Um anel planetário é um anel formado de poeira interestelar e outras pequenas partículas que orbitam em torno de um planeta em uma aparência achatada de disco. Todos os gigantes gasosos do sistema solar possuem sistemas de anéis, sendo os de Saturno os mais extensivos e luminosos do sistema.
Também é sugerida a possibilidade de que satélites e corpos menores do Sistema Solar possam sustentar anéis, como é o caso de 10199 Cáriclo e da lua saturniana Reia (apesar do último caso ser contestado).
Existem muitas teorias para explicar a formação de anéis planetários e diferentes formas de como um sistema de anéis pode ser formado, algumas delas são:
Formado pelo material que sobrou da formação do planeta.
Formado pelo material de algum corpo que foi destruído por colisões ou pela força de maré ao atravessar o limite de Roche do planeta parente.
Formado pelo material expelido por alguma colisão em um objeto próximo.
Todas essas teorias são possíveis origens para a formação dos anéis de Saturno e também servem para explicar a formação dos anéis de outros planetas do sistema solar. A força da maré em planetas como Saturno impede que as partículas nos anéis dos planetas se juntem para formar corpos maiores.
Anéis Planetários no Sistema Solar
Os anéis de Saturno são os mais extensivos, estendendo se até 482 000 km do planeta, e brilhantes do sistema solar, tão brilhantes que é possível observá-los da Terra com o auxílio de telescópios. O sistema é composto principalmente por partículas de gelo de água e material rochoso, variando de tamanho entre grãos de areia a montanhas.
Existem muitas teorias sobre a formação dos anéis de Saturno, podem ter sido formados por material deixados quando Saturno ainda estava se formando, apesar dessa teoria ser desfavorecida pelas evidências que os anéis possam ser mais jovens e da noção que o material em seus anéis seria contaminado e escurecido por detritos interplanetários. Outra teoria é que os anéis seriam formados por pedaços de cometas, asteroides e de satélites dilacerados pela gravidade do planeta.
Galileu Galilei foi a primeira pessoa a observar os anéis de Saturno ao apontar o seu telescópio para o planeta em 1610, apesar de não reconhecer o formato como sendo anéis. Foi apenas em 1655 que Christiaan Huygens propôs que Saturno era voltado por um disco.
Os anéis foram nomeados de acordo com a ordem de descobrimento, eles são, respectivamente, do mais próximo a Saturno ao mais distante: Anel D, Anel C, Anel B, Divisão de Cassini (uma lacuna de 4 700 km entre os anéis B e A), Anel A, Anel F, Anel G e finalmente Anel E. Existe um anel mais longe ainda na orbita da lua Febe, chamado de Anel de Febe, formado por material expelido pela lua.
Os anéis de Júpiter são estreitos e escuros, se estendem até 280 000 km do planeta. Os anéis são tão finos que só é possível observá-los por trás de Júpiter quando são revelados pela iluminação do sol ou através de radiação infravermelha onde brilham fracamente. O sistema é composto principalmente por pequenas partículas de poeira e pequenos fragmentos de rocha.
É formado pela poeira expelida pelos satélites jovianos próximos quando são atingidos por meteoritos e o sistema está sendo constantemente reabastecido pelas luas.
As primeiras evidências de um anel em torno do planeta foram fotografadas pela sonda espacial Voyager I em 1979.
O sistema é composto por três partes principais (do mais próximo a Júpiter ao mais distante): o Halo, o Anel Principal e os Anéis Finos (correspondendo ao Anel de Amalteia e o Anel de Tebe).
Os anéis de Urano são estreitos e extremamente escuro nos anéis interiores enquanto os exteriores são mais claros. Eles se estendem até 98 000 km do planeta. Os anéis são extremamente escuros, um dos materiais mais escuros do sistema solar, com apenas dois por cento da luz que cai sobre eles sendo refletida. Hipóteses sugerem que os anéis são compostos por matéria orgânica ou que os anéis são compostos por metano congelado que foi escurecido pela radiação do Sol ou de Urano.
Os anéis foram descobertos quando um grupo de cientistas trabalhando no Kuiper Airborne Observatory observava o planeta transitando pela estrela SAO 158687 quando os anéis começaram a obscurecer a luz da estrela em um evento conhecido como ocultação.