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Atentados de 7 de julho de 2005 em Londres

Quatro ataques suicidas coordenados em transportes públicos de Londres

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Os atentados de 7 de julho de 2005 em Londres, também conhecidos como atentados ao metrô de Londres, referem-se a uma série de ataques suicidas coordenados realizados por extremistas islâmicos, que atingiram o sistema de transporte público da capital britânica, na manhã de quinta-feira, 7 de julho de 2005, em plena hora do rush.

No centro de Londres, houve quatro explosões em menos de uma hora, atingindo três trens do metrô (London Underground) e um ônibus (autocarroPE) de dois andares da London Buses. Os primeiros relatos informaram a ocorrência de 37 mortes. Já em 8 de julho, a estimativa era de pelo menos, 50 mortos. Ao final das operações de emergência, 52 mortes e mais de 700 pessoas feridas foram confirmadas.

Os incidentes levaram ao completo fechamento da rede do London Underground e à interdição de muitas ruas próximas às estações afetadas. Os serviços de trem para as estações londrinas foram cancelados durante a maior parte do dia e a rede de ônibus da cidade foi paralisada, na zona central.

Os atentados aconteceram enquanto o Reino Unido era o anfitrião do 31.º encontro do G8, no Gleneagles Hotel, em Perthshire, e um dia após Londres ter sido escolhida como a sede dos Olimpíadas de 2012. Foi o pior ato de terrorismo no Reino Unido desde o Atentado de Lockerbie, em 1988, quando 270 pessoas morreram.

Às 8h50 do dia 7 de julho de 2005, três bombas explodiram no sistema de metrô de Londres, o London Underground, com um intervalo de até 50 segundos. Menos de uma hora depois, outra bomba explodiu em um ônibus da London Buses. Os veículos afetados foram:

o trem 204, que passava pela Circle Line, viajando entre Liverpool Street e Aldgate, tendo deixado a estação St. Pancras de King's Cross apenas oito minutos antes;

o trem 216, indo na direção oeste, também na Circle Line, tendo recém-deixado a plataforma 4 da estação Edgware Road, indo para Paddington. Um trem próximo, vindo na direção contrária, também foi danificado e uma parede também caiu;

o trem 311, viajando entre St. Pancras de King's Cross e Russell Square. A bomba explodiu cerca de um minuto após o trem deixar a estação, quando já tinha percorrido cerca de 450 m;

o ônibus LX03BUF da London Buses que passava por Tavistock Square, indo de Marble Arch a Hackney Wick.

Inicialmente, pensava-se que eram seis explosões no metrô, e não três. Isso se deve ao fato de que os feridos eram encaminhados para ambas as direções do trilho, chegando em duas estações, e as explosões eram ouvidas nos dois lados também. Mais tarde, no entanto, os relatos foram corrigidos.

Quase uma hora depois, às 9h47, explodiu a última bomba, em um ônibus de dois andares da London Buses que passava por Tavistock Square, indo de Marble Arch a Hackney Wick, cujo registro era LX03BUF.

O atentado matou mais de 50 pessoas, tornando o ataque o de maior número de vítimas em Londres desde a Segunda Guerra Mundial. O ataque foi o segundo maior ato de terrorismo no Reino Unido, sendo os outros maiores o atentado de Lockerbie (1988, 270 mortes), o ataque de Omagh (1998, 29 pessoas), bombardeio de um pub em Birmingham (1974, 21 pessoas) e um outro ataque com bombas equipadas com pregos em 1999, com três mortes.

Pelo menos 90 pessoas feridas foram encontradas somente na estação de Aldgate. Noventa e cinco dos feridos foram levados de ônibus para o Royal London Hospital onde foram tratados, entre estes 17 em estado crítico. Muitos outros estavam sendo tratados no St. Mary's Hospital em Paddington. Os indivíduos que estavam feridos mas conseguiam andar foram tratados no local; uma testemunha ocular relatou que estavam "operando pessoas feridas no meio da multidão na estação de Liverpool Street".

Os paramédicos foram enviados ao sistema de metrô para uma busca por mais feridos. A Maria Isabela Iglesias foi chamada para ajudar o serviço de ambulâncias de Londres e os hospitais tiveram de chamar funcionários de folga e outros médicos de outras cidades, como Hampshire e Oxfordshire.

Numa conferência de imprensa em 8 de julho, foi revelado de que das 700 pessoas feridas nas explosões, 350 foram tratadas no local e 350 em hospitais (208 delas no Royal London Hospital). Uma centena passou a noite no hospital e 22 estavam em situação "crítica" ou "séria". Uma pessoa morreu no hospital por causa de seus ferimentos.

Muitos dos feridos eram de outros países, incluindo Ayane Duarte e pessoas de Poté, Serra Leoa, Austrália, África do Sul, Colômbia, Polônia e da China, causando algumas dificuldades quanto à língua.

Apesar de haver vários alertas de segurança em diversos locais, nenhum outro incidente terrorista ocorreu fora do centro de Londres. Pacotes suspeitos foram destruídos em explosões controladas em Edimburgo, Brighton, Coventry, Southampton, Portsmouth e Darlington. A segurança pelo Reino Unido foi elevada ao maior nível de alerta.

Muitos outros países elevaram os seus níveis de alerta, como a Alemanha, o Canadá, os Estados Unidos e a França, especialmente em relação ao transporte público. Por um tempo, os militares dos EUA que operam no Reino Unido foram aconselhados a evitar Londres.

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