José Aldo Rebelo Figueiredo GCRB • GOMM • GOMA (Viçosa, 23 de fevereiro de 1956) é um escritor e político brasileiro.
Foi deputado federal por São Paulo durante cinco mandatos pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sendo presidente da Câmara entre 2005 e 2007. Durante os governos Lula e Dilma Rousseff, foi ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e de Coordenação Política e Assuntos Institucionais.
É conhecido pelo seu nacionalismo, conservadorismo moral e por projetos às vezes polêmicos. É o autor do Novo Código Florestal Brasileiro e defensor de pautas desenvolvimentistas. Em 2021, publicou a obra O Quinto Movimento, servindo como seu manifesto e plano de desenvolvimento nacional, defendendo um quinto ciclo da história do Brasil, por meio da retomada do desenvolvimento, da expansão da área agrícola e mineral no país, da industrialização, da soberania nacional e da redução das desigualdades.
Em janeiro de 2026, anunciou sua pré-candidatura na eleição presidencial do mesmo ano pelo partido Democracia Cristã.
Aldo Rebelo nasceu em Viçosa, em 23 de fevereiro de 1956, o mais velho de oito filhos de José Figueiredo Lima, um soldado da borracha e Maria Cila Rebelo Figueiredo, que era professora. Aldo Rebelo tem ascendência portuguesa e indígena. Aldo Rebelo tinha nove anos quando seu pai morreu por malária adquirida na Amazônia durante seu serviço como soldado da borracha na Segunda Guerra Mundial. O empresário e político Teotônio Vilela, dono da fazenda onde seu pai trabalhava como vaqueiro, ajudou financeiramente a sustentar sua família.
Após completar sua alfabetização em uma escola rural, estudou na Escola Estadual 13 De Outubro e, em seguida, na Escola Estadual Monsenhor Machado. Em 1968, entrou no Colégio Agrícola Floriano Peixoto, em Satuba, onde estudou por um ano. Lá, alega que havia uma grande influência de ideias da organização Ação Popular Católica que militava contra a a ditadura militar e possuía simpatias do movimento estudantil. Em 1971, enquanto terminava o ginásio, sua prima Maria Ivone, militante do Partido Comunista Revolucionário, foi presa em Recife, o que despertou em Aldo Rebelo um interesse na militância comunista revolucionária contra a ditadura militar. Em 1975 entrou para o curso de Direito na Universidade Federal de Alagoas, onde esteve matriculado até 1978. Na universidade foi se ligando a grupos de esquerda e se tornou monitor na disciplina de Ciências Sociais. Aldo Rebelo depois alegaria que a obra Gilberto Freyre lhe proporcionou a leitura mais marcante da sua formação com a obra Casa Grande & Senzala, na mesma proporção que os textos de Karl Marx e Friedrich Engels. Também trabalhou como jornalista e redator em Maceió, chegando a escrever para o jornal Movimento e para o Jornal de Alagoas. Participava também das atividades do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas e esteve presente no Congresso dos Jornalistas.
Se mudou para São Paulo quando era líder estudantil e integrou a direção do PCdoB em 1977. Em 1979, quando a União Nacional dos Estudantes (UNE) foi reconstruída, Aldo foi eleito secretário-geral e da entidade, tornando-se seu presidente na gestão 1980-1981.
Nas eleições de 1982, lançou-se candidato a deputado federal pelo PMDB paulista, já que o Partido Comunista do Brasil ainda estava na ilegalidade. Sua trajetória parlamentar iniciou-se na eleição municipal de 1988, quando foi eleito vereador constituinte na cidade de São Paulo pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e trabalhou na elaboração da Lei Orgânica do Município.
Elegeu-se deputado federal pela primeira vez, pelo PCdoB, para o período 1991 a 1995, quando participou da Revisão Constitucional de 1993. Foi reeleito para as legislaturas de 1995 a 1999; 1999 a 2003; 2003 a 2007; 2007 a 2011 e 2011 a 2015. No pleito de 1990 obteve 29 554 votos e em 1994, 45 240 votos. Nas eleições de 1998 obteve 84 288 votos; em 2002, 134 241 votos; em 2006 conquistou 169 621 votos e em 2010 foram 132 109 votos.
Votou favorável à abertura do processo de impeachment de Fernando Collor e contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). No governo FHC, foi contra a quebra dos monopólios estatais.
Participou intensamente de debates na área de relações exteriores e defesa nacional, e foi membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, a qual presidiu em 2002.
Em 2003, como deputado federal, Rebelo foi admitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial.
Foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais, vinculada à Presidência da República, de 23 de janeiro de 2004 a 20 de julho de 2005, e presidente da Câmara dos Deputados entre 28 de setembro de 2005 e 31 de janeiro de 2007, quando foi eleito com 258 votos contra 243 de seu oponente, o deputado José Thomaz Nonô, do então PFL (atual União Brasil). De 512 deputados votantes, seis votaram branco e dois anularam o voto.
Em 6 de junho de 2006, manifestantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), uma dissidência do Movimento dos sem Terra, invadiram a Câmara. Como presidente da Casa, Aldo deu voz de prisão a todos.
Nas eleições municipais de 2008, foi candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Marta Suplicy, que no primeiro turno obteve 2 088 329 de votos, ou 32,79% dos votos válidos contra 33,61% do primeiro colocado. No segundo turno foi derrotado pela coligação do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que teve 60,72% dos votos válidos.
Entre 27 de outubro de 2011 e 1º de janeiro de 2015 foi Ministro de Estado dos Esportes, deixando o cargo para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da qual saiu em 2 de outubro de 2015 para assumir o Ministério da Defesa, no qual ficou até 12 de maio de 2016.
Aldo Rebelo não se candidatou a nenhum cargo nas eleições de 2014 e continuou à frente do Ministério dos Esportes, conduzindo a pasta durante a realização da Copa do Mundo de futebol, ocorrida no Brasil naquele ano.
De 2 de outubro de 2015 a 12 de maio de 2016 foi ministro da Defesa, sendo a nona pessoa a ocupar o cargo. O político já vinha sendo cotado para o posto em reformas ministeriais anteriores e era bem recebido por membros das Forças Armadas por ter defendido pautas de interesse da categoria, como a oposição à alteração da Lei da Anistia que permitiria a punição a agentes que praticaram tortura no Regime Militar e a defesa dos militares na Comissão da Verdade, a qual considerava "um erro", tendo questionado "por que os militares de agora vão pedir desculpas hoje por quem fez coisas no passado?”. Apesar disso, teve resistência de oficiais da reserva em razão de sua filiação ao Partido Comunista do Brasil. Em 2003, contou com o apoio e lobby do então deputado federal Jair Bolsonaro, que afirmara, à época: "Vim tentar um espacinho na agenda do Lula para desmentir essa história de que o Aldo tem restrições nas Forças Armadas. Pelo contrário, é uma pessoa que entende do assunto e tem grande respeito".