Henri-Auguste Barbier (Paris, 29 de abril de 1805 – Nice, 13 de fevereiro de 1882), foi um poeta, contista, memorialista, libretista, crítico de arte e tradutor francês.
Barbier estudou no Liceu Henrique IV e durante algum tempo frequentou o curso de Direito. Fez sua estreia literária após os dias de julho de 1830 com La Curée, um poema satírico e rítmico, que foi bem recebido na época. É mais conhecido, contudo, por seus Iambes, poemas satíricos inspirados nos "Três Gloriosos" denunciando os males da época.
Realizou várias viagens à Itália: em 1832, na companhia de Auguste Brizeux (1803-1858), na segunda, escreveu as Notes d'une tournée aux environs de Rome, à Rome et à Florence, en 1838, a terceira o levou a Turim e Florença.
Foi eleito para a Academia Francesa em 29 de abril de 1869 na quarta votação por 18 votos a 14, obtidos por Théophile Gautier. Esse resultado provocou um escândalo e a revolta do apoio incondicional da princesa Matilde Bonaparte a Gautier. Montalembert expressou o sentimento geral em seu Barbier? mais il est mort! Afirmou-se até, embora sem fundamento, que ele não era o verdadeiro autor dos Iambes.
Barbier colaborou com Léon de Wailly no libreto da ópera de Hector Berlioz, Benvenuto Cellini, e suas obras incluem duas séries de poemas sobre os problemas políticos e sociais da Itália e da Inglaterra, impressos em edições posteriores de Iambes et poèmes.
Ele está enterrado no cemitério do Père-Lachaise (divisão 23).
La Curée (1830, na Revue de Paris)
Les Mauvais Garçons (1830) com Alphonse Royer
Salon de 1836. Suite d'articles publiés par le Journal de Paris (1836)
Nouvelles Satires: pot-de-vin et érostrate (1840)
Chants civils et religieux (1841)
Rimes légères: chansons et odelettes (1851)
Silves: poésies diverses (1864)
Histoires de voyage: souvenirs et tableaux, 1830-1872 (1880). Reedição: Slatkine, Genebra, 1973
Chez les poètes: études, traductions et imitations en vers (1882)
Les Quatre Heures de la toilette des dames: poème érotique en quatre chants (1883)
Œuvres posthumes (4 volumes, 1883-1889)
William Shakespeare: Jules César : tragédie (1848)