Alice Elisabeth Weidel (Gütersloh, 6 de fevereiro de 1979) é uma política de extrema-direita alemã. Juntamente com Alexander Gauland, ela foi a principal candidata do seu partido de extrema-direita nacionalista, o Alternativa para a Alemanha, nas eleições federais na Alemanha em 2017. Nessas eleições, o seu partido recebeu 13% dos votos, o que colocou a AfD como o terceiro maior partido do parlamento alemão.
Weidel é declaradamente lésbica. Sua companheira, Sarah Bossard, uma produtora de cinema suíça nascida no Sri Lanka, e os dois filhos do casal moram na Suíça, na fronteira com a Alemanha. Contudo, seu partido votou contra o casamento gay e a adoção de crianças por casais homossexuais. Weidel não criticou a postura do seu partido. Ela afirmou que a união civil já equipara casais gays aos heterossexuais. Weidel também afirmou que considera o aumento no número de islâmicos na Alemanha uma ameaça aos homossexuais.
Weidel filiou-se à Alternativa para a Alemanha (AfD) em outubro de 2013. Segundo Weidel, ela se sentiu atraída pelo partido inicialmente por sua oposição ao euro. Foi eleita para o comitê executivo federal da AfD em junho de 2015. Em abril de 2017, foi eleita co-candidata principal do partido. Ela é a primeira lésbica a atuar como candidata principal de seu partido. Ela foi identificada pela mídia como pertencente à facção conservadora mais moderada da Alternative Mitte dentro da AfD.
O bilionário imobiliário suíço Henning Conle apoiou a AfD. Ele doou um total de 132.000 euros por meio de laranjas para a campanha eleitoral federal de Alice Weidel em 2017. Conle disfarçou sua doação da Suíça em 18 parcelas. A AfD teve que pagar uma multa elevada ao Bundestag por essa doação, mas Weidel e três outros funcionários saíram impunes. Uma doação recorde alemã de 2,35 milhões de euros à AfD feita pelo político local austríaco do FPÖ, Gerhard Dingler, no início de 2025, foi identificada como estando ligada a Conle. Se comprovada, tal doação violaria as leis alemã e austríaca e seria severamente penalizada.
Em janeiro de 2024, Weidel demitiu o assessor Roland Hartwig após ele participar de uma reunião polêmica com ativistas alemães de extrema-direita, na qual foram discutidos planos para deportar milhões de pessoas que vivem na Alemanha.
Weidel defende vigorosamente o liberalismo econômico e declara a ex-primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher como seu modelo.
Weidel apoia a permanência da Alemanha na União Europeia; no entanto, em uma entrevista ao Financial Times publicada em janeiro de 2023, Weidel delineou a abordagem de seu partido no caso de uma tomada de poder do governo: se uma tentativa da AfD de resolver o "déficit democrático" da UE não tivesse sucesso, a saída da Alemanha da UE seria submetida a votação, seguindo o exemplo da Grã-Bretanha. Economistas renomados consideram este o pior cenário econômico. Em 2015, ela também se manifestou a favor da saída da Alemanha da Zona do Euro e pediu o retorno a uma moeda padrão-ouro. No início de 2025, ela indicou que não acredita mais em um retorno ao marco alemão, dizendo que seria "tarde demais para deixar o euro". Assim, ela relativizou as demandas de seu partido por um retorno à moeda nacional, que a AfD estabeleceu em seu programa para as eleições federais de 2025. No entanto, ela previu que o euro seria abolido de forma desorganizada e que isso custaria enormes quantias de riqueza.
Durante a conferência do partido AfD em junho de 2024, ela disse que era do interesse da Alemanha e da Europa que "a Ucrânia não pertencesse à União Europeia".
Desde 2025, a AfD colabora com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, nacionalista e populista de direita. Weidel elogiou a Hungria como modelo para a AfD, afirmando que a organização compartilha a oposição húngara à imigração ilegal e sua posição em relação à União Europeia. Em fevereiro de 2025, Weidel declarou sobre a política da AfD em relação à União Europeia: "Devemos trabalhar juntos para reformar a União Europeia a todo custo. E isso só pode ser feito internamente. Podemos conseguir isso reduzindo as competências da União Europeia, desmantelando toda a superestrutura burocrática, dispendiosa — e, na minha opinião, corrupta."