Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) é uma organização brasileira criada em 31 de janeiro de 1995 com o objetivo e a missão de "promover ações que garantam a cidadania e os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais, contribuindo para a construção de uma sociedade democrática, na qual nenhuma pessoa seja submetida a quaisquer formas de discriminação, coerção e violência, em razão de suas orientações sexuais e identidades de gênero." A ABGLT foi criada por 31 grupos fundadores e é uma rede nacional de 274 organizações afiliadas, sendo a maior organização do gênero na América Latina.
Em 27 de julho de 2009, a ABGLT recebeu o status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, mediante uma votação onde recebeu 25 votos a favor e 12 contra. Com tal reconhecimento, a entidade poderá atuar na consultoria a governos, bem como perita técnica perante a ONU, colaborando com seus programas e objetivos. No início de 2009, o mesmo conselho havia rejeitado a pretensão. Em 2017, a ABGLT passa a ter uma travesti, pela primeira vez, na presidência organizacional. No mesmo ano, a organização inclui intersexo ao nome institucional, mesmo não fazendo a adição da letra "I" na inicial.
Atualmente as linhas prioritárias de atuação da ABGLT incluem:
O monitoramento do Programa Brasil Sem Homofobia;
O combate à LGBTQIA+fobia nas escolas;
O combate à AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis;
Orientação Sexual e Direitos Humanos no âmbito do Mercosul;
Reconhecimento de Orientação Sexual e Identidade de Gênero como Direitos Humanos no âmbito do Mercosul;
Advocacy para aprovação de leis e garantia de orçamento para políticas afirmativas voltadas para LGBT;
Capacitação de lideranças lésbicas em direitos humanos e advocacy;
A promoção de oportunidades de trabalho e previdência para travestis e transexuais;
Capacitação de operadores de direito em questões de cidadania LGBT;
A capacitação em projetos culturais LGBT.
Algumas destas linhas de trabalho são apoiadas por projetos específicos que são executadas pela ABGLT, através de organizações afiliadas.
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