Adolph Francis Alphonse Bandelier (Berna, 6 de agosto de 1840 – Sevilha, 18 de março de 1914) foi um arqueólogo suíço-americano, que explorou especialmente as culturas indígenas do sudoeste americano, do México e da América do Sul. Ele imigrou para os Estados Unidos com sua família quando era jovem e fez sua vida lá, abandonando os negócios da família para estudar nos novos campos da arqueologia e etnologia.
O Monumento Nacional Bandelier, no Novo México, foi batizado em sua homenagem, pois seus estudos estabeleceram a importância dessa área nas Montanhas Jemez para a preservação arqueológica e histórica de sítios dos Anasazi que datam de duas eras, de 1150 a 1600 EC.
Adolphe-François Bandelier era filho do banqueiro Adolphe-Eugène Bandelier. Juntou-se a seu pai em Highland, Illinois, em 1848, mas, após a morte de sua mãe, voltou temporariamente para a Suíça, onde, em 1855, estudou geologia em Berna. De volta a Highland, trabalhou como escriturário no banco de seu pai, mas tinha outros interesses. Começou publicando observações meteorológicas e depois desenvolveu uma paixão pelas populações indígenas do Arizona e do Novo México.
Após a falência do banco de seu pai em 1885, ele se dedicou exclusivamente à sua pesquisa, apesar de estar em uma situação financeira desconfortável para sustentar sua família e suas expedições. Sob a tutela do antropólogo Lewis Henry Morgan, realizou trabalhos arqueológicos e etnológicos entre os nativos do sudoeste, do México e da América do Sul. Por meio de seus estudos de campo, tornou-se uma das maiores autoridades na história do estado mexicano de Sonora, Arizona e Novo México e, juntamente com Frank Hamilton Cushing, um dos maiores especialistas em civilizações pré-colombianas.
Ampliando seu campo de investigação, principalmente para o Equador, Peru e Bolívia, ele divulgou suas descobertas por meio de palestras e publicações, e colaborou com o Museu Americano de História Natural de Nova Iorque. Em 1911, o Carnegie Institute, em Washington, D.C., o encarregou de estudar os arquivos espanhóis que descreviam as populações indígenas, especialmente em Sevilha.
Em 1913, retornou à Europa pela última vez para estudar os arquivos espanhóis relacionados à colonização hispânica, mas faleceu aos 73 anos. Sua segunda esposa, Fanny Ritter, filha de um casal de Zurique que ele havia conhecido no Peru, completou a pesquisa.
Pioneiro da arqueologia pré-colombiana, Bandelier realizou um estudo científico baseado não somente em trabalho de campo, mas também em investigações de arquivos e nas diversas fontes escritas disponíveis, aplicando os métodos da antropologia e da etnologia. O presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, honrou sua memória ao criar, em 1916, um dos primeiros parques nacionais americanos no vale do Rio de los Frijoles, o Monumento Nacional Bandelier.
Enquanto trabalhava no Pueblo de Isleta (no Novo México), Bandelier fez alguns amigos de longa data. Entre eles estava o missionário francês padre Anton Docher, que servia ao povo Tiwa desde 1891 e era conhecido como o Padre de Isleta.
1812 : membro da Sociedade Americana de Antiquários.
O Monumento Nacional de Bandelier, no Novo México, foi batizado em sua homenagem, pois seus estudos estabeleceram a importância dessa área para a compreensão das antigas culturas indígenas do cânion Tuyongi.
A Escola de Ensino Fundamental Bandelier, em Albuquerque, Novo México, foi batizada em sua homenagem.
Universidade de Harvard, Museu Peabody de Arqueologia e Etnologia Americana, Relatórios Anuais, 1877, 1878, 1879:
On the Art of War and Mode of Warfare of the Ancient Mexicans
On the Distribution and Tenure of Lands and the Customs with respect to Inheritance among the Ancient Mexicans
On the Social Organization and Mode of Government of the Ancient Mexicans
Papers of the Archaeological Institute of America, American Series, constituindo vols. i.-v.:
Historical Introduction to Studies among the Sedentary Indians of New Mexico, and Report on the Ruins of the Pueblo of Pecos (1881)
Report of an Archaeological Tour in Mexico in 1881 (1884)