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Amália de Cleves

Amália de Cleves (17 de outubro de 1517 – 1 de março de 1586) foi uma princesa da Casa de La Marck. Foi a filha mais nov

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Amália de Cleves (17 de outubro de 1517 – 1 de março de 1586) foi uma princesa da Casa de La Marck. Foi a filha mais nova de João III, Duque de Cleves e de sua esposa, Maria de Jülich-Berg.

O rei Henrique VIII da Inglaterra estava considerando uma aliança matrimonial com Cleves e, após negociações com o ducado, Hans Holbein, o Jovem, pintor da corte de Henrique, foi enviado para retratar Amália e Ana para o recém-viúvo rei, em agosto de 1539. Após ver os retratos, Henrique escolheu Ana. É provável que tenha optado pela irmã mais velha devido aos seus direitos hereditários mais favoráveis no ducado do pai.

Nos anos seguintes, a família de Amália tentou garantir-lhe um casamento que trouxesse o máximo de proveito possível. Houve longas negociações com o Margraviato de Baden a respeito de um possível casamento estratégico entre as duas dinastias. O marquês tinha dois filhos: primeiro, Bernardo, que fora afastado devido ao seu comportamento imoral e turbulento, sendo posteriormente reintegrado após a intercessão de suas irmãs; e segundo, Carlos, nascido em julho de 1529 e, portanto, quase doze anos mais novo que Amália. Guilherme, respeitando sua irmã, recusou-se a casá-la com alguém como Bernardo, por acreditar que ele não poderia ter filhos com Amália, devido à sua vida dissoluta. O duque também se negou a forçá-la a casar-se com Carlos, que ainda era uma criança. Como resultado, Amália permaneceu solteira.

O irmão de Ana, Guilherme, teve quatro filhas e dois filhos com sua esposa, Maria da Áustria. Amália ajudou a criar suas sobrinhas, que receberam uma educação luterana, enquanto os dois filhos foram educados segundo a fé católica. A própria Amália seguia a fé luterana e não estava disposta a permitir que suas sobrinhas adotassem o catolicismo. Sua dedicação ao luteranismo enfureceu tanto seu irmão que, segundo relatos, em certo momento ele sacou a espada e partiu para cima de Amália, sendo impedido por um servo.

Amália também demonstrava apreço pela música e pela poesia. Existe um cancioneiro, cujo original encontra-se em Berlim, pelo qual Amália tinha grande interesse. O livro, que pertencia a uma amiga de Amália, contém cinco hinos marianos e vinte e sete canções de amor. Amália escreveu à mão um poema no livro, expressando saudade de um amado. Amália também foi autora de um cancioneiro que atualmente se encontra na Biblioteca Nacional da Alemanha, em Berlim, com cópias disponíveis na biblioteca pública de Frankfurt e na biblioteca da universidade da mesma cidade.

Ana de Cleves, que permaneceu na Inglaterra após a anulação de seu casamento com Henrique VIII, legou um anel de diamante a Amália. Amália faleceu em primeiro de março de 1586, em Düsseldorf, aos 68 anos de idade, tendo sobrevivido a ambas as irmãs.

Livro de histórias sobre a história das mulheres de Cleves. (Projectgroup Womengroup do centro de educação de adultos Cleves), Cleves 2004. (em alemão:. Lesebuch zur Geschichte der Klever Frauen (Projektgruppe Frauengruppe der VHS Kleve))

Terra no meio das forças: Os ducados unidos Jülich, Cleves, Berg. Cleves 1985. (em alemão: im Land Mittelpunkt der machte:. Die Vereinigten Herzogtümer Jülich, Kleve, Berg)

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