António Maria da Silva GCTE (Mercês, Lisboa, 26 de maio de 1872 — São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 14 de outubro de 1950) foi um político português do tempo da Primeira República.
Era filho do trabalhador António Maria da Silva e de Maria da Luz da Silva, ambos naturais de Arganil (freguesia de Celavisa).
Engenheiro de minas pela Escola do Exército, foi um dos membros da "Alta-Venda" que dirigia a organização revolucionária republicana Carbonária Portuguesa, tendo-se exilado em Espanha, quando as suas actividades foram descobertas.
Depois da implantação da República Portuguesa foi director-geral interino da Estatística e administrador-geral dos Correios.
A 6 de maio de 1912, casou civilmente em Lisboa com Adelina Antónia Marques de Lemos (Santa Catarina, Lisboa, c. 1873 — Funchal, 22 de dezembro de 1929), doméstica, filha de José Dias Marques de Lemos, natural de Águeda, e de Margarida Aires de Lemos, natural de Sobral de Monte Agraço. Antes do casamento, tiveram quatro filhos, legitimados pelo casamento: Maria Alexandra (Lapa, Lisboa, 29 de março de 1906); Maria João (Lisboa, 7 de setembro de 1908); Maria da Luz (Lisboa, 18 de março de 1909) e António Maria (Lisboa, 15 de abril de 1911) de Lemos Marques da Silva. Depois do casamento nasceu ainda Maria Manuela de Lemos Marques da Silva (São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 15 de outubro de 1912 — Cascais, 14 de maio de 2001), casada com José de Magalhães Godinho.
Entre 1915 e 1926 foi o 4.º Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano, cargo que ficou vago desde 1926 até 1929.
A 24 de Setembro de 1923 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.
Morreu vítima de esclerose da coronária a 14 de outubro de 1950, em sua casa, na Avenida Praia da Vitória, 18, 1.º direito, freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres, em jazigo de família.
Ocupou muitos e variados cargos políticos:
Deputado às Constituintes e mais tarde ministro do Fomento nos governos de Afonso Costa, de 1913 a 1914 e de 1915 a 1916;
Ministro do Trabalho e da Previdência Social, no ministério da União Sagrada, presidido por António José de Almeida, de 16 de Março de 1916 a 25 de Abril de 1917;
Ministro das Finanças, no governo de Alfredo de Sá Cardoso, de 3 a 15 de Janeiro de 1920;
Presidente do Ministério (primeiro-ministro) entre 26 de Junho de 1920 e 19 de Julho de 1920;
Ministro da Agricultura entre 30 de Novembro de 1922 e 9 de Janeiro de 1923;
Presidente do Ministério e ministro do Interior, de 7 de Fevereiro de 1922 a 15 de Novembro de 1923;
Ministro-interino da Instrução Pública, de 23 de Junho de 1923 a 2 de Julho de 1923;
Presidente do Ministério e ministro da Guerra, de 1 de Julho a 1 de Agosto de 1925;
Presidente do Ministério e ministro do Interior, entre 18 de Dezembro de 1925 a 30 de Maio de 1926.