Maria Alexandra de Alencastre Telo Teodósio Pedrosa (Lisboa, 26 de Setembro de 1965) é uma actriz e apresentadora de televisão portuguesa. Recebeu vários prémios de Melhor Atriz, quer de Cinema, quer de Televisão.
Nasceu em 26 de Setembro de 1965, em Lisboa.
Estudou no Curso de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, seguindo pela carreira artística ao ingressar na Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa, onde se diplomou em Teatro (Formação de Actores) (1986).
Começou a trabalhar profissionalmente no teatro em 1985, ganhando projecção ao receber o Prémio de Actriz Revelação (1986), da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT). Trabalhou em companhias ou grupos como o TEC Teatro Experimental de Cascais, Grupo Teatro Hoje ou o Teatro Aberto.
A entrar nos anos 1990, Alexandra Lencastre começou a ficar conhecida do grande público quer como actriz, ao participar na Rua Sésamo (1990) ou na A Banqueira do Povo (1993), ambas na RTP1, quer como apresentadora de televisão em programas como Na Cama Com… (1993 - SIC), Perdoa-me (1994) ou Frou-Frou (1995).
Em 1997, apresentou o programa da RTP1 Super Bebése reforça o elenco da série Riscos. Apresentou o Festival RTP da Canção 1999, ao lado de Manuel Luís Goucha.
Da sua carreira de actriz televisiva destacam-se papéis como em Fúria de Viver (2002) ou Ana e os Sete (2003),que lhe valeram dois Globos de Ouro (2003) e (2004) de Melhor Actriz de Televisão ou em A Única Mulher que lhe valeu o Prémio Aquíla de Melhor Atriz Principal de Televisão (2015) e o "Prémio de Atriz Principal" nos Troféus de Televisão TV7 Dias (2016). Pelo meio também não se pode esquecer o desempenho Alexandra Lencastre em Meu Amor (2009), considerada Melhor Telenovela (2010) nos Emmys Internacionais.
Foi protagonista das séries da SIC, Querido Professor e Um Passeio no Parque, em 2000.
Apresentou o programa Moda 21, para a RTP1, em 2001.
Interpretou a grande vilã Luiza Albuquerque, na telenovela da TVI, Ninguém como Tu (2005), que é ainda hoje considerada uma das maiores antagonistas de sempre da televisão portuguesa. Após este projeto, que deu ainda mais visibilidade à atriz, seguiram-se muitos trabalhos para a TVI, sendo que na maioria deles vestiu a pele de protagonista ou antagonista, além disso assinou um contrato de exclusividade com a estação, onde se manteve continuamente até 2020.
Em 2006, protagoniza Tempo de Viver, Fascínios (2007) ou a telessérie Equador (2008).
Regressa à apresentação em 2009, com o programa Conversa Indiscreta, para a TVI24 e Quem é o Melhor?, na TVI.
Com a década de 2010 surgiu também a participação regular de Alexandra Lencastre como jurada em várias temporadas de programas/concursos televisivos como A Tua Cara Não Me É Estranha (2012), Dança com as Estrelas (2013) ou Pequenos Gigantes (2016).
Em 2010, entra na peça Um Elétrico Chamado Desejo, em cena no Teatro Nacional D. Maria II.
Em 2011, protagoniza Anjo Meu, no papel de Joana Saraiva.
Em 2013, Alexandra interpreta duas sócias na novela Destinos Cruzados, uma como grande protagonista (Sílvia) e outra como a grande vilã (Laura). Por um lado, é Sílvia, uma mulher da classe trabalhadora de bom coração, mas que sofre com as traições do marido e com as dificuldades da vida. Por outro, é Laura, uma mulher rica, convencida e maliciosa para quem o dinheiro é o mais importante.
Quanto ao cinema, cujo percurso começou a par com a da televisão, para além da participação em filmes como Os Mutantes (1998) ou Os Imortais (2003), podem-se realçar os papéis de protagonista em duas longas-metragens de Fernando Lopes, O Delfim (2002) e Lá Fora (2004), sendo que o primeiro lhe valeu um Globo de Ouro de Melhor Actriz de Cinema (2003). Alexandra Lencastre foi também protagonista em A Mulher que Acreditava Ser Presidente dos Estados Unidos da América (2003), de João Botelho, papel que lhe valeu o Prémio do Público à Melhor Interpretação Feminina atribuído no Festival Internacional de Cinema de Angra do Heroísmo (2003). Em 2015, entra em O Leão da Estrela, em 2017 - Parque Mayer ou Quero-te Tanto (2019).
Regressou ao teatro, em 2015, com as peças Plaza Suite e Quem Tem Medo de Virgínia Wolf?