António Forte Salvado ComSE (Castelo Branco, 20 de Fevereiro de 1936 - Castelo Branco, 5 de março de 2023) foi um poeta e escritor português. Além de autor de uma extensa obra poética, com mais de 80 títulos publicados, foi também autor de ensaios e antologias, tendo a sua obra sido reconhecida múltiplas vezes com prémios nacionais e internacionais.
António Forte Salvado nasceu a 20 de Fevereiro de 1936 em Castelo Branco, na zona antiga desta cidade, mais concretamente na Rua d'Ega. Foi o mais novo de cinco filhos.
Desde cedo se interessou pela literatura e poesia. Na adolescência, começou por publicar os seus poemas no jornal albicastrense “Reconquista”, tendo posteriormente lançado dois folhetos de versos: Os Poemas da Alma, em 1951, e Imensidão em 1952. O seu primeiro livro, A Flor e a Noite, foi publicado em 1955, quando tinha dezoito anos.
Tendo concluído o curso liceal no então Liceu Nacional de Nuno Álvares, em Castelo Branco, vai com dezassete anos para Lisboa, a fim de frequentar o Curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. A meio do curso, recebe do Governo Francês uma bolsa de estudo que lhe permite frequentar a Universidade de Sorbonne, em Paris.
Em Lisboa, publica artigos no "Diário de Notícias" e noutros periódicos, faz crítica literária em revistas e frequenta o Café Gelo. Aí conhece Herberto Helder, com quem organiza a revista "Folhas de Poesia" (1957-1959).
Concluída a licenciatura em 1959, frequenta depois, em Coimbra, o Curso de Ciências Pedagógicas, dedicando-se, então, ao ensino. Em 1961, casa-se com a geógrafa Maria Adelaide Neto dos Santos.
Cumprido o serviço militar em Portugal (1961-1962), é mobilizado para Angola entre 1963 e 1965. Da sua permanência aí resultaria o livro "Cicatriz", em 1965. Uma vez regressado, continua a lecionar no ensino secundário, no Liceu Passos Manuel.
Regressa a Castelo Branco em 1969 e passa a lecionar no Liceu Nuno Álvares, onde estudara. Entre 1974 e 1977 dirige a revista de cultura Estudos de Castelo Branco. Também em 1974 começa a desempenhar funções de Diretor-Conservador do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, função que desempenharia até 1990. Neste ano, passa a lecionar humanidades na Escola Superior de Educação de Castelo Branco, onde se mantém até à reforma. Entre 1992 e 1994 dirige a revista Sirgo. Artes e Letras, e entre 2004 e 2007 dirige a revista de cultura Estudos de Castelo Branco.
Em 6 de Fevereiro de 2010 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Em 2018 dá nome ao Prémio Internacional de Poesia - António Salvado - Cidade de Castelo Branco.
Morreu no dia 5 de março de 2023, poucos dias depois de completar 87 anos, no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, onde esteve internado durante uma semana.
A 25 de Julho de 2023, a Biblioteca Municipal de Castelo Branco ficou com o nome Biblioteca Municipal António Salvado. Onde esteve presente a sua esposa Maria Adelaide Neto Salvado.
Desempenhou, também, funções de vogal da Comissão de Arte e Arqueologia da C.M.C.B. e de membro para a Educação e Cultura do Conselho Distrital de Castelo Branco, e tem sido colaborador permanente na organização das "Jornadas de História da Medicina - da pré-história ao séc. XXI.
Prémio Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores (1980)
Medalha de Mérito da Universidade Pontifícia de Salamanca (1986)
Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura de Portugal (1988)
Diploma de Personalidade Cultural e Prémio Lyad de Almeida da União Brasileira de Escritores pela obra Outono/Otonño/秋 (2010)
Ordem Militar de Sant’iago de Espada (2010)