Fabrice Alcebiades Maieco, mais conhecido como Akwá (Benguela, 30 de maio de 1977), é um político e ex-futebolista angolano que atuava como avançado. Representou a Seleção Angolana de Futebol entre 1995 e 2006, somando 78 internacionalizações e marcando 39 golos — um recorde nacional. Capitaneou os Palancas Negras na histórica estreia de Angola no Copa do Mundo FIFA de 2006, e participou em três edições da Campeonato Africano das Nações. É irmão de Rasca, também antigo jogador profissional, que representou o Atlético Sport Aviação (ASA).
Akwá começou a carreira no Clube Nacional de Benguela, onde se destacou pela sua capacidade técnica e faro de golo. Foi contratado pelo Sport Luanda e Benfica, em Portugal, mas a sua estadia na Europa foi curta. Rapidamente seguiu para o futebol do Catar, onde brilhou sobretudo ao serviço do Al-Wakrah SC, tornando-se um dos melhores marcadores da liga local.
Após vários anos no Médio Oriente, Akwá regressou a Angola e terminou a carreira no Petro de Luanda, embora a sua aposentadoria tenha sido forçada por uma sanção imposta pela Federação Internacional de Futebol (FIFA).
Akwá estreou-se pela Seleção Nacional de Angola (Palancas Negras) a 8 de janeiro de 1995, com apenas 17 anos, lançado por Carlos Alhinho. Foi o capitão e líder carismático da equipa nacional, especialmente durante a campanha de qualificação para o Mundial de 2006.
O seu momento mais célebre foi a 8 de outubro de 2005, quando marcou o golo da vitória frente ao Ruanda (1-0), garantindo a primeira e única presença de Angola num Campeonato do Mundo (Alemanha 2006). Esse golo é amplamente considerado o mais importante da história do futebol angolano.
Em 2008, Akwá foi suspenso pela FIFA e condenado ao pagamento de uma multa de 260 mil dólares, por ter representado Angola na CAN 2006 sem autorização formal do seu clube, o Al-Wakrah do Catar. Isso impediu-o de continuar a carreira como jogador e de exercer funções no futebol profissional por 13 anos.
Durante anos, o caso foi polémico, com denúncias de má gestão das verbas para liquidar a dívida. Em 2024, após longas negociações com antigos colegas que hoje são dirigentes no Al-Wakrah, Akwá anunciou que conseguiu resolver a situação e ficou totalmente livre das sanções.
Somente após o fim do processo disciplinar da FIFA em 2023 foi que Akwá aceitou anunciar o término de sua carreira futebolística, aos 45 anos de idade, num jogo ocorrido em 29 de março de 2023 numa partida entre o Clube Nacional de Benguela (clube que vestiu a camisa para a partida) e o Desportivo da Lunda Sul, válido pela Taça de Angola.
Entre 2008 e 2012, Akwá foi deputado na Assembleia Nacional de Angola, eleito pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). A sua passagem pelo Parlamento levantou debates sobre a responsabilidade no caso da dívida, com críticas públicas sobre a sua gestão de recursos e falta de ação política sobre a sanção da FIFA.
Após ultrapassar o impasse com a FIFA em 2023, Akwá manifestou publicamente o desejo de se candidatar à presidência da Federação Angolana de Futebol (FAF). Rejeitou ser treinador, afirmando que o seu objetivo era de contribuir para a reorganização do futebol angolano em funções de gestão.
Akwá é lembrado como o maior goleador da história da Seleção Angolana de Futebol e uma figura incontornável do desporto angolano. O seu golo frente ao Ruanda é celebrado como o símbolo máximo da glória desportiva do país. Em 2006, foi consagrado como o Melhor Desportista Angolano e continua a ser uma das personalidades mais respeitadas do futebol africano.
Girabola.com - Akwá, Estrela do Futebol Angolano
futebol365.pt - Perfil e estatísticas do jogador[ligação inativa]