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Ataque ao Crocus City Hall

Ataque terrorista na Rússia em 2024

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Ataque ao Crocus City Hall foi um ataque terrorista contra a sala de concertos Crocus City Hall, parte do complexo comercial Crocus City Mall, em Krasnogorski, Oblast de Moscou, iniciado numa sexta-feira, 22 de março de 2024, por volta das 20h00, e terminado no dia seguinte, 23, às 11:30 (horário local, UTC+3). Um tiroteio massivo e múltiplas explosões foram relatadas.

Pelo menos 144 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas depois que cinco homens armados e camuflados abriram fogo contra a multidão. Foi o ataque terrorista mais letal ocorrido na Rússia, desde o cerco à escola de Beslan em 2004, e o mais mortal registrado em Moscou desde os atentados contra apartamentos russos em 1999.

O Estado Islâmico de Coraçone (EI-C), uma afiliada regional do Estado Islâmico com sede no Ásia Meridional, assumiu a responsabilidade por meio de comunicado divulgado, logo após o ataque, pela agência de notícias Amaq, através do seu canal no Telegram. Em 23 de março, o EI-C divulgou fotos dos terroristas e um relatório completo sobre o atentado. Mais tarde, no mesmo dia, a Amaq divulgou um vídeo mostrando o tiroteio e o corte da garganta das vítimas.

O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como um "ato terrorista bárbaro" e disse que homens armados foram presos. Posteriormente, foi relatado que dois dos homens armados foram mortos. Ele também declarou o dia 24 de março como dia de luto nacional.

O Crocus City Hall é parte de um bloco de centros comerciais, restaurantes e outras atrações chamado Crocus City. Foi construído em 2009 como um local de concertos com capacidade para 6 mil pessoas. A 7 de Março de 2024, o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou que tinha neutralizado uma célula terrorista ligada ao Estado Islâmico em Moscovo, que pretendia atacar uma sinagoga na cidade.

Duas semanas antes do ataque, a embaixada do Reino Unido e a embaixada dos Estados Unidos avisaram sobre planos extremistas de atacar grandes aglomerações, incluindo concertos em Moscou. Naquele dia, os Estados Unidos também avisaram privadamente autoridades russas sobre o perigo de um ataque iminente do EI-C com base em informações reunidas no início de março.

Em 19 de março de 2024, o presidente russo Vladimir Putin chamou de "chantagem descarada" os avisos sobre possíveis ataques terroristas na Rússia. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, afirmou que acreditava que os avisos anteriores não tinham relação com o ataque e que os Estados Unidos não tinham conhecimento prévio do ataque.

Em 22 de março de 2024, a banda russa Picnic estava programada para fazer um show lotado no Crocus City Hall. Por volta das 20h00, horário local (MSK, UTC+3), antes da banda começar a sua apresentação, pelo menos três homens armados mascarados e em uniforme camuflado abriram fogo contra a multidão usando espingardas automáticas. Os atacantes foram descritos por uma testemunha como "barbudos". Os agressores também teriam usado coquetéis molotov, provocando um incêndio no auditório, e causando o colapso parcial do telhado. No momento do ataque, havia uma competição de dança de salão onde crianças estavam se apresentando.

Unidades policiais especializadas das unidades SOBR e OMON foram enviadas para o local. Às 21h32, foi relatada uma explosão, seguida por um desabamento parcial do telhado por volta das 22h. Segundo alguns relatos, alguns dos atiradores se barricaram dentro do prédio. Imagens verificadas pelo BBC Verify mostraram "um close-up do que parece ser atiradores disparando indiscriminadamente".

Pelo menos 133 pessoas foram mortas e mais de 145 ficaram feridas, com 60 em estado crítico. Centros comerciais e outros espaços públicos foram evacuados após o ataque. A Guarda Nacional Russa foi enviada para procurar os agressores, sendo afirmado que eles possivelmente escaparam usando um carro branco.

A evacuação dos sobreviventes foi realizada por helicópteros médicos, com relatos de 70 equipes de ambulâncias sendo despachadas. Os bombeiros conseguiram evitar que o fogo se espalhasse. Um número desconhecido de pessoas fugiu para a área de estacionamento do palco, enquanto outros fugiram para o telhado. As autoridades conseguiram evacuar aproximadamente 100 pessoas que estavam se escondendo no porão.

Os músicos do Picnic posteriormente postaram no Instagram que eles e sua equipe estavam "vivos e seguros", embora depois tenham dito que não conseguiram entrar em contato com um dos membros da banda.

Pelo menos 144 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas, sendo 107 delas hospitalizadas e pelo menos 60 pessoas em estado grave. Além dos ferimentos à bala, algumas das mortes foram causadas pela inalação de fumaça. Segundo o ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, cinco crianças ficaram feridas no ataque.

Os membros da banda russa Picnic postaram posteriormente no Instagram que eles e seus empresários estavam "vivos e seguros", sendo que a agência de notícias russa TASS relatou posteriormente que eles haviam sido evacuados do centro comercial.

Até 23 de março, 11 pessoas haviam sido detidas, e os quatro supostos terroristas no carro branco foram capturados no Oblast de Bryansk, perto da fronteira com a Ucrânia e a Bielorrússia. No entanto, até então, eles ainda não haviam sido identificados. O Comitê de Investigação da Rússia lançou uma investigação criminal sobre o ataque.

Já no domingo (24 de março), os quatro acusados compareceram diante de um tribunal de Moscou, todos com hematomas no rosto e em partes visíveis do corpo, o que gerou a suspeita de que tivessem sido torturados pela polícia russa, de modo que a confiabilidade das informações obtidas durante os interrogatórios policiais foi questionada.

Os acusados pelo crime são: Dalerdzhon Mirzoyev, 32 anos; Saidakrami Rachabalizoda, 30; Shamsidin Fariduni, 25, e Mukhammadsobir Faizov, 19. Mirzoyev e Rachabalizoda admitiram envolvimento no atentado. Faizov estava internado em um hospital e foi levado para a audiência em cadeira de rodas, usando um cateter e trajando uma bata hospitalar. Rachabalizoda tinha um curativo no lado direito da cabeça, e, segundo a imprensa russa, parte de sua orelha havia sido cortada durante o interrogatório. Os acusados podem ser sentenciados à prisão perpétua. Ao menos outros sete suspeitos haviam sido detidos no sábado (24 de março). Todos são originários do Tajiquistão e moram na Rússia.

No dia 25 de março, segunda-feira, o presidente Putin reconheceu, pela primeira vez, que "islamistas radicais" estariam por trás do atentado, apesar de, segundo ele, o ataque ser parte de uma campanha mais ampla de intimidação liderada pela Ucrânia.

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Ataque ao Crocus City Hall | World in Stories