Adílson Dias Batista (Adrianópolis, 16 de março de 1968) é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como zagueiro. Exerce o cargo de diretor das categorias de base do Cruzeiro.
Adílson Batista atuava como zagueiro ou volante. Sua condição técnica permitiu que fosse um jogador de alto nível, mesmo sofrendo duas lesões graves ao longo de sua carreira. Defensor de muita raça em campo, era considerado um líder nato por seus companheiros.
Pelo tricolor gaúcho conquistou a Copa Libertadores da América de 1995, o Campeonato Brasileiro e a Recopa Sul-Americana de 1996, além de dois Campeonatos Gaúchos.
A liderança e a determinação do ex-zagueiro durante os jogos, principalmente na Libertadores, renderam a Adílson o apelido de Capitão América.
Ao abandonar a carreira de jogador após a final do Mundial de Clubes da FIFA de 2000, quando atuava pelo Corinthians e conquistou a competição, formou-se numa faculdade e decidiu tornar-se treinador.
Como treinador, Adílson Batista tem como principal característica a organização tática de seus times. Treinou grandes equipes do futebol brasileiro, dentre elas Grêmio, Sport, Cruzeiro, Corinthians, Santos, Atlético Paranaense, São Paulo e Vasco da Gama.
O primeiro clube sob seu comando foi o Mogi Mirim. Liderou o time paulista até a temporada seguinte e depois disso, passou por América de Natal, Avaí e Paraná, antes de ser anunciado pelo Grêmio em 2003.
Em 2006 transferiu-se para o Júbilo Iwata, do Japão, onde alcançou a quinta colocação do campeonato nacional após um início ruim do time.
No dia 6 de dezembro de 2007, foi anunciado e assinou contrato com o Cruzeiro para a temporada de 2008, onde conquistou o Campeonato Mineiro, sendo esse seu terceiro título estadual como técnico. Além disso, conseguiu uma vaga para a Libertadores, com o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro obtido após a goleada por 4 a 1 sobre a Portuguesa.
No dia 27 de maio de 2009, na vitória da Raposa por 2 a 1 sobre o São Paulo, Adílson tornou-se o treinador mais vitorioso do clube na competição continental, com 12 triunfos ao todo, ultrapassando a marca de 11 vitórias de Zezé Moreira, que conduziu o time celeste ao seu primeiro título das Américas, em 1976.
Adílson foi muito criticado pela imprensa e pelos torcedores por ser considerado um "inventor" graças a seu estilo inovador. Tendo sido um dos primeiros treinadores a adotar o sistema com três volantes atuando no meio-campo em clubes brasileiros, tem também como suas grandes descobertas jogadores desconhecidos, como Marquinhos Paraná, Henrique e Leonardo Silva. Adílson conduziu o Cruzeiro por todo o mata-mata da Libertadores da América, chegando até a final da competição, na qual foi derrotado pela equipe do Estudiantes por 2 a 1 em pleno Mineirão lotado. Apesar do vice, o técnico consolidou-se como um dos treinadores mais valiosos do futebol brasileiro da época.
No dia 23 de novembro de 2009, renovou seu contrato e acertou por mais um ano com o Cruzeiro, recusando a proposta do Grêmio e quebrando a tradição no futebol nacional em que os técnicos duram pouco tempo em seus cargos.
Já no dia 6 de dezembro, após ganhar do Santos por 2 a 1, jogando com um jogador a menos e com quatro zagueiros, o atacante Kléber, entrou em campo aos 28 minutos da etapa final, no lugar de Diego Renan. Dois minutos mais tarde, ele aproveitou um cruzamento de Marquinhos Paraná e anotou o segundo gol celeste, garantindo assim a classificação do Cruzeiro para a Copa Libertadores da América de 2010. Beneficiado pelo resultado do jogo entre Botafogo e Palmeiras, quando o Botafogo ganhou também pelo placar de 2 a 1, e o Cruzeiro ficou à frente do Palmeiras no número de vitórias, 18 a 17.
No dia 3 de junho de 2010, após a partida válida pela 6º rodada do Brasileirão entre Cruzeiro e Santos, que terminou em um empate sem gols, Adílson Batista anunciou a sua saída do clube. Em dois anos e meio no comando do Cruzeiro, Adílson foi o oitavo técnico que mais dirigiu o time nos 89 anos de história. Foram 170 jogos, com 97 vitórias, 34 empates e 39 derrotas, com 324 gols a favor e 193 contra, 63,72% de aproveitamento de pontos.
No dia 24 de julho, foi anunciado que assumiria o Corinthians com a saída de Mano Menezes para a Seleção Brasileira. Foi apresentado no dia 27 de julho e fez sua estreia num empate contra o rival Palmeiras, em jogo realizado no estádio do Pacaembu.
Adílson pediu demissão no dia 10 de outubro, após uma derrota em casa por 4 a 3 para o Atlético Goianiense, resultando na 5ª partida sem vitória do time paulista.
No dia 8 de novembro de 2010, o Santos anunciou a contratação de Adilson para a temporada de 2011. Sua apresentação aconteceu no dia 6 de dezembro. O técnico estreou no comando do Peixe com o pé direito, em 15 de janeiro de 2011, vencendo o Linense por 4 a 1 fora de casa, em jogo válido pelo Campeonato Paulista. Apesar do triunfo, sofreu com nove desfalques na equipe.
Depois de comandar o time em apenas 11 jogos, foi demitido no dia 27 de fevereiro, um dia após o empate em 1 a 1 diante do São Bernardo na Vila Belmiro.