Neste Dia

André Ventura

Político português, Deputado à Assembleia da República Portuguesa pelo Distrito de Lisboa e Conselheiro de Estado de Portugal

Anúncio

André Claro Amaral Ventura (Algueirão-Mem Martins, Sintra, 15 de janeiro de 1983) é um jurista, professor universitário, político e ex-comentador desportivo português. Atualmente, desempenha as funções de Presidente do Partido Chega, Conselheiro de Estado e Deputado à Assembleia da República Portuguesa, sendo o atual líder da oposição em Portugal.

Nas eleições autárquicas de 2017, foi candidato do PSD à Câmara Municipal de Loures, onde foi eleito vereador, tendo renunciado ao cargo em 2018. Foi candidato à Presidência da República Portuguesa nas eleições presidenciais de 2021, tendo ficado em terceiro lugar.

Ventura define-se como "liberal a nível económico, nacionalista e conservador". Defende ainda uma revisão constitucional para reduzir o número de deputados, a criação da pena de castração química ou física a condenados por crimes de violação ou abuso sexual de menores, a prisão perpétua, a limitação dos cargos de primeiro-ministro e ministro a quem tiver nacionalidade portuguesa originária, a eliminação dos limites materiais da revisão da própria Constituição ou retirada do termo "república" na referência a Portugal. Defende ainda várias alterações ao código penal, como um aumento da moldura para o dobro para crimes por corrupção ativa e passiva, e agravamento de penas para crimes como violação, homicídio, terrorismo, tráfico de pessoas, o crime de incêndio florestal, o crime de propagação de doença, e o fim à prescrição dos crimes.

As suas posições políticas são vistas por parte da comunicação social portuguesa, assim como por alguns políticos, comentadores políticos, e académicos, como de extrema-direita, sendo assim considerado o primeiro deputado dessa índole com um lugar na Assembleia da República desde a Revolução dos Cravos.

Desde julho de 2024, é membro do Conselho de Estado, eleito pela Assembleia da República, em representação do CH, para a XVI (2024-2025) e XVII Legislaturas (2025-2029).

André Ventura nasceu em Algueirão, Sintra, em 15 de janeiro de 1983, filho de João Manuel dos Santos Ventura, dono de uma loja de bicicletas, e de Ana Maria da Cruz Claro Ventura, empregada de escritório. Aos catorze anos, tornou-se um católico entusiasta, batizou-se e fez a primeira comunhão e o crisma. Quis ser padre e frequentou o Seminário de Penafirme, seminário menor do Patriarcado de Lisboa, mas não prosseguiu a formação eclesiástica, por se ter apaixonado. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, com dezanove valores. Em 2013, defendeu a tese de doutoramento em Direito Público pela Faculdade de Direito da Universidade de Cork, na Irlanda, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Nesta, criticou o "populismo penal" e "estigmatização de minorias", revelando preocupação com a "expansão dos poderes policiais".

Lecionou na Universidade Autónoma de Lisboa, de 2013 até 2019, e na Universidade Nova de Lisboa, de 2016 até 2018. Foi consultor na Caiado Guerreiro, Sociedade de Advogados, de 2018 até 2019, e comentador desportivo no canal de televisão CMTV, da entidade Cofina Media, de 2014 até 2020. É também inspetor da Autoridade Tributária, mas com licença sem vencimento desde 2014.

Foi consultor na empresa 'Finpartner', na qual trabalhou de 2019 a 2020, acumulando por 9 meses com o salário de cargo político.

Em maio de 2020, na sequência de uma polémica com o futebolista Ricardo Quaresma, que descreveu o discurso de André Ventura como "populismo racista", advindo de uma proposta de André Ventura para um "plano de confinamento específico para a comunidade cigana" com o intuito de combater a propagação do SARS-CoV-2, foi dispensado como comentador na CMTV, acumulando o vencimento desse cargo com o salário de cargo político até ao dia 31 do mesmo mês.

Antes de ingressar na política, André Ventura foi autor dos romances Montenegro e A Última Madrugada do Islão, publicados pela Chiado Editora. As obras, marcadas por conteúdo explícito e temáticas controversas, geraram atenção mediática, especialmente o segundo livro, cuja primeira edição foi retirada do mercado em 2009 após ameaças não fundamentas alegadas pelo próprio autor. No seguimento das alegadas ameaças, André Ventura fez um comunicado onde revela ter estado proximo a doutrina Islamista.

Ambas as obras são de qualidade considerada dúbia e o estilo literario e narrativo de baixa qualidade.

É casado desde 2016 com Dina Marques Nunes, fisioterapeuta pediátrica, sem geração.

Política no Partido Social Democrata

Em junho de 2015, afirmou que provavelmente seria candidato pelo PSD à Câmara Municipal de Sintra, o que acabou por não se concretizar.

Em 2016, criou, com Rui Pereira, antigo ministro da Administração Interna, e o antigo futebolista António Simões, um movimento de apoio à recandidatura de Luís Filipe Vieira à liderança do Sport Lisboa e Benfica. Em julho de 2016, na sequência do atentado em Nice, André Ventura afirmou no Facebook defender "a redução drástica da presença islâmica na União Europeia".

Em abril de 2017, foi escolhido pelo PSD para liderar a candidatura à Câmara Municipal de Loures nas eleições autárquicas desse mesmo ano, enfrentando o candidato do PCP, Bernardino Soares. Apesar de ter perdido, foi eleito vereador, renunciando em 2018.

Numa entrevista, em julho de 2017, em resposta às declarações de André Ventura acerca dos povos ciganos, José Pinto Coelho, do PNR, escreve "Infelizmente, ao que parece, alguns dos 'meus' ainda andam pelos partidos do sistema". Ventura, de seguida afirmou "repudiar veementemente o apoio da extrema-direita". No decurso da mesma campanha, André Ventura fez várias afirmações polémicas sobre a comunidade cigana do concelho de Loures, tendo passado a ser alvo de uma queixa-crime apresentada pela candidatura do Bloco de Esquerda a Loures, encabeçada por Fabian Figueiredo. Acabou acusado por José Pinto Coelho de roubar o discurso do PNR. Em outubro de 2017, Ventura afirmou estar pronto a disputar a liderança do PSD, caso mais ninguém avançasse contra Rui Rio.

A 9 de abril de 2019, fundou o partido político Chega, e, a 12 de abril de 2019, associou-se à Coligação Basta! para as eleições europeias de 2019. Não conseguindo eleger qualquer Eurodeputado, a coligação foi dissolvida a 30 de julho de 2019. Concorreu às eleições legislativas de 2019 pelo Chega, como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa, acabando por ser eleito como o primeiro deputado do partido por si fundado. Afirma ter posições "liberais economicamente, nacionalistas culturalmente e conservadoras em questões de costumes", e define-se como um "político antissistema".

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
André Ventura | World in Stories