Neste Dia

1641

Ano

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1641 (MDCXLI, na numeração romana) foi um ano comum do século XVII do actual Calendário Gregoriano, da Era de Cristo, a sua letra dominical foi F (52 semanas), teve início a uma terça-feira e terminou também a uma terça-feira.

Portugal e a República Holandesa firmam um Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva. O tratado não é cumprido por ambas as partes e em consequência não tem efeito nas colônias portuguesas sob domínio neerlandês.

Aclamação de Amador Bueno, Movimento Nativista Brasileiro;

Construção de um forte na vila das Velas que em 1644 foi substituído por outro de mais dimensão.

No contexto da Restauração da Independência, às vésperas do movimento que conduziria à expulsão dos espanhóis da Terceira, o Mestre de Campo Álvaro de Viveiros formulou e propôs um plano de destruição do Forte de São Sebastião, rejeitado pelo Senado de Angra.

Batalha de M'Bororé, guaranis que habitavam em reduções dirigidas pelos jesuítas derrotaram os bandeirantes paulistas. Foi um importante episódio na história dos trinta Pueblos (Reduções) do Paraguai e da história da Argentina, pois evitou que a região compreendida entre os Rios Uruguai e Paraná, que atualmente pertence à Argentina, se tornasse território brasileiro.

Guerra dos Trinta Anos (1618–1648)

24 de Março - Em cumprimento às instruções recebidas, Francisco Ornelas da Câmara, Capitão-mor da Vila da Praia, é encarregado por D. João IV de Portugal de aclamá-lo na Terceira, reduzindo à obediência o Castelo de São Filipe no Monte Brasil. Ornelas promove a aclamação na Praia e logo após, em Angra.

26 de Março - Eclode, em Angra do Heroísmo a rebelião popular dos Minhas Terras.

27 de Março - Início do cerco ao Castelo de São João Baptista da Ilha Terceira; Angra é ocupada militarmente pelo seu Capitão-mor, João Bettencourt de Vasconcelos, que pede auxílio militar ao Capitão-mor da Praia, Francisco Ornelas da Câmara.

28 de Março - Manuel Jaques de Oliveira, com uma companhia da freguesia da Ribeirinha que incluía mulheres, conquista o Forte de São Sebastião, de onde os espanhóis fogem por mar para a Fortaleza de São João Baptista.

31 de Março - Domingo de Páscoa, D. João IV foi aclamado rei em Angra, sob o fogo cerrado das baterias espanholas, foi um dos acontecimentos mais “impressionantes” da Restauração segundo o Historiador José Manjardino: "a aclamação fez-se num ambiente dramático que já aqui em tempos se apontou como a mais espectacular e genuína restauração da independência havida em terras de Portugal. Uma procissão cívica percorria as ruas até à Praça, convergindo para a Sé, onde se cantou um Te Deum, tudo ao ritmo e sob a fumarada da artilharia castelhana que, do castelo de São Filipe, disparava sem cessar sobre a cidade."

13 de Maio - D. João IV decretou a criação da Aula de Artilharia e Esquadria, remota antecessora do Comando da Instrução e Doutrina e da própria Academia Militar.

20 de Junho - D. Luís Peres de Viveiros, com os trezentos soldados que trazia para socorrer a guarnição espanhola cercada no Castelo de São João Baptista, rende-se a Francisco de Ornelas junto aos ilhéus da Mina;

25 de Agosto tomada de Luanda pelos holandeses.

Editado o primeiro periódico em Portugal, com o nome Gazeta, em que se relatam as novas todas, que ouve nesta corte, e que vieram de várias partes no mês de novembro de 1641.

21 de dezembro, grande enchente de mar (maremoto?) nas Velas, ilha de São Jorge. Provocou grande destruição na vila, fez feridos e arrastou para o mar muitos bens.

7 de Abril - Antónia Sibila de Barby-Mühlingen, princesa-consorte de Schwarzburg-Sondershausen (m. 1684).

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