Adriano Leite Ribeiro (Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1982) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante. Grande ídolo do Flamengo, clube onde foi revelado, figurou na 10ª posição entre os maiores ídolos de futebol da história do time em um ranking elaborado em 2020 por especialistas dos jornais O Globo e Extra. Reconhecido pela força física, qualidade técnica e potência na perna esquerda, Adriano foi considerado um dos melhores atacantes do mundo em meados da década de 2000. Destacou-se especialmente nas cinco temporadas em que atuou na Itália, defendendo Parma e Internazionale, clube pelo qual viveu seu auge, sagrou-se tetracampeão da Serie A e recebeu o apelido de L'Imperatore (Imperador).
No Brasil, teve como principais conquistas três títulos de Campeonato Brasileiro: um pelo São Paulo em 2008, apesar de não ter disputado uma única partida, um pelo Flamengo como destaque da equipe, em 2009, e outro pelo Corinthians, em 2011.
Pela Seleção Brasileira, estreou em 2000, aos 18 anos, sendo apontado como possível sucessor a longo prazo de Ronaldo. Na ausência do Fenômeno, liderou a equipe na conquista da Copa América de 2004, sendo eleito o melhor jogador e recebendo a Chuteira de Ouro como artilheiro da competição, com sete gols. Também foi protagonista na Copa das Confederações de 2005, novamente como melhor jogador e artilheiro, com cinco gols. Na Copa do Mundo de 2006, integrou o chamado "quadrado mágico", ao lado de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká. No entanto, o quarteto decepcionou na Alemanha e não obteve êxito na conquista do hexacampeonato. Por conta do grande ano que viveu em 2009, quando foi campeão e artilheiro com o Flamengo, chegou a ser cotado para disputar a Copa do Mundo de 2010, mas não foi convocado pelo técnico Dunga.
Em 2019, três anos após encerrar a carreira, passou a atuar como diretor de vendas da Adidas Brasil.
Adriano nasceu e viveu durante sua infância na Vila Cruzeiro, uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro. Chegou ao Flamengo em 1991, com nove anos, onde foi destaque no futsal e logo se transferiu para o campo. Primeiramente foi lateral-esquerdo até o último ano da base, sendo vice-campeão da Copa BH de Juniores, em 1999. Até que sob o comando de Carlos Alberto Torres, o Capita, notou sua habilidade e colocou para o ataque. Foi promovido ao time profissional em 2000 e fez sua estreia no dia 2 de fevereiro, contra o Botafogo no Torneio Rio-São Paulo. Quatro dias depois, marcou um gol contra o São Paulo pela mesma competição. Nesse mesmo ano, ainda com dezoito anos de idade, o atacante foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira.
O jogador, desde cedo, já impressionava a todos por causa de seu grande vigor físico. Porém, somente anos mais tarde, ele também passou a ser reconhecido por seus fortes chutes com a perna esquerda.
Em 2001 foi vendido para a Internazionale, da Itália. Logo na sua estreia, no dia 15 de agosto, marcou um golaço contra o Real Madrid no Troféu Santiago Bernabéu.
O tento, contudo, não foi suficiente para que o continuasse no time milanês; assim, foi emprestado à Fiorentina e, em seguida, foi jogar no Parma.
Em 2004, Adriano voltou para a Internazionale. Logo na primeira temporada, marcou 15 gols em 16 partidas disputadas, média de quase um gol por jogo. Com essas atuações, garantiu a vaga de titular absoluto no time milanês e ficou conhecido pelo apelido de L'Imperatore ("O Imperador"), em alusão ao imperador romano Adriano. Conquistou títulos importantes pela Inter, incluindo as Copas da Itália de 2004–05 e 2005–06, e os Scudettos de 2005–06, 2006–07, 2007–08 e 2008–09.
Entretanto, em 2006, logo após o falecimento de seu pai, a carreira de Adriano começou a declinar. Ficou quase aquele ano inteiro sem marcar um gol pela Inter e, depois da Copa do Mundo FIFA de 2006, foi duramente criticado pela imprensa esportiva brasileira, irritada com a péssima campanha da Seleção naquela Copa. No ano seguinte, acabou sendo barrado pelo treinador Roberto Mancini e nem sequer foi inscrito na Liga dos Campeões de 2007–08.
O declínio seguiu na volta a Milão. Os problemas pessoais persistiam, a falta de cuidados com a condição física, também. Sendo assim, Adriano havia perdido a total confiança do treinador Roberto Mancini, que nem sequer o convocava para as partidas. Assumiu em entrevistas à imprensa italiana que, deprimido, recorreu ao álcool, o que o atrapalhou ainda mais. Tentou recomeçar em partidas pela Serie A e da Copa da Itália, mas acabou liberado para voltar ao Brasil para melhorar sua preparação física no Reffis do São Paulo.
Depois de seu departamento fazer o atacante perder três quilos e reordenar a gordura corporal, os paulistas conseguiram convencer o clube italiano a liberá-lo por empréstimo de seis meses. Dessa forma, o atacante jogou o primeiro semestre de 2008 pelo São Paulo. Não conseguiu dar ao clube seu quarto título da Copa Libertadores da América, mas fez um bom papel: em vinte e oito jogos marcou dezessete gols, seis pela competição sul-americana e onze pelo Campeonato Paulista. Após a eliminação do São Paulo na Copa Libertadores, o jogador deixou o clube e nem chegou a atuar no Campeonato Brasileiro pelo Tricolor.
Depois da passagem pelo São Paulo, Adriano ainda retornou à Itália, jogou por alguns meses e teve participação importante, principalmente, na Liga dos Campeões. Foi muito importante no início da Serie A de 2008–09, chegando a marca de 100 gols no Campeonato Italiano. No dia 22 de outubro de 2008, marcou o gol da vitória de 1–0 sobre o Anorthosis Famagusta e, com este tento, chegou ao seu 18º gol na Liga dos Campeões, o 70º no clube.
Em abril de 2009, Adriano simplesmente abandonou os treinamentos da Internazionale e retornou sem autorização ao Brasil. Foram dias de sumiço e especulações até de sua morte, como uma falsa notícia de que Adriano teria subido o Morro da Chatuba, no Complexo do Alemão, teria sido sequestrado e morto por traficantes. Um delegado, porém, desmentiu a notícia.
Adriano, na verdade, estava na casa de familiares, na Vila Cruzeiro, favela onde nasceu. Dias depois do sumiço, ele e seu empresário marcaram uma coletiva de imprensa. Em 9 de abril de 2009, durante a coletiva, Adriano declarou que pretendia parar de jogar por um tempo indeterminado, que poderia durar até três meses, pois perdeu a alegria de jogar futebol.
Passadas três semanas de indefinição em sua carreira e a continuidade ou não de seu contrato com a Internazionale, o clube informou no dia 24 de abril, em seu site oficial, a rescisão amigável do contrato do centroavante brasileiro, sem revelar valores ou condições deste acordo.
Seu retorno ao Flamengo foi oficializado no dia 6 de maio. Reestreou no dia 31 de maio, contra o Atlético Paranaense, marcando o segundo gol da vitória por 2–1 pelo Campeonato Brasileiro. Logo após a partida, o jogador foi destaques nos principais jornais e sites esportivos.
Teve grande atuação no dia 12 de setembro, contra o Sport, onde marcou dois gols na vitória por 3–0.