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Arthur Lira

Político brasileiro; 112º presidente da Câmara dos Deputados do Brasil (2021–2025)

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Arthur César Pereira de Lira (Maceió, 25 de junho de 1969) é um advogado, agropecuarista, empresário e político brasileiro, filiado ao Progressistas (PP). Serviu como o 112.º Presidente da Câmara dos Deputados no período de 2021 a 2025. Exerce o quarto mandato de deputado federal por Alagoas. É reconhecido como uma das principais lideranças do bloco suprapartidário conhecido como "centrão".

Arthur Lira nasceu em Maceió, filho de Benedito de Lira, importante político de Alagoas, e Ivanete Pereira de Lira. Formado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (1988-1993), é advogado, agropecuarista e empresário.

Casou-se em 1996 com Jullyene Cristiane Santos Lins, com quem teve dois filhos. De acordo com a ex-esposa, o estopim para a separação do casal, em maio de 2006, foi a descoberta de um relacionamento extraconjugal de Lira que resultou em uma filha fora do casamento.

Atualmente, Arthur Lira é casado com Angela Maria Gomes de Almeida Lira, com quem tem uma filha. Em julho de 2021, a esposa de Lira foi nomeada pelo governador de Roraima, Antonio Denarium, como secretária-adjunta da Representação Estadual no Distrito Federal, com salário líquido mensal de R$ 14 mil.

Acusação de agressões e estupro

Em 2007, a primeira esposa de Arthur Lira, Jullyene Lins, acusou o político de agressão. De acordo com Lins, em novembro de 2006 o ex-marido teria ido a seu apartamento e a agredido física e verbalmente por 40 minutos, além de tê-la ameaçado de morte.

Inicialmente o caso tramitou na justiça comum, mas Lira ganhou foro privilegiado após ser eleito como deputado federal em 2010 e o caso foi para a Procuradoria-Geral da República. Lira foi inocentado em 29 de setembro de 2015 pelo Supremo Tribunal Federal por cinco votos a três por ausência de provas, pela prescrição do crime, pela mudança dos depoimentos e pela suposta não-comprovação das lesões em contexto de violência doméstica, sendo apontado pelo ministro Teori Zavascki que elas eram leves e que Jullyene as teria inventado para criminalizar Lira.

O caso foi investigado pelo jornal Agência Pública em 2023, para qual Lins afirmou que também foi estuprada na ocasião. A matéria foi derrubada em 18 de setembro pela 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e o jornal foi impedido de publicar matérias com o mesmo teor.

Foi eleito vereador em Maceió em 1992, reelegendo-se em 1996. Em 1998 foi eleito deputado estadual, reeleito em 2002 e 2006.

Já havia sido filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL) (1991-1995), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) (1995-2001), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) (2001-2003), Partido Progressista (PP) (2003-2005) e Partido da Mobilização Nacional (PMN) (2005-2009).

Filiou-se ao Partido Progressista (PP) em 2009 e elegeu-se deputado federal em 2010, sendo reeleito em 2014 com 98.231 votos, o quarto mais votado de seu estado. Foi líder de seu partido na Câmara entre fevereiro de 2012 e outubro de 2013. Licenciou-se do mandato na legislatura 2011-2015, para tratar de interesses particulares, a partir de 11 de dezembro de 2013. Reassumiu em 12 de abril de 2014.

Arthur Lira era considerado um dos principais aliados de Eduardo Cunha na Câmara, tendo sido inclusive indicado por ele, em fevereiro de 2015, para presidir a Comissão de Constituição e Justiça, uma das mais importantes do parlamento brasileiro. Mesmo após ser afastado do mandato de deputado, Cunha indicou Lira para presidir a Comissão de Orçamento em maio de 2016.

Arthur Lira acabou por ser designado relator de uma consulta do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, sobre o rito de cassação de parlamentares, numa tentativa de salvar o mandato do presidente afastado. Maranhão também é filiado ao PP e aliado de Eduardo Cunha. Lira apresentou parecer em que defende a apresentação ao plenário de um projeto de resolução, e não do relatório elaborado pelo Conselho de Ética com o resultado da votação no colegiado pedindo a cassação de Cunha.

Em abril de 2017, votou a favor da Reforma Trabalhista. Em agosto do mesmo ano, votou a favor do presidente Michel Temer, no processo em que se pedia abertura de investigação e que poderia lhe afastar da presidência da república.

Em 2021, se candidatou para a presidência da Câmara dos Deputados com o apoio do presidente da república Jair Bolsonaro. Venceu Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado por Rodrigo Maia, o então presidente da Câmara.

Após encerrar o mandato como presidente da Câmara, participou como representante do Congresso na missão oficial do Brasil no Japão e Vietnã.

Em março de 2025 foi escolhido para ser o relator da proposta que amplia a isenção do imposto de renda no Brasil.

Presidente da Câmara dos Deputados

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