Alain Finkielkraut (Paris, 30 de junho de 1949) é um filósofo francês de origem polonesa. Finkielkraut é um antigo aluno da Escola Normal Superior de St. Cloud, onde entrou em 1969. Ensina cultura geral na Escola Politécnica. Foi eleito membro da Academia Francesa em 10 de abril de 2014.
Muito influenciado pelos escritos de Hannah Arendt, ele analisa os estragos da modernidade e a fragilização do meio social. Em certas obras, defende com convicção sua ligação com a comunidade judaica, e se inquieta com uma ressurgência na França de um antissemitismo "de esquerda" e "progressista". Foi por um momento associado ao grupo dos « novos filósofos », juntamente com Pascal Bruckner, André Glucksmann e Bernard-Henri Lévy. Também foi associado ao filósofo Michel Foucault, em uma tentativa frustrada de jornalismo mais aprofundado.
Sua presença mediática (autor de livros, apresentador do programa de rádio Réplique(s) da France Culture, frequentemente presente na televisão) conduziu-o a vários erros, como a célebre crítica « no escuro » feita sobre o filme Underground de Emir Kusturica, (« A Impostura Kusturica », Le Monde, 2 de junho de 1995). A descoberta desta aventura formará a trama do filme Rien sur Robert de Pascal Bonitzer.
É sem dúvida esta presença mediática que alimenta seu pensamento. Ele se engaja ao lado do advogado Gilles-William Goldnadel (fundador dos Advogados sem Fronteiras) em um processo contra o rádio-jornalista Daniel Mermet, acusado de hostilidade aos judeus (ele foi liberado). Processo ou testemunho também nos casos Alexandre Adler e Pierre-André Taguieff.
Sobre jornalismo engajado ele declara: «O engajamento vampiriza o jornalista».
Em seguida a várias tomadas de posições sobre a Educação ou o reflexo comunitário, foi acusado pelo sociólogo Daniel Lindenberg (em seu livro Le rappel à l'ordre) de ser um neo-reacionário. Lindeberg visava também outros pensadores de esquerda, como Marcel Gauchet ou Pierre-André Taguieff. O escritor Raphael Constant faz parte dos que acusaram Finkielkraut de melanofobia e de racismo junto aos Negros. Mas mais que como um novo reacionário, Finkielkraut poderia ser definido ainda como um "anti-moderno", por causa de seu ceticismo quanto ao Progresso, Direitos humanos e o que ele chama, seguindo Émile Durkheim, de a "religião da humanidade", na qual a compaixão imoderada do outro altera a reflexão política.
Colabora com diversas revistas, como Argument e Égards.
Em 13 de Novembro de 2019, no debate 'La Grand Confrontation' ('O Grande Confronto'), no canal de informação da TF1, confessou que provoca os homens: dizendo “violem as mulheres! Eu violo a minha todas as noites e ela já está farta”. Perante a consternação dos outros convidados do debate, entre os quais se encontrava Caroline De Haas, ativista feminista e conselheira política para a luta contra a violência, Alain Finkielkraut adiantou ainda que “sempre houve violações”, mas que antes as denúncias eram feitas quando “se passava ao ato da penetração forçada”, enquanto hoje “o que existe é a cultura da violação, que engloba desde gracejos brejeiros, assédio até ao galanteio”.
“Assistimos a uma extrapolação do conceito de sexismo. Se assim for, teremos em França imensos violadores em potência”, concluiu.
Le Nouveau Désordre amoureux (A nova desordem amorosa), (colaboração de Pascal Bruckner), Paris, Seuil, 1977 ISBN 2-02-004582-6
Au coin de la rue, l'aventure (Ao canto da rua, a aventura),(colaboração de Pascal Bruckner), Seuil, 1979
Petit fictionnaire illustré: les mots qui manquent au dico, (Pequeno dicionário- ficção ilustrado: as palavras que faltam ao dicionário), Seuil, 1981, reeditado na coll. Points, 2006
Le Juif imaginaire (O Judeu imaginário), Seuil, 1981
L'Avenir d'une négation (O Futuro duma negação), Seuil, 1982
La Sagesse de l'amour (A Sabedoria do amor), Gallimard,Paris, 1984
La Défaite de la pensée ( A Derrota do pensamento), Paris, Gallimard, 1987
La Mémoire vaine, du Crime contre l'humanité (A Memória vã, do Crime contra a humanidade), Gallimard, coll. Blanche, Paris, 1989
L'Humanité perdue (A Humanidade perdida), Paris, Seuil,1996