O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma empresa pública federal com sede no Rio de Janeiro, cujo principal objetivo é o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira.
O BNDES é uma entidade que compõe a administração pública indireta e é vinculada ao Ministério da Economia, em busca de apoiar empreendedores de todos os portes, inclusive, pessoas físicas, na realização de seus planos de modernização, expansão e concretização de novos negócios, tendo em vista o potencial de geração de empregos, renda e inclusão social no Brasil, com o objetivo de melhorar a competitividade da economia brasileira e elevar a qualidade de vida da população. É um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo.
Desde a sua fundação, em 1952, é um órgão de fomento no contexto do desenvolvimento econômico como esboçado no Plano SALTE. O BNDES vem financiando os grandes empreendimentos industriais e de infraestrutura tendo marcante posição no apoio aos investimentos na agricultura, no comércio e serviço, nas micro, pequenas e médias empresas, e aos investimentos sociais direcionados para a educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e ambiental e transporte coletivo de massa.
Suas linhas de apoio contemplam financiamentos de longo prazo e custos competitivos, para o desenvolvimento de projetos de investimentos e para a comercialização de máquinas e equipamentos novos, fabricados no país, bem como para o incremento das exportações brasileiras. Contribui, também, para o fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e desenvolvimento do mercado de capitais. Os escritórios centrais do BNDES ficam localizados no Rio de Janeiro. Também há representações regionais em São Paulo (Departamento Regional Sul), Brasília (Departamento de Relações com o Governo) e Recife (Departamento Regional Nordeste).
O BNDES foi criado pela Lei nº 1.628, de 20 de junho de 1952, no segundo governo Vargas, com o nome de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), como um Banco de Estado, tendo autonomia administrativa e personalidade jurídica própria, sendo depois repassado ao Ministério do Planejamento e Coordenação Geral, por força do Decreto nº 60.900, de 26 de junho de 1967.
Inicialmente, o banco tinha foco em infraestrutura, expandindo suas áreas de atuação nos anos seguintes para a iniciativa privada, indústria, agropecuária e pequenas e médias empresas.
Em 1966, foi criada a FINAME, com foco na indústria brasileira no âmbito da política de substituição de importações.
Com a Lei nº 5.662, de 21 de junho de 1971, O BNDE foi transformando em empresa pública, de personalidade jurídica de direito privado, com seu patrimônio próprio (art. 1º), permanecendo vinculado ao Ministério do Planejamento e Coordenação Geral.
Em 1974, o BNDE passou a gerenciar os recursos do PIS-PASEP.
No mesmo ano, o BNDES adaptou a sua atuação quanto à necessidade de capitalizar as empresas nacionais, criando três subsidiárias: Insumos Básicos S.A. (FIPASE); Mecânica Brasileira S.A. (Embramec); Investimentos Brasileiros S.A. (Ibrasa). As empresas foram fundidas em 1982 no BNDESPar.
Com o Decreto-Lei nº 1.940, de 25 de maio de 1982, o banco passou a ter a sua atual denominação, sendo vinculado à Secretaria de Planejamento da Presidência da República (art. 5º, § 1º). A mudança de nome se deu em razão da criação do Fundo de Investimento Social (Finsocial), gerido pelo banco.
Em 1983, foi lançado o Programa de Apoio ao Incremento das Exportações (PROEX).
A partir de 1991, o BNDES tornou-se responsável pelo suporte administrativo, financeiro e técnico ao Programa Nacional de Desestatização (PND).
Em 1994, foi criada a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), com o objetivo de reduzir o custo dos financiamentos de longo prazo e estimular o investimento.
Em 1997, foi criado o Fundo Social, como o intuito de apoiar projetos e investimentos de caráter social.
Em 2002, o banco lançou o Cartão BNDES.
Em 2008, foi criado o Fundo Amazônia, buscando promover ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além da promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia.
Em 2016, foi lançado pelo governo federal o Programa de Parcerias para Investimentos (PPI), no BNDES passou a atuar como condutor do processo de concessões e outras formas de desestatização dos ativos do programa.