Neste Dia

Alberto Jorge

Músico português

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Alberto Jorge Mendes Guedes da Piedade é um músico português (Porto, 12 de Março de 1952).

Alberto Jorge é quarta geração directa de músicos.

Iniciou os seus estudos como autodidacta aos 15 anos no baixo eléctrico, embora desde muito cedo tenha mostrado grande curiosidade por todos os instrumentos musicais a que o seu convívio familiar lhe dava acesso.

A partir dos 16 anos colabora com o Conjunto Académico TopKapi e, mais tarde, actuando nos convívios de Faculdades do Porto e festas de finalistas, com o grupo académico SONDA, onde toma contacto com os blues.

Em 1968 é convidado pela direcção do Seminário Missionário do Padre Dehon a liderar um projecto de música rock na igreja, absolutamente pioneiro em Portugal. Fundou, a partir desse convite, o grupo rock Tijolo, tendo na altura adquirido alguma notoriedade nos media, devido à nova sonoridade que trouxe para a música sacra em Portugal.

Por volta dos 18 anos ingressa no Psico, primeiro grupo de feição profissional, com quem actua em concertos por todo o país, nomeadamente no Festival de Vilar de Mouros de 1971.

Aos 20 anos lidera os Nirvana, com quem participou em numerosos concertos, na àrea do "Hard-Rock, tendo esse grupo levado a cena experiências de opereta, o "Ensaio Rock", muito comentado pelos media da época, pelo seu ineditismo. Realizou-se em vários teatros da cidade do Porto, tendo os textos sido censurados pela comissão de visionamento prévio, o que não impediu que a peça fosse levada a cena, sem qualquer corte.(...)

Aos 21 anos é convidado por Miguel Graça Moura para colaborar com o grupo Smoog. Toca por todo o país durante cerca de cinco anos.

O grupo Smoog dedicava-se a uma actividade musical de índole pedagógica sendo o seu repertório original, uma fusão de elementos da música clássica do jazz e do rock.

Despertado por Miguel Graça Moura para a música clássica e António Pinho Vargas, também ele membro do grupo, para o Jazz, inicia uma nova faceta da sua carreira ao matricular-se no Conservatório de Música do Porto na classe de violoncelo de Madalena Sá e Costa ao mesmo tempo que inicia a audição e análise dos grandes nomes do Jazz.

É nesta altura que conhece e trabalha nos melhores estúdios portugueses e espanhóis.

Também neste período inicia uma intensa actividade televisiva, com dezenas de programas de autor gravados sob a égide de Miguel Graça Moura.

Iniciou os seus estudos de contrabaixo de cordas na classe do professor Norberto Nascimento, com quem estudou sete anos. Trabalhou também com o Professor Adriano Aguiar no aperfeiçoamento estilístico e técnico. Foi também aluno da classe de música de câmara da Academia de Música de Espinho sob direcção do professor José Luís Duarte.

Em 1976 actua com o renovado Quarteto 1111, na ópera rock Godspell, da Companhia Vasco Morgado, com nomes como Victor Mamede, Rui Reis, Carlos Quintas, Joel Branco, Rita Ribeiro, Vera Mónica, Mafalda Drummond, Verónica e ainda outros actores portugueses.

A partir de 1976, começou a tocar nos casinos de Espinho e de Póvoa de Varzim, assim como em hotéis de 4 e 5 estrelas.

Em 12 de Março de 1980 começou a colaborar com a Orquestra Sinfónica do Porto, reforçando o naipe de contrabaixos até 1989, aquando da sua extinção.Foi aí dirigido, entre muitos outros, por Gunther Arglebe, Manuel Ivo Cruz e António Vitorino D`Almeida, na sua obra Fábrica dos Sons. A Orquestra Sinfónica do Porto, patrocinada pela R.D.P., seria extinta em 1989.

Tocou com a banda residente do programa semanal "Árvore das Patacas" (RTP-Porto) onde acompanhou, entre outros, Paulo de Carvalho e Simone de Oliveira.

Tocou também no programa televisivo "Jazz em Portugal" da autoria de Luis Villas Boas.

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