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Alberto Martín Acosta

Futebolista uruguaio

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Alberto Martín Acosta Martínez (Montevidéu, 13 de janeiro de 1977) é um ex-futebolista uruguaio naturalizado brasileiro que atuava como centroavante. É filho do também futebolista Juan Alberto Acosta Silva, conhecido por suas passagens pelo Nacional, Newell's Old Boys, Real Madrid e Rayo Vallecano.

Acosta iniciou sua trajetória profissional no Defensor Sporting, um dos clubes tradicionais do Uruguai. No entanto, foi com a camisa do Cerrito que ganhou notoriedade no futebol uruguaio, sendo peça-chave na ascensão do clube e conquistando o título da Segunda Divisão Uruguaia em 2003. Suas atuações chamaram a atenção de grandes clubes, levando-o a ter uma passagem pelo Peñarol no ano de 2006. Apesar de ter atuado em um período de instabilidade para o clube, Acosta teve atuações importantes, incluindo participações decisivas em clássicos contra o Nacional.

No ano de 2007, defendendo o Náutico, o jogador protagonizou atuações memoráveis e foi vice-artilheiro da Série A do Campeonato Brasileiro. Além dos 19 gols marcados, o uruguaio brilhou ao marcar quatro vezes numa goleada por 4–1 contra o Botafogo, no Estádio dos Aflitos. Seu desempenho excepcional lhe rendeu o prêmio Bola de Prata da revista Placar, além de um status de ídolo entre os torcedores alvirrubros. Em 2008, após o destaque no Timbu, Acosta foi contratado pelo Corinthians, que buscava reforçar o ataque para a disputa da Série B. No entanto, sua passagem pelo clube paulista não teve o mesmo brilho, e Acosta deixou a equipe ao fim da temporada do ano seguinte. Após uma carreira marcada por passagens por diversos clubes do Uruguai, Argentina e Brasil, o jogador encerrou sua trajetória no futebol profissional no final da década de 2010. Seu último clube registrado foi o Capital Futebol Clube do estado do Tocantins, equipe onde havia se destacado anteriormente e para a qual retornou nos últimos anos de sua carreira.

Contratado pelo Cerrito em 2000, Beto Acosta defendeu o clube até 2003. Durante esse período, tornou-se ídolo e foi peça fundamental no time, por onde disputou 294 partidas e marcou 111 gols. Além de sua capacidade goleadora, destacou-se como capitão da equipe em mais de 60 partidas.

O momento mais marcante de sua passagem pelo Cerrito foi a conquista da segunda divisão do Campeonato Uruguaio de 2003, que garantiu o acesso do clube à elite do futebol uruguaio. Seu desempenho chamou a atenção de grandes clubes, resultando em sua transferência para o Peñarol em 2005, onde conquistou a Copa Montevideo em 2006.

Após destacar-se no Cerrito e conquistar a segunda divisão uruguaia, transferiu-se para o Peñarol em 2005, realizando assim o sonho de jogar pelo clube de sua infância. Inicialmente, Acosta estava prestes a assinar com o Nacional, rival do Peñarol, e deveria se apresentar para a pré-temporada em Punta del Este. No entanto, uma intervenção de Vito Atijas, dirigente do Peñarol, mudou o curso dos acontecimentos. Atijas expressou interesse em contar com Acosta na equipe aurinegra, apesar de o presidente José Pedro Damiani e o treinador Fernando Morena não estarem inicialmente convencidos de sua contratação. Acosta, torcedor declarado do Peñarol desde a infância, optou por aceitar a oferta, mesmo sendo financeiramente inferior à proposta do Nacional. O jogador destacou que seu avô o levava ao Estádio Centenario para assistir aos jogos do Peñarol, o que reforçou sua decisão de jogar pelo clube de seus amores.

Durante a temporada de 2005, Acosta teve atuações significativas pelo Peñarol. No dia 15 de outubro, marcou um dos gols na vitória por 4–1 sobre o Deportivo Colonia.

Em fevereiro de 2006, durante um treino em Los Aromos, o treinador Luis Garisto escalou Acosta como titular ao lado de Walter Guglielmone no ataque. Nesse treinamento, os titulares venceram a equipe de reservas por 4–1, com Acosta contribuindo com um dos gols. Garisto expressou confiança no potencial do atacante, afirmando que ele poderia se tornar o artilheiro da equipe. Durante sua passagem pelo Peñarol, Acosta participou de 41 partidas e marcou 28 gols. Além disso, conquistou a Copa Montevideo em 2006, um torneio amistoso de pré-temporada que contou com a participação de diversas equipes sul-americanas.

Após destacar-se no futebol uruguaio, especialmente no Peñarol, Acosta foi contratado pelo Náutico no início de 2007.

Ao longo da temporada, além de ter marcado alguns gols no Campeonato Pernambucano, o atacante destacou-se na Série A do Campeonato Brasileiro. Um dos momentos mais memoráveis ocorreu no dia 9 de setembro, quando o Náutico enfrentou o Botafogo no Estádio dos Aflitos. Principal destaque desse jogo, Acosta brilhou e marcou quatro vezes na goleada por 4–1. Com esse poker, o uruguaio tornou-se o primeiro estrangeiro a marcar quatro gols em uma única partida da Série A.

Além desse desempenho histórico, Acosta encerrou o campeonato como vice-artilheiro, com 19 gols, ficando atrás apenas de Josiel, do Paraná, que marcou 20 vezes. Sua performance rendeu-lhe o prêmio Bola de Prata da revista Placar, reconhecendo-o como um dos melhores atacantes da competição, com premiação oficial da CBF. Também no Timbu, o jogador ganhou o apelido de Lula Molusco dos torcedores e da imprensa pernambucana, por ser muito parecido com o personagem do desenho animado Bob Esponja.

No mesmo ano, Acosta sofreu um acidente de carro na Zona Oeste do Recife. No dia 13 de novembro, o jogador, que dirigia um Citroën Xsara Picasso, acompanhado de um casal no banco traseiro, colidiu frontalmente em um Ford Ranger no cruzamento entre as ruas Cosme Viana e Estrada Velha do Bongi. Após colidir, seu carro chegou a capotar e ficou preso entre um poste e o muro de uma casa de número 167. O motorista da Ranger, Flávio Rubens Bérgamo de Almeida, foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, consciente, sentindo dores no lado esquerdo do corpo e com ferimentos na perna. O veículo de Acosta ficou com a frente completamente destruída. Ambos os carros possuíam airbag, equipamento que, segundo o Corpo de Bombeiros, minimizou a gravidade dos ferimentos.

O jogador deixou o Real Hospital Português no dia 16 de novembro, uma vez que estava consciente e articulava bem as ideias, recebeu alta e foi liberado para a realização de atividades físicas no Náutico.

Graças ao bom futebol demonstrado, Acosta passou a ser sondado por outras grandes equipes do futebol brasileiro, como Santos, Cruzeiro, Fluminense e São Paulo. A identificação com o clube alvirrubro foi tanta que em 2018, ao comentar sua passagem pelo Náutico, o jogador declarou em entrevista ao Jornal do Commercio:

Contratado pelo Corinthians em 2008, realizou sua estreia no dia 17 de janeiro, numa vitória por 3–0 contra o Guarani, válida pelo Campeonato Paulista. Depois de alguns jogos, Acosta acabou indo para a reserva da equipe. Ainda assim, deu a volta por cima e recuperou seu espaço no Timão, passando a formar dupla de ataque com o argentino Germán Herrera. O uruguaio ficou marcado por ser um jogador de grande velocidade, e naquele ano marcou gols importantes durante a Copa do Brasil. Ambos levaram o Corinthians até a final, em que Acosta balançou as redes no jogo de ida, na vitória por 3–1 contra o Sport. No entanto, o rubro-negro pernambucano venceu por 2–0 no jogo de volta e sagrou-se campeão da competição. Durante a disputa da Série B, o atacante fraturou a perna e ficou oito meses longe dos gramados. Ainda assim, fez parte do elenco que conquistou o título.

Acosta voltou a trabalhar com os companheiros em 2009, mas com o Corinthians tendo contratado atacantes como Souza, Jorge Henrique e, principalmente, Ronaldo, o atleta fez parte do time campeão do Campeonato Paulista, mas não chegou a ser utilizado pelo treinador Mano Menezes. Sem chances de atuar pelo clube paulista, com quem tinha contrato até o final do ano, o uruguaio pediu para ser liberado e o Timão atendeu.

Em maio de 2009, Acosta retornou por empréstimo ao Náutico, clube que o projetou para o Brasil. No entanto, como não conseguiu manter uma boa sequência de jogos, devido ao acúmulo de lesões sofridas, o uruguaio foi devolvido ao Corinthians em setembro.

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