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Antoine-Vincent Arnault

Político francês

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Antoine-Vincent Arnault (Paris, 22 de janeiro de 1766 – Goderville, 16 de setembro de 1834) foi um político, poeta e dramaturgo francês, eleito duas vezes para a Academia Francesa.

Tendo iniciado estudos de Direito, ele se apaixonou pela poesia. Compôs epístolas em versos, elegias e romances que o tornaram conhecido. Tornou-se secretário do gabinete de Maria Teresa de Saboia em 1786. Em seguida, iniciou uma carreira teatral com dois sucessos. Sua primeira peça teatral, Marius à Minturne (1791), trouxe-lhe fama imediata. Um ano depois, produziu uma segunda tragédia republicana, também de sucesso, Lucrèce. Arnault deixou a França durante o Reino do Terror, e por ocasião de seu retorno em 1793, foi preso pelas autoridades revolucionárias. Foi libertado graças à intervenção, entre outros, do também dramaturgo e poeta Fabre d'Églantine.

Casou-se em 1801 com Jeanne-Catherine (conhecida como Sophie) Guesnon de Bonneuil, filha de Jean-Cyrille Guesnon de Bonneuil e de Michelle Sentuary, tornando-se cunhado de Michel Regnaud de Saint-Jean d'Angély e primo por afinidade do barão Jean-Pierre de Batz. Ele é pai de Lucien Arnault (1787-1863), dramaturgo e prefeito.

Ainda antes do Consulado, Arnault tornou-se amigo de Napoleão Bonaparte, que em 1797, o encarregou da organização administrativa das Ilhas Jônicas, ocupadas pela França. Ele acompanhou Napoleão na expedição ao Egito, mas foi obrigado a interromper sua viagem em Malta. Em 1799, Napoleão o nomeou membro do Instituto da França e lhe arranjou um cargo no Ministério do Interior, onde ele foi chefe da 4.ª divisão: Educação Pública, Belas Artes e Ciências. Ele foi eleito para a 16.ª cadeira da Academia Francesa em 1803.

Tendo sido ministro interino da Instrução Pública durante o Governo dos Cem Dias, foi condenado ao exílio durante a Segunda Restauração e expulso da Academia por decreto de 21 de março de 1816. Retornou à França em 1819 e, em 1829, ingressou novamente na Academia Francesa, da qual se tornou secretário perpétuo em 1833. De 1831 a 1834, foi professor de literatura e composição francesa na Escola Politécnica.

Ele foi nomeado cavaleiro do Império em 19 de maio de 1809.

Entre suas tragédias, a mais apreciada por seus contemporâneos é Blanche et Montcassin, ou Les Vénitiens, encenada pela primeira vez em 1798. François-Joseph Talma, também amigo de Napoleão, desempenha o papel principal na maioria de suas peças. Em 1817, sua peça Germanicus provocou violentos confrontos entre monarquistas e bonapartistas. Abel-François Villemain disse sobre seu teatro: “Autor trágico da escola de Jean-François Ducis, Arnault misturou em suas obras, às formas antigas, um novo grau de terror e, por vezes, de simplicidade.” Arnault também se tornou apreciado por suas “Fábulas”, cujo tom é frequentemente satírico, o que levou Eugène Scribe, seu sucessor na Academia, a dizer: “É Juvenal quem se tornou fabulista... Reprovaram Jean-Pierre Claris de Florian ter colocado ovelhas demais em seus pastos; talvez nas fábulas do Sr. Arnault haja lobos demais.” Arnault foi, além disso, autor de uma Vida política e militar de Napoleão e de canções e cantatas em glória do Imperador. Suas Memórias de um sexagenário, publicadas em 1833, foram apreciadas por Charles Augustin Sainte-Beuve.

Les Frayeurs d'Arlequin, comédia em um ato (1787)

Robinson Cruzoe dans son île, comédia em um ato (1787)

Marius à Minturnes, tragédia em 3 atos, Paris, Théâtre-Français, 19 de maio de 1791

Lucrèce, tragédia em 5 atos, em versos, Paris, Comédiens français ordinaires du roi, 4 de maio de 1792

Mélidore et Phrosine, drama lírico em 3 atos, Paris, teatro lírico da rue Favart, 17 de germinal do ano II (1793)

Quintius Cincinnatus, tragédia em 3 atos, Paris, Théâtre de la République, 11 de nivôse do ano III (1794)

Horatius Coclès, ato lírico, Paris, Teatro Nacional da Ópera, 1.ª década de 30 de pluviôse do ano II (1794)

Oscar, fils d'Ossian, tragédia em 5 atos, Paris, Teatro da República, 14 de prairial do ano IV (1795)

Blanche et Montcassin, ou les Vénitiens, tragédia em 5 atos, Paris, Théâtre-Français, 25 de vendémiaire do ano VII (1798)

Don Pèdre ou le Roi et le Laboureur, tragédia em cinco atos, em versos, Paris, Théâtre-Français, 1802

Scipion consul, drama heróico em um ato e em versos (1804)

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Antoine-Vincent Arnault | World in Stories