Angélique Kpasseloko Hinto Hounsinou Kango Manta Zogbin Kidjo Embaixador(a) da boa vontade da UNICEF, mais conhecida como Angélique Kidjo (Uidá, 14 de Julho de 1960) é uma cantora, compositora, dançarina, atriz, diretora e produtora beninense. Em sua carreira, a cantora já lançou 10 álbuns, e diversos singles, entre eles "Gimme Shelter", canção de Rolling Stone, cantado em parceria com Joss Stone, para seu álbum Djin Djin.
É conhecida pela diversidade musical, em relação aos gêneros, e por seus criativos videoclipes. Angélique ganhou GRAMMY Awards de "Melhor Álbum de World Music Contemporâneo", em 2008, com Djin Djin, que, inclusive recebeu uma excelente avaliação da allmusic.
Ela é embaixadora da UNICEF desde 2002, e já viajou para muitos países africanos, realizando relatórios e promovendo eventos para ajudar as crianças. Em Agosto de 2009, Angélique veio ao Brasil para participar do Festival Back 2 Black, evento realizado com o objetivo de promover encontros artísticos, políticos, cultural e social entre o Brasil e a África, por meio de conferências, shows, apresentações de dança, entre outros. A cantora cantou seus grandes sucessos, entre eles, "Shango" cantado com Margareth Menezes.
Em 19 de Janeiro de 2010, Angélique lançou na Europa o seu mais recente álbum, Õÿö. O álbum conta com a participação de John Legend, e traz canções no estilo do soul de Miriam Makeba e Aretha Franklin, bem como o samba de Carlos Santana. O álbum foi produzido pela própria cantora e por Jean Hebrail. Em Dezembro de 2014, Angélique Kidjo foi nomeada pela revista togolesa Africa Top Success para "Africana do Ano". A cantora disputa a distinção com cinco adversárias, nomeadamente Isabel dos Santos, Lupita Nyong'o, Daphne Mashile-Nkosi, Fatou Bensouda e Koki Mutungi.
Nasceu em uma pequena cidade portuária na costa de Benim (à época, Daomé). Seu pai pertencia aos fons - à tribo Petá, de Uidá; sua mãe, ao iorubás. Angélique cresceu com oito irmãos e irmãs, em um ambiente altamente criativo. Sua mãe, Yvonne, era uma famosa coreógrafa e diretora teatral que dirigia o seu próprio negócio.
Quanto a seu pai, Franck, quando não estava trabalhando no correio local, dedicava-se aos seus hobbies: fotografia e o banjo. Angélique esteve em contato com uma grande variedade de culturas e tradições musicais desde sua infância e, seus pais, a incentivaram a aprender outros idiomas. Sua língua materna é o fon, mas ela fala várias outras línguas.
Seguindo os passos da família Kidjo, Angélique começou a cantar e dançar com sua mãe em teatro desde os 6 anos de idade. A jovem prodígio acompanhava a troupe em todas as suas extensas turnês pela África Ocidental e, aos 9 anos, já tinha conquistado excelente reputação.
Angélique abandonou a sua breve carreira teatral, retornando para a sala de aula aos 9 anos. Dois anos mais tarde interrompe novamente os estudos para se juntar a seus irmãos formando o Kidjo Brothers Band.
Trabalhando com os irmãos, Angélique viu não só uma forma de viver experiências novas, como também de conhecer um novo tipo de música. Seu irmão a apresenta ao rhythm'n'blues, ensinando-a a cantar o soul afro-americano, pelo qual Angélique logo desenvolveu uma verdadeira paixão, aprendendo com James Brown.
Na adolescência Angélique Kidjo já era uma estrela em sua região. Seu carisma e a sua voz excepcional atraíam grande quantidade de fãs. Em torno dos 15 anos, Angélique começa a concentrar-se em suas próprias composições, inspirando-se no seu maior ídolo - a cantora sul-africana Miriam Makeba.
Angélique formou a sua própria banda no Liceu, e começou a executar apresentações em sua região. Seu grupo era conhecido como Les Sphinx. A primeira grande experiência de Angélique veio em 1979, quando uma rádio local convidou-a para cantar uma de suas canções em um show diurno. Angélique, então militante antiapartheid, optou por cantar uma das músicas que tinha recentemente escrito sobre Winnie Mandela e a luta política na África do Sul.
Angélique grava seu álbum Pretty
Como resultado das exibições na rádio local, Angélique passou a compor novas músicas. O célebre cantor e produtor camaronês Ekambi Brilliant convidou o jovem cantora de 20 anos de idade, a gravar seu primeiro álbum. Angélique vai pela primeira vez a Paris, para gravar o álbum "Pretty" (co-produzido pelo irmão, Oscar Kidjo), que atingiu o recorde de vendas em 1980.
Na África, o álbum revelou-se um sucesso fenomenal, sobretudo pelas faixas "Pretty" e "Ninivé". Assim, Kidjo ganhou fama do dia para a noite, na África Ocidental. Milhares de fãs percorriam o caminho do Togo à Costa do Marfim para ver Angélique cantar. Angélique impulsionou os jovens beninenses a tentar lançar suas carreiras na França.
Aos 23 anos de idade Angélique muda-se para Paris, em 1983. Mas a vida na capital francesa não foi o mar de rosas que Angélique esperava. A jovem cantora lutou para ganhar a vida. Matriculou-se na universidade, mas interrompeu o curso no final do primeiro período, determinada a seguir sua carreira artística. Paris era um verdadeiro viveiro musical no início dos anos 1980: vários grandes artistas africanos tinham escolhido viver na cidade para gravar seus álbuns.
Angélique estava preparando-se para lançar carreira na França, se matriculou em um ateliê de música, em Paris, onde teve aulas de canto clássico, mímica e teatro.
Pouco depois de se matricular Angélique também começar a trabalhar com Alafia, um grupo de músicos de Benin e Togo. Quando ela terminou suas aulas, a jovem cantora se matriculou no CIM, outra escola de música de Paris, onde estudou jazz. Angélique passou três anos à CIM, estudando com um professor americano que ensinou a jovem cantora técnicas especiais de respiração e treinamento de voz para um padrão elevado.
Foi enquanto estudava na CIM que Angélique juntou-se a um jovem holandês, pianista, se chamava Jasper van't Hof, que era grande influência para Kidjo. Van't Hof foi líder do grupo alemão Pili Pili, que fez sucesso no início dos anos 1980 jogando com uma eclética mistura de funk, jazz e ritmos africanos.