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Alejandro de Tomaso

Alejandro de Tomaso (Buenos Aires, 10 de julho de 1928 — Módena, 21 de maio de 2003) foi um empresário e piloto de autom

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Alejandro de Tomaso (Buenos Aires, 10 de julho de 1928 — Módena, 21 de maio de 2003) foi um empresário e piloto de automóveis argentino, e fundador da fabricante italiana de automóveis De Tomaso Automobili S.p.A.

Alejandro de Tomaso nasceu no dia 10 de julho de 1928, em Buenos Aires. Seu pai, Antonio de Tomaso (1889–1933), era político argentino e filho de imigrantes italianos. Antonio, foi membro do Partido Socialista e, mais tarde, foi nomeado ministro da Agricultura pelo governo de Agustín Pedro Justo, cargo que ocupou até falecer, quando Alejandro tinha cinco anos. Sua mãe, oriunda de uma família espanhola, era descendente do vice-rei Pedro de Cevallos, assumindo a criação dos filhos após a morte do marido.

Aos 15 anos, deixou os estudos para ajudar na administração das propriedades da família. Declarando-se antiperonista após ser acusado de envolvimento em um complô para derrubar Juan Domingo Perón, fugiu da Argentina para o Uruguai e depois seguiu para a Itália, onde se exilou em 1955.

Em seu exílio, trabalhou como mecânico na OSCA, fundada pelos irmãos Maserati. Nesse período, conheceu sua futura esposa, a norte-americana Elizabeth Haskell, neta de William Crapo Durant, fundador da General Motors. Haskell e De Tomaso se casaram em 1956. Na Itália, viveu em Bolonha e Módena.

Alejandro De Tomaso iniciou sua carreira automobilística na Argentina, competindo nos 1.000 km de Buenos Aires entre 1955 e 1958. Em 1956, terminou em quarto lugar com um Maserati 150S, e em 1957 venceu na mesma categoria a bordo de um OSCA, ficando em sexto na classificação geral.

Na Fórmula 1, fez sua estreia durante o Grande Prêmio da Argentina de 1957. Correndo com a Scuderia Centro Sud, terminou a competição em nono lugar a bordo de uma Ferrari 500. Dois anos mais tarde, retornou à categoria com a OSCA durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1959, mas abandonou a prova antes do fim após um problema nos freios.

Fundação da De Tomaso Modena S.p.A.

Fundada em 1959, a De Tomaso Modena S.p.A., iniciou sua trajetória desenvolvendo monopostos para a Fórmula Júnior com os chassis compartilhados da OSCA. Ao longo da década de 1960, a empresa ganhou destaque com a fabricação dos esportivos Vallelunga e Mangusta, símbolos de design da época.

Em 1970, iniciou uma parceria com a equipe de Frank Williams na Fórmula 1. Para essa parceria, foi desenvolvido um monoposto de construção leve, com chassi e carroceria em magnésio, que foi pilotado por Piers Courage durante o Grande Prêmio da Holanda, ocasião em que o piloto sofreu o fatídico acidente. No ano seguinte, a De Tomaso atraiu a atenção de Henry Ford II, que buscava uma forma de rivalizar com a Ferrari após ter sido frustrado na tentativa de adquirir a fabricante italiana. Na ocasião, a Ford adquiriu 84% da empresa, mantendo De Tomaso com a participação remanescente. Com esse acordo, surgiu o Pantera, que utilizou a base do Mangusta.

A colaboração com a Ford, contudo, logo enfrentou dificuldades com a comercialização do Pantera no mercado norte-americano. O modelo apresentava problemas de corrosão, superaquecimento e exigiu sua adequação às normas de emissões norte-americanas. Em 1973, a Ford interrompeu a venda do Pantera e encerrou sua parceria com De Tomaso, deixando com ele o estúdio de design Ghia. Na época, o governo italiano decidiu firmar um acordo com De Tomaso para que administrasse algumas das indústrias italianas em dificuldades financeiras, e o acordo levou à aquisição das fabricantes de motocicletas Benelli e Moto Guzzi. Em 1975, De Tomaso comprou a Maserati e no ano seguinte a Innocenti, então subsidiária da British Leyland.

Apesar dos avanços, a De Tomaso começou a enfrentar problemas financeiros nos anos 1980. Para tentar recolocar a Maserati no mercado automotivo, projetou o Maserati Biturbo para disputar o segmento de sedãs esportivos a preços relativamente acessíveis. Em seu lançamento, o Biturbo foi bem recebido, mas tornou-se conhecido pelas falhas de qualidade na sua construção, atribuídas à limitação de recursos durante o projeto e à dificuldade de competir com fabricantes mais estruturados. Na mesma década, De Tomaso adotou decisões incomuns na indústria automotiva, como permitir o uso de motores Daihatsu nos modelos da Innocenti, contrariando as políticas italianas de proteção à produção nacional. Um outro exemplo foi sua considerável aproximação com a Chrysler no final da década de 1980, o que suscitou debates sobre a venda de suas marcas para grupos estrangeiros.

Com suas empresas atravessando uma grave crise financeira, De Tomaso decidiu, em 1990, vender 49% da Maserati à Fiat e transferir a Innocenti ao mesmo grupo. No ano de 1993, sofreu um acidente vascular cerebral que lhe deixou parcialmente paralisado e em uma cadeira de rodas. No mesmo ano, vendeu o restante da Maserati para a Fiat e encerrou sua participação como proprietário independente na marca. Mesmo debilitado, continuou acompanhando os projetos da De Tomaso.

Alejandro de Tomaso morreu no dia 21 de maio de 2003, aos 74 anos, em Módena. Em 2004, a De Tomaso entrou em liquidação voluntária e teve seus ativos, incluindo marca, instalações e direitos industriais, colocados à venda. Em 2009, a De Tomaso foi vendida ao empresário e ex-executivo Gian Mario Rossignolo; mas após sua prisão em 2012, a marca foi novamente colocada à venda e, em 2014, adquirida pela holding Ideal Team Ventures, liderada por Norman Choi.

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