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Agripina Menor

Quarta esposa de Cláudio e mãe de Nero

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Júlia Agripina Menor (em latim: Júlia Agripina Minor), também conhecida como Agripina, a Jovem ou Agripinila e, depois de 50, como Júlia Augusta Agripina, foi uma imperatriz-consorte romana e uma das mais poderosas mulheres da Dinastia júlio-claudiana. Ela era bisneta do imperador Augusto, sobrinha-neta e neta adotiva de Tibério, irmã de Calígula, sobrinha e quarta esposa de Cláudio e mãe de Nero.

Ela foi descrita nas fontes modernas e antigas com adjetivos como "implacável", "ambiciosa", "violenta" e "dominadora". Ela era bela, tinha boa reputação e, de acordo com Plínio, o Velho, ela tinha um canino duplo na direita da mandíbula superior, um sinal de boa sorte na época. Muitos dos historiadores antigos acusam Agripina de ter envenenado o imperador Cláudio, mas os relatos divergem entre si.

Agripina quarta filha de Agripina Maior e Germânico, primeira menina. Ela tinha três irmãos, Nero César, Druso César e o futuro imperador Calígula, e duas irmãs mais novas, Júlia Drusila e Júlia Lívila. Os dois irmãos mais velhos e sua mãe caíram vítimas das intrigas palacianas do prefeito pretoriano Lúcio Élio Sejano.

Ela tinha o mesmo nome da mãe, que era lembrada como uma modesta e heroica matrona. Agripina Maior era a segunda menina, quarta filha de Júlia, a Velha, com Marcos Vipsânio Agripa. Júlia era a única filha biológica do imperador Augusto com sua segunda esposa, Escribônia, uma parente de Pompeu Magno e Lúcio Cornélio Sula.

Germânico, o pai dela era general e um político popular. Sua mãe era Antônia Menor e seu pai, Nero Cláudio Druso. Ele tinha dois irmãos mais novos, Lívila e o futuro imperador Cláudio. Antônia era filha de Otávia Menor de seu segundo marido com o triúnviro Marco Antônio e Otávia, uma irmã mais velha de Augusto. O pai de Germânico, Nero Cláudio Druso (Druso, o Velho) era o segundo filho da imperatriz Lívia Drusila de seu segundo casamento com o pretor Tibério Nero e irmão mais novo de Tibério. Ambos eram filhos adotivos de Augusto. No ano 9, Augusto forçou Tibério a adotar Germânico, seu sobrinho, como filho e herdeiro e esperava que ele, seu favorito, o sucedesse. Por conta disso, Tibério era também avô adotivo de Agripina além de ser seu tio-avô.

Agripina nasceu em Ópido dos Úbios, um posto avançado romano na região do rio Reno que se localizava perto de onde hoje está Colônia. Ainda criança, ela viajou com os pais por todo o império até que ela e os irmãos (menos Calígula) voltaram para Roma para viverem com Antônia, que os criou. Seus pais, neste ínterim, foram até a Síria para completar outras missões oficiais. Um ano depois, em outubro, Germânico morreu subitamente em Antioquia.

A morte do pai no ano 19 provocou grande pesar no povo romano e deu origem a rumores de que ele teria sido assassinado por Cneu Calpúrnio Pisão e Munácia Plancina a mando de Tibério quando a viúva, Agripina Maior, chegou na capital trazendo as cinzas do finado marido. Agripina passou então a ser criada pela mãe, pela avó, Antônia, e pela bisavó, Lívia, todas elas nobres muito poderosas de quem ela aprendeu a arte de sobreviver na corte romana. Ela vivia no monte Palatino em Roma. O seu tio-avô Tibério já havia se tornado imperador e era o chefe da família depois da morte de Augusto em 14.

Primeiro casamento com Cneu Domício Enobarbo

Depois de seu décimo-terceiro aniversário, em 28, Tibério arranjou para que Agripina se casasse com seu tio de segundo grau pelo lado paterno Cneu Domício Enobarbo e ordenou que o casamento fosse celebrado em Roma. Domício vinha da distinta família dos Enobarbos, de status consular. Pelo lado da mãe, Antônia Maior, Domício era sobrinho neto de Augusto, primo de Cláudio e primo de segundo grau de Agripina e Calígula. Ele tinha duas irmãs, Domícia Lépida, a Velha, e Domícia Lépida, a Jovem, esta a mãe da imperatriz Messalina.

Antônia Maior era também a irmã mais velha de Antônia Menor e a primeira filha de Otávia com Marco Antônio. De acordo com Suetônio, Domício era um homem rico de caráter desprezível e desonesto, "um homem que era todos os aspectos da vida, detestável" e que serviu como cônsul em 32. Agripina e o marido viveram entre Âncio e Roma, mas pouco se sabe da relação entre eles.

Tibério morreu em 16 de março de 37 e o único irmão sobrevivente de Agripina, Calígula, se tornou o novo imperador, o que aumentou ainda mais sua influência.

Ela e as duas irmãs mais novas, Júlia Drusila e Júlia Lívila receberam várias honras do irmão:

Elas receberam os direitos reservados às virgens vestais, como a liberdade de assistir aos jogos nos estádios nos melhores assentos.

Moedas foram cunhadas com as imagens de Calígula e suas irmãs, algo que jamais fora feito antes.

Calígula adicionou os nomes das irmãs em suas moções, inclusive os juramentos de lealdade ("Eu não valorizarei a minha vida ou de meus filhos acima do que valorizo a segurança do imperador e de suas irmãs") e as consulares ("Boa fortuna ao imperador e suas irmãs").

Na época que o imperador Tibério morreu, Agripina estava grávida e Domício reconhecia a paternidade da criança. Nas primeiras horas da manhã de 15 de dezembro de 37, em Âncio, Agripina deu à luz um filho. Ela e Domício o chamaram de "Lúcio Domício Enobarbo" em homenagem ao recém-falecido pai de Domício. Esta criança seria o futuro imperador Nero e foi o único filho de Agripina. Suetônio afirma que Domício foi cumprimentado pelos amigos pelo nascimento do filho, ao que ele respondia "Eu não acredito que qualquer coisa que tenha sido produzida por mim e por Agripina possa de alguma maneira ser boa para o estado ou para o povo".

Calígula e suas irmãs eram acusados na época de manterem relações incestuosas. Em 10 de junho de 38, Drusila morreu, provavelmente de uma febre que grassava na cidade na época. Ele gostava particularmente dela, tratando-a como ele faria com sua própria esposa (Lolia Paulina), mesmo sendo Drusila casada com Marco Emílio Lépido. Depois da morte dela, a relação de Calígula com Agripina e Lívila mudou e ele passou a não mais demonstrar um respeito especial ou amor por elas. Acredita-se que a partir daí ele começou a perder a sanidade.

Em 39, as duas, juntamente com o primo e viúvo de Drusila, Marco Emílio Lépido, se envolveram numa trama fracassada para matar Calígula e que ficou conhecida como Trama das Três Adagas, que tinha por objetivo colocar Lépido no trono. Eles foram descobertos e julgados: Lépido foi executado e Agripina e Lívila foram exiladas nas ilhas Pontinas. Calígula confiscou e vendeu todas as possas dos três. Em janeiro de 40, Domício morreu de edema (hidropisia) em Pirgos. Lúcio (Nero) foi viver com sua tia Domícia Lépida, a Jovem, pois o imperador tomou-lhe a herança.

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