Abelardo Luján Rodríguez (Guaymas, Sonora, 12 de maio de 1889 - La Jolla, Califórnia, 13 de fevereiro de 1967), foi presidente do México entre 1932 e 1934, na sequência da demissão de Pascual Ortiz Rubio.
Nascido no seio de uma família pobre, desde bastante jovem trabalhou numa loja de ferragens, numa mina de cobre e mais tarde foi jogador profissional de baseball. Participou na Revolução Mexicana a partir de 1913 ascendendo rapidamente na hierarquia, sendo promovido a coronel em 1916. Após o seu envolvimento no plano de Agua Prieta foi nomeado comandante militar da Baixa Califórnia em 1921. Em 1923 tornou-se governador da Baixa Califórnia cargo que acumulou com o de comandante militar desta região até 1929. Em 1932 ocupou duas posições ministeriais no governo de Ortiz Rubio.
Após a demissão de Ortiz Rubio, assumiu a presidência do México em 4 de Setembro de 1932. Entre as medidas mais relevantes tomadas durante o seu mandato incluem-se a fundação de várias instituições financeiras, a reposição da educação socialista, e a implementação de leis relacionadas com instituições privadas de caridade e monopólios. O mandato presidencial foi aumentado de 4 para 6 anos.
Terminado o seu mandato em 30 de novembro de 1934, retirou-se da vida pública até 1943, ano em que foi eleito governador de Sonora com grande impacto na política educativa deste estado com a fundação da Universidade de Sonora. Alegando motivos de saúde, demitiu-se do cargo de governador em Abril de 1948.
O aeroporto de Tijuana tem o seu nome.
Abelardo Rodríguez Luján (como era conhecido de nascimento) provinha de uma família pobre de Sonora, sendo seu pai o comerciante Nicolás Rodríguez y Petra Luján. Nasceu em Guaymas a 12 de maio de 1889, mas sua família se mudou para Nogales, cidade em que realizou seus estudos primários.
Emigrou-se para os Estados Unidos da América em 1906 e ali residiu por seis anos, época em que atuou como ajudante industrial. Sua estada nesse país o motivou a adotar ao modo norte-americano de formar seus nomes, passando a ser conhecido desde então por Abelardo L. Rodríguez.
Quando voltou ao México, no final de 1912, encontrou seu país em plena luta revolucionária.
Lutou na Revolução Mexicana a partir de 1 de março de 1913, quando se alistou nas forças de Álvaro Obregón no Exército Constitucionalista, que combatia o presidente Victoriano Huerta, acusado de usurpar a presidência e assassinar Francisco I. Madero.
Rodríguez ascendeu rapidamente. Participou de várias batalhas, como a da tomada de Culiacán; esteve na campanha de Bajío; suprimiu em Sonora um levantamento yanque e combateu o exército zapatista.
Participou na campanha de Benjamín Hill até a Cidade do México em 1916, promovido a coronel, e em 1920 realizou com Rafael M. Pedrajo o Plano de Agua Prieta. Nesse mesmo ano fui designado para combater Esteban Cortés, que se rebelou o presidente Adolfo de la Huerta.
Em 1921 foi nomeado chefe militar do território da Baja California.
Em 1923 foi nomeado por Obregón, seu antigo comandante no exército constitucionalista, como governador general do Território da Baixa California e desenvolveu uma política de recuperação das finanças públicas, afetadas pela rebelião huertista, a qual combateu. Também fomentou a educação, a construção de estradas, a agricultura, a indústria, a reforma agrária, a construção de vias e canais de irrigação e o sindicalismo, além de exigir que as empresas contratassem mão-de-obra mexicana. Esta política seria levada a cabo também durante sus presidência.
Quando seu velho amigo Plutarco Elías Calles chegou a presidência em 1 de dezembro de 1924, foi ratificado no cargo e seu prestígio cresceu constantemente.
Em 1929, o governo de Emilio Portes Gil o enviou ao estrangeiro para estudar as técnicas de aviação e indústria que estavam na vanguarda naquela época e que eram seus maiores passatempos.
A 20 de janeiro de 1932 foi designado ministro da Indústria, Comércio e Trabalho e a 2 de agosto do mesmo ano ministro da Guerra e Marinha, ambos postos do gabinete de Pascual Ortiz Rubio.
Em 2 de setembro de 1932, no dia seguinte ao II despacho presidencial, Ortiz Rubio apresentou sua renúncia do cargo que alguns não desejavam que exercesse.
De acordo com o artigo 86 da Constituição, o Congresso Mexicano deveria aprovar a renúncia do presidente e na mesma tarde em que foi apresentada ele aceitou a renúncia de Ortiz Rubio.