Alexander Zverev (Hamburgo, 20 de abril de 1997) é um tenista profissional alemão. É o atual número 3 do ranking mundial da ATP. Em 2026, sagra-se campeão de Torneio de Roland Garros, sendo seu primeiro e único grand slam conquistado.
É um dos três únicos tenistas a derrotar Rafael Nadal em Roland Garros e um dos três únicos tenistas a ter múltiplos títulos no Masters 1000 de Roma, ao lado de Rafael Nadal e Novak Djokovic.
Tem os torneios ATP Masters 1000 conquistados: 2 Masters de Madrid, 2 Masters de Roma, 1 Masters do Canadá e 1 Masters de Cincinnati. Outros grandes títulos: 2 ATP Finals e 1 Medalha de Ouro Olímpico.
Seu backhand é tido como o melhor do circuito por muitos especialistas.
Ao vencer a 2° rodada do Masters de Miami 2025 se tornou o alemão com mais vitórias em torneios Masters 1000 e é um dos 3 alemães com mais de 500 vitórias na carreira ao lado de Tommy Haas e Boris Becker.
No Australian Open de 2026 fez o 3° jogo mais longo da história do torneio contra Alcaraz na semifinal, e a semifinal mais longa onde perdeu com parciais de 4-6 6-7⁵ 7-6³ 7-6⁴ 5-7 em 5 horas e 27 minutos.
Alexander Zverev vem de uma família que se alimenta de tênis há muito tempo. O pai, agora seu treinador, jogou profissionalmente pela Rússia, então União Soviética, onde se casou com a também tenista e hoje treinadora Irena. Eles se mudaram em 1991 para a Alemanha, onde nasceu primeiramente Mischa, que também joga o circuito atualmente apesar de muitos problemas de contusão. Zverev é fã do Miami Heat e de LeBron James, tendo como espelho no tênis Roger Federer.
Profissional desde 2013, Alexander Zverev é apelidado de Sascha e joga desde os cinco anos, influenciado pelo pai, Alexander, ex-tenista e atualmente seu treinador.
Alexander Zverev foi número um do mundo no circuito juvenil. Ele um tremendo fenômeno. Quando se fala tanto em precocidade, é bom lembrar que ele ganhou um future nos EUA apenas aos quinze anos e meio. Zverev fez uma grande temporada como juvenil em 2014, quando aos dezesseis anos, conquistou o título do Australian Open júnior e imediatamente se dedicou aos qualis de challenger – passou cinco – e de ATPs. Foi campeão do Challenger de Braunschweig derrotando três adversários entre os cem do ranking.
No início da segunda semana de julho de 2014, Zverev recebeu um wild card e disputou o ATP 250 de Stuttgart, na Alemanha. Mas o alemão perdeu na estreia para o tcheco Lukas Rosol, que o derrotou em dois tiebreaks, fechando o jogo com o placar final de 7–6 (9-7) e 7–6 (11-9), depois de 1h43 de partida.
Em meados de julho de 2014, Zverev passou a tentar os torneios profissionais maiores. E, à época com apenas dezessete anos, obteve vitórias e chegou às semifinais do ATP 500 de Hamburgo, na Alemanha. Com essa campanha, Zverev se tornou o primeiro tenista de dezessete anos a chegar à semifinal de um torneio de nível ATP desde 2006, quando o croata Marin Čilić alcançou a mesma fase no ATP de Gstaad. Zverev nunca tinha vencido uma partida válida pela ATP antes do ATP 500 de Hamburgo, mas no torneio alemão derrotou o holandês Robin Haase, o russo Mikhail Youzhny, cabeça de chave cinco, e o colombiano Santiago Giraldo, 11.º favorito ao título. A campanha inédita até as semifinais do ATP 500 de Hamburgo fez o alemão Alexander Zverev dar um grande salto no ranking mundial. Fora do top 800 no início da temporada e número 285 do mundo na semana anterior ao torneio, o jovem tenista pulou 124 posições e apareceu em 161.º lugar na lista da ATP.
No dia 26 de março de 2015, vindo do qualificatório e então 129.º do mundo, Zverev deu importante passo rumo ao top cem a vencer pelo Masters 1000 de Miami, nos EUA, o duelo de sacadores contra o australiano Sam Groth, de 1,93m de altura e 69.º do mundo. Pois, então com dezessete anos e 1,98m, ele disparou 22 aces contra dezessete do rival no triunfo com parciais de 7–5, 6–7 (5-7) e 6–4, em 2h02min de partida. Essa foi a primeira vitória da carreira do alemão em eventos Masters 1000. Mas, na segunda rodada Zverev encarou o tcheco Lukas Rosol, cabeça de chave 26, e perdeu por 7–6 e 6–3.
Em maio de 2015, Zverev alcançou pela primeira vez o grupo de elite do tênis profissional ao entrar no top cem do ranking mundial masculino da Associação dos Tenistas Profissionais. Ainda em maio, jogando com o irmão Mischa Zverev, ficou com o vice-campeonato da chave de duplas do ATP 250 de Munique, na Alemanha, ao perder de virada na final do torneio para a parceria formada pelo brasileiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya pelas parciais de 4–6, 6–1 e 10-5.
No final de junho, disputando o torneio amistoso Boodles Challenge, em Buckinghamshire, na Inglaterra, o jovem alemão Alexander Zverev, então 76.º do mundo e com apenas dezoito anos, surpreende e vence por 2–0 em sets, com parciais de 6-4 e 6-3, o sérvio Novak Djokovic, então o primeiro colocado no ranking mundial. Disputado sobre a grama, o campeonato serviu como preparação para o Torneio de Wimbledon. Poucos dias depois, Zverev disputou seu primeiro torneio de Grand Slam como profissional em Wimbledon, onde na estreia venceu o russo Teymuraz Gabashvili em jogo de cinco sets, por 6–3, 1–6, 6–3, 3–6 e 9–7, mas em seguida perdeu para Denis Kudla dos Estados Unidos na segunda rodada.
No final de julho, depois de eliminar o brasileiro Thomaz Bellucci por 2–1 sem sets nas quartas de final, Zverev alcançou sua segunda semi de torneios ATP na carreira, no ATP 250 de Bastad. Mas na semifinal, o espanhol Tommy Robredo encarou Zverev e não deu chances ao alemão vencendo por 2–0 em sets.
Na primeira semana de agosto, ainda promissor, Alexander Zverev venceu na estreia e avançou no ATP 500 de Washington, nos EUA. Pois, em duelo de jovens, então com dezoito anos e 96.º do ranking, venceu o japonês e 136.º colocado mundial Yoshihito Nishioka, um ano mais velho por 7–6 (7-1) e 6–3 em 1h31 de disputa. Na sequência, enfrentou o 14.º do ranking mundial, onde Zverev venceu Kevin Anderson na segunda rodada por 6-2, 3-6 e 4-6. Mas em seguida, pelas quartas de final, o croata Marin Čilić, então número oito do mundo, venceu Zverev, por 2–0, parciais de 7–5 e 7–6(3), em partida que teve 1h47min de duração. Já no final de agosto, depois de dar o azar de ficar fora do top 100 mundial exatamente na semana de definição da lista de inscritos para o US Open, Zverev confirmou o favoritismo e furou o qualificatório do US Open ao vencer pela rodada final o croata Ivan Dodig por 7–6(4) e 7–5. Assim, ele disputou segundo torneio de Grand Slam na carreira como profissional.
No final de outubro, em um encontro entre duas promessas do tênis mundial à época, um ano mais velho e já com bem mais bagagem no circuito profissional, o alemão de dezoito anos Alexander Zverev passou pelo sueco Mikael Ymer por 7–6 (9-7), 6–7 (5-7) e 6–4 em 2h32min de partida, no primeiro dia de jogos da chave principal do ATP 250 de Estocolmo, na Suécia. Assim, então, 85º no ranking, Zverev marcou sua 18ª vitória em torneios da ATP e avançou para enfrentar um top dez pela segunda vez na carreira. Onde, em um duelo de gerações, aos 30 anos de idade, o tcheco Tomáš Berdych, que ocupava a quinta posição do ranking, dominou o jovem Zverev desde o início da partida e saiu com a vitória por 6–3 e 6–4, em 1h27min de jogo.
Em janeiro, teve início o primeiro Grand Slam do ano de 2016: o Australian Open. E pela primeira vez Alexander Zverev disputou o Grand Slam australiano. Mas na estreia o escocês Andy Murray, então segundo tenista no ranking da ATP e à época quatro vezes finalista em Melbourne, venceu Zverev por 3–0 em sets, com parciais de 6–1, 6–2 e 6–3, em 2h07min de jogo.