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Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão

Aeroporto internacional localizado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

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Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, anteriormente chamado Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e também conhecido como Aeroporto do Galeão (IATA: GIG, ICAO: SBGL), é um aeroporto internacional no município do Rio de Janeiro, no estado homônimo. É o segundo maior aeroporto do Brasil em movimento internacional. Considerando também o movimento de passageiros domésticos, é o sétimo maior aeroporto do país em movimento. Atualmente, 26 companhias aéreas operam no Aeroporto Internacional Tom Jobim com rotas ligando-o à cidades dos continentes da Europa, Oriente Médio e América do Norte, Central e do Sul, além das rotas domésticas.

O Aeroporto Tom Jobim está localizado na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, mais precisamente na Ilha do Governador, distante 20 km do Centro da cidade. Possui o maior sítio aeroportuário em área total dentre todos os aeroportos do Brasil, e é também o que tem a maior pista de pouso e decolagem comercial do país, sendo a mais importante porta de entrada aérea para todo o estado do Rio de Janeiro. Desde agosto de 2014 a administração do aeroporto está sob concessão privada da Concessionária RIOgaleão (Concessionária Aeroporto do Rio de Janeiro S/A), que é constituída pela Infraero, com 49% de participação, e pela Changi Airport, sendo esta última reconhecida pela administração do Aeroporto Internacional de Singapura, tido como o melhor do mundo em ranking da consultoria SkyTrax.

Uma das operações mais memoráveis que ocorreu no aeroporto foi a do mítico avião supersônico Concorde. O supersônico pousou pela primeira vez no então Aeroporto do Galeão, em 1971, durante um voo experimental. A partir dali, a primeira rota comercial com o Concorde no Brasil foi inaugurada pela Air France, em 21 de janeiro de 1976, na rota Rio-Paris. O avião levava cerca de seis horas no trajeto, com uma escala em Dacar, no Senegal. Por causa de seu baixo nível de ocupação, somado ao alto custo operacional, a rota foi encerrada em 1982. Outra visita de destaque ao Aeroporto Internacional Tom Jobim foi a do Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, que pousou no aeroporto no dia 22 de março de 2012. Era a segunda vez que este modelo vinha ao Brasil. O aeroporto recebeu o A380 comercialmente pela primeira vez no dia 22 de agosto de 2016, em um voo da Air France.

O aeroporto foi batizado em memória ao compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro Antônio Carlos Jobim, mais conhecido pelo seu nome artístico, Tom Jobim. A campanha para dar este nome ao aeroporto foi encabeçada por Ricardo Cravo Albin, com apoio de nomes como Barbosa Lima Sobrinho, Oscar Niemeyer, Bibi Ferreira, Chico Buarque e João Ubaldo Ribeiro, entre outros.

Para amantes de aviação e fotografia, no bairro da Tubiacanga, Ilha do Governador existe um ponto estratégico de fotografia de aviões chamado Morrinho do GIG Airport, com vista para pista 10/28.

O atual Aeroporto Internacional Tom Jobim tem suas origens na década de 1920 com advento das operações militares. Em 10 de maio de 1923, o Governo Federal desapropriou terrenos na Ilha do Governador para a construção do Centro de Aviação Naval do Rio de Janeiro. Já no ano seguinte a Escola de Aviação Naval, que funcionava desde 1916 no antigo Arsenal de Marinha, no Rio de Janeiro, foi transferida para a ponta do Galeão. O local sediou a Base de Aviação Naval até 1941, quando recebeu a denominação de Base Aérea do Galeão, que funciona até hoje no local. Ali ainda surgiram hangares, oficinas, quartéis, alojamentos, além da primeira Fábrica Nacional de Aviões, que produziu em série o primeiro modelo brasileiro, os Muniz 5, 7 e 9. Ainda no Galeão, outras indústrias aeronáuticas produziam, sob contrato com entidades estrangeiras como a Fokker holandesa e a Focke-Wulf alemã, aviões para aviação civil e militar. Também do Galeão saíram os primeiros Correios Aéreos Navais, em 1935.

Os antigos hidroaviões de companhias como a Pan American e a Condor estavam sendo substituídos nas rotas internacionais por aviões maiores, dotados de rodas, que precisavam de pistas em terra para pouso e decolagem. Com isso, em 1945, o Aeroporto do Galeão recebeu oficialmente a categoria de aeroporto internacional, com o objetivo de atender os novos aviões. Os antigos Sikorsky ou Junkers J-52, entre outros, cederam lugar aos Douglas DC-3 e DC –4 e L-1049 Constelations da Lockheed.

Contudo, o aeroporto não possuía ainda sequer uma estação de passageiros, já que até então o local só tinha finalidade industrial e militar. Então, naquela época o acesso ao aeroporto era feito através de lancha pela Baía de Guanabara, desde a estação de hidroaviões, que funcionava ao lado do Aeroporto Santos Dumont, até a ponte de desembarque do Galeão, de onde os passageiros seguiam até a aeronave em ônibus.

Diante da precariedade do embarque e desembarque no aeroporto, em 1946, foi feita a escolha de um local para a instalação da estação de passageiros. Então, em 1 de fevereiro de 1952 foi oficialmente inaugurado o Aeroporto do Galeão com o início do funcionamento do terminal de passageiros, atual TPS-5, onde hoje funcionam escritórios de companhias cargueiras. Esse terminal passou por diversas ampliações ao longo dos anos até ser substituído pelo atual Terminal 1, que agregou o que de mais atual havia na época de sua inauguração, em 20 de janeiro de 1977.

No mês de agosto de 1956 a Lufthansa iniciou as operações no aeroporto, na rota Hamburgo-Paris-Dakar-Rio. A aeronave utilizada foi um Lockheed L-1049 Super Constellation.

Em virtude do crescimento da demanda de voos internacionais, em 1967 o Ministério da Aeronáutica criou a Comissão Coordenadora do Projeto do Aeroporto Internacional (CCPAI), com a incumbência de coordenar o projeto e a construção do aeroporto internacional principal do Brasil. Este projeto teve o objetivo de desenvolver o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Em 1970, foi instituída a Aeroportos do Rio de Janeiro S.A. (ARSA), uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério da Aeronáutica para administração do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, em conformidade com o CCPAI. Já em 1972, foi criada a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (INFRAERO), na forma de empresa pública, também vinculada ao Ministério da Aeronáutica, que veio a ser a nova administradora do aeroporto a partir de 1987 com a incorporação da ARSA.

Aos 16 dias do mês de junho do ano de 1985, foi inaugurado a rota direta de Rio de Janeiro—Luanda pela TAAG Linhas Aéreas de Angola. O voo foi realizado por uma aeronave quadrimotor a jato, Boeing 707, tendo o aeroporto do Rio como partida e o destino o Aeroporto 4 de Fevereiro na capital angolana..

Em 1991, se preparando para a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco-92, na cidade do Rio de Janeiro, o Terminal 1 passou por reformas e teve sua capacidade ampliada para sete milhões de passageiros ao ano. Já no ano seguinte, em 1992, foi iniciada a construção do Terminal 2. Esse novo terminal foi inaugurado em 20 de julho 1999 como um dos mais modernos da América Latina, com capacidade de atender a oito milhões de passageiros ao ano, mais que duplicando a capacidade do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. No mesmo ano, o aeroporto recebeu um nome em uma homenagem ao compositor Tom Jobim.

Em meados da década de 2000, o Aeroporto do Galeão operava com uma demanda deficitária de 10 milhões de passageiros por ano, enquanto o Aeroporto Santos Dumont, no centro da cidade do Rio de Janeiro, operava com excesso de passageiros, com 3 milhões de usuários além da sua capacidade. Com isso, em 29 de agosto de 2004, foram transferidos todos os voos, com exceção da Ponte aérea Rio-São Paulo e voos regionais, do Aeroporto Santos-Dumont para o Galeão, com o objetivo de proporcionar maior conforto aos passageiros. O Santos-Dumont, com capacidade para 2 milhões de passageiros por ano, atendia a aproximadamente 5,3 milhões, sendo que o Galeão, possuindo uma capacidade de até 15 milhões, atendia a uma demanda de apenas 5 milhões de passageiros por ano.

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