Alecsandro Barbosa Felisbino, mais conhecido apenas como Alecsandro (Bauru, 4 de fevereiro de 1981) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante.
Alecsandro iniciou a sua carreira no Vitória, onde foi muito criticado e acabou sendo duas vezes emprestado para o Sport e a Ponte Preta, respectivamente.
Voltou ao rubro-negro baiano em 2005, ano em que se destacou nacionalmente ao ser vice-artilheiro da Série B daquele ano, e foi considerado pela torcida como um dos únicos não culpados pelo rebaixamento do Leão à Série C do ano seguinte.
Transferiu-se por empréstimo ao Cruzeiro ainda em 2005 e, apesar do bom início, com onze gols em dezoito jogos no Brasileirão, tendo inclusive seu passe comprado em definitivo, passou boa parte do primeiro semestre de 2006 como reserva do atacante Élber.
Acabou por ser emprestado ao Sporting em agosto de 2006. Mereceu a confiança do treinador Paulo Bento, realizou 25 jogos e marcou 8 gols. No final da temporada, o passe de Alecsandro revelou-se muito caro para os cofres do clube de Alvalade, e assim ele retornou ao Cruzeiro.
Mesmo sob a desconfiança de parte da torcida do time mineiro, mostrou que podia ser uma grande arma ofensiva, fazendo muitos gols e levando o time à classificação para a Copa Libertadores da América de 2008. Em 2008, Alecsandro foi negociado com o Al-Wahda.
Em 21 de janeiro de 2009 foi contratado pelo Internacional como reforço para o centenário do clube gaúcho. No colorado, Alecsandro foi um dos artilheiros do time, substituindo o ídolo Nilmar, que foi vendido ao Villarreal da Espanha.
Foi o jogador que mais marcou gols pelo colorado em 2009, com um total de 28 gols, sendo 16 deles no Brasileirão, mas ainda assim foi contestado por boa parte da torcida pelo seu futebol. Continuou a marcar gols em 2010 e terminou sua passagem pelo clube colorado com média de um gol a cada duas partidas.
No Inter conquistou três títulos: o Campeonato Gaúcho, a Copa Suruga e a importantíssima Copa Libertadores de 2010. No entanto, deixou o clube marcado pela participação da fraca campanha no Mundial de Clubes daquele ano, em que o Inter foi eliminado nas semifinais para o Mazembe.
No dia 16 de março de 2011 se transferiu para o Vasco da Gama. Começou numa boa sequência de gols, tendo inclusive marcado o único tento do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, na vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba. Marcou também no segundo jogo da decisão, que terminou 3 a 2 para o rival mas que deu o título ao clube carioca, terminando ainda como artilheiro do torneio.
Depois da Copa do Brasil caiu de produção e acabou perdendo a vaga para o Elton e sendo muito criticado pela torcida mas mesmo assim sempre fazendo gols decisivos.
Todavia, sempre teve uma relação conturbada com a torcida, isto se deve ao fato de que não é um jogador de técnica apurada, tendo como características mais marcantes o oportunismo e o bom posicionamento.
No início de 2012 o presidente Roberto Dinamite disse que sonhava com um grande centroavante pois ele nunca foi um. Alecsandro se mostrou incomodado com a frase do presidente e retrucou: "Você ver o próprio presidente dizer para um jogador que sonha com um grande camisa 9 incomoda sim, mas a 9 é minha."
Tal reforço de fato foi trazido ao Vasco, quando o equatoriano Carlos Tenorio chegou para ser titular. Tenorio apresentava um futebol interessante, com boas atuações, porém, no jogo contra o Bangu, em um gramado em péssimas condições, ele rompeu o tendão de aquiles.
Em 2012, Alecsandro fez diversas partidas pelo Vasco, tornando-se titular absoluto e um verdadeiro goleador um dos melhores do mundo. No campeonato carioca, o jogador marcou 12 gols em 16 jogos, na Libertadores, marcou 3 gols em 10 jogos. Nestes jogos pela Libertadores, Alecsandro foi diversas vezes criticado pela torcida, quando no jogo contra o Alianza Lima do Peru, perdeu 2 pênaltis e quase complicou o Vasco.
A cobrança não parou mesmo fazendo um gol importante pela Libertadores contra o Libertad. Já no carioca, Alecsandro perdeu mais uma vez um pênalti, causalidade do empate de 1 a 1 com o Resende e parte da torcida começou a criticar ele e pedir outro centroavante.
As críticas finalmente cessaram, não por completo, mas foram relativamente amenizadas, quando Alecsandro começou a se destacar pelo Vasco no Campeonato Brasileiro. Ele foi o artilheiro do time na temporada 2012, com 26 gols, sendo 10 deles marcados durante a disputa do Brasileirão.
No dia 19 de dezembro de 2012, Alecsandro foi anunciado como novo reforço do Atlético Mineiro. O jogador assinou contrato de três anos com o clube, e em troca o Vasco recebeu os jogadores Leonardo e Fillipe Soutto por empréstimo de um ano. Esta foi a primeira vez na carreira em que teve a oportunidade de jogar no mesmo time que seu irmão Richarlyson. Este, inclusive, foi guia de Alecsandro no dia de sua apresentação na Cidade do Galo.. Foi muito importante para o time do Galo apesar de estar no banco de reservas. Pela Copa Libertadores da América de 2013, no jogo contra o Arsenal de Sarandí, no Estádio Independência, Alecsandro marcou um belo gol chutando de pé esquerdo, de fora da área, no último lance da partida. Nesse dia o Galo goleou pela segunda vez a equipe argentina pelo mesmo placar que havia construído em Buenos Aires (5 a 2). Na semifinal, contra o Newell's Old Boys, da Argentina, e na final contra o Olimpia, do Paraguai (ambos na segunda partida e que foram para os pênaltis), entrou no segundo tempo dos dois jogos e abriu positivamente as cobranças de pênaltis para a equipe atleticana. No dia 24 de julho do mesmo ano, foi campeão pelo Atlético-MG na Copa Libertadores da América como reserva do centroavante Jô.