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Alberto II da Bélgica

Ex-rei da Bélgica (1993-2013)

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Alberto II (em francês: Albert II, completo: Albert Félix Humbert Théodore Christian Eugène Marie; Bruxelas, 6 de junho de 1934), foi o Rei dos Belgas de 1993 até sua abdicação, em favor de seu filho mais velho, Filipe, em 2013. Filho do rei Leopoldo III da Bélgica e de sua primeira esposa, a princesa Astrid da Suécia, Alberto ascendeu ao trono depois da morte de seu irmão mais velho, o rei Balduíno da Bélgica.

Sua irmã mais velha, a princesa Josefina Carlota da Bélgica, foi Grã-Duquesa de Luxemburgo através do casamento com o grão-duque João.

Alberto nasceu no Castelo de Stuyvenberg, tendo se tornado órfão de mãe quando tinha pouco mais de um ano de idade. Em maio de 1940, quando a Bélgica foi invadida pela Alemanha Nazista ele e seus irmãos mais velhos deixaram o país, tendo vivido primeiro na França e depois na Espanha. No entanto, pouco depois, em agosto, os três voltaram para a Bélgica, onde continuaram recebendo instrução privada até 1944, tanto no Castelo de Laeken como no de Castelo de Ciergnon, em Ardenas

Em julho de 1944, quando as tropas aliadas chegam à Bélgica, Alberto, seu pai, madrasta e irmãos foram enviados para Hirschtein, na Alemanha, e depois para Strobl, na Áustria. A família foi libertada pelas tropas aliadas em 7 de maio de 1945, porém devido à situação política na Bélgica, se instalou em Pregny, na Suíça, de onde só saiu em 1950.

Enquanto morou na Suíça, Alberto estudou no Instituto Le Rosey, em Genebra, onde completou sua educação pré-universitária.

Depois estudou ciências humanas em Roma, especializando-se em Línguas Latinas e grego.

Entre 1953 e 1958, serviu na Marinha da Bélgica.

Em 1962 foi nomeado Presidente de Honra do Serviço Belga de Comércio Exterior, cargo que ocupou durante 31 anos, até ser entronizado como Rei dos Belgas. Também foi Presidente do Conselho de Desenvolvimento entre 1954 e 1992 e Presidente da Cruz Vermelha da Bélgica entre 1958 1993.

Em 1951, Alberto tornou-se herdeiro presuntivo após a ascensão de seu irmão Balduíno, que na época não era casado e nem tinha descendentes, como Rei dos Belgas.

Antes de sua ascensão ao trono belga, era titulado como Príncipe de Liège.

Com a inesperada morte de seu irmão aos 63 anos de idade, que apesar de casado não tinha filhos, Alberto foi entronizado como Rei dos Belgas em 31 de julho de 1993.

Ele abdicou em julho de 2013, alegando que sua idade e saúde já não permitiam que exercesse suas funções como gostaria.

Alberto casou-se em Bruxelas, em 2 de julho de 1959, com a princesa Paula Ruffo di Calabria, com quem teve três filhos:

Filipe da Bélgica, (15 de abril de 1960). Casou-se com Matilde d'Udekem d'Acoz em 1999;

Astrid da Bélgica, (5 de junho de 1962). Casou-se com o arquiduque Lorenzo da Áustria-Este em 1983;

Lourenço da Bélgica, (19 de outubro de 1963 -). Casou-se com Claire Coombs em 2003.

Foi no final dos anos 1990, após a divulgação de uma biografia não autorizada sobre sua esposa, que a imprensa noticiou que Alberto seria pai de uma filha ilegítima, Delphine Boël, cuja mãe era a baronesa Sybille de Selys Longchamps.

No entanto, foi só após a abdicação de Alberto como Rei da Bélgica, em 2013, que Delphine levou o caso aos tribunais, que obrigaram Alberto a se submeter a um teste de DNA em maio de 2019. O teste, cujo resultado foi conhecido apenas meses depois, confirmou a paternidade, que veio a ser assumida por ele publicamente em janeiro de 2020. "Quero por fim a este doloroso processo", disse através de seus advogados, o que causou novas críticas por ele jamais ter cooperado espontaneamente com a Justiça para a solução do caso. "Sempre se negou a colaborar com a justiça", escreveu a revista Caras de Portugal em 2019.

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