maia). No entanto, ela é amada em segredo por Martinho, interpretado por José Mayer, em respeito à sua amizade com Inácio. Somente com a morte do prefeito que iniciam um romance. Este trabalho tornou-se muito popular, sobretudo pelo romance de sua personagem com o de Mayer, e ela foi alçada a uma das protagonistas da novela.