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Bandeira do México

Bandeira nacional

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A Bandeira do México é uma tricolor vertical com verde, branco e vermelho com o brasão nacional do México colocado no centro da faixa central. Apesar do significado das cores ter mudado com o tempo, estas três cores foram adotadas pelo México logo após a conquista da independência relativamente à Espanha. A bandeira atual foi adotada em 1968, mas o desenho global tem sido usado desde 1821, quando foi criada a primeira bandeira do México. A atual lei dos símbolos nacionais, que regulamenta o uso da bandeira mexicana encontra-se em vigor desde 1984.

O desenho oficial da bandeira mexicana pode ser encontrado no artigo 3º da Lei das Armas, Bandeira e Hino Nacionais, aprovada em 1874. Este artigo determina o que deverá constar na bandeira bem como as proporções desta. Réplicas da bandeira nacional feita de acordo com esta lei são mantidas em dois locais: o Arquivo Nacional (Archivo General de la Nación) e o Museo Nacional de Historia.

Art. 3: A Bandeira Nacional é um rectângulo dividido em três faixas verticais equidimensionais, com as cores dispostas da seguinte forma, da tralha para o batente: verde, branco e vermelho. Centrado na faixa branca, o Brasão Nacional tem um diâmetro igual a três quartos da largura da faixa branca. A proporção da bandeira é 4 por 7. Poderá levar laço com as mesmas cores junto à ponteira.

Apesar de os tons exactos das cores da bandeira terem sido definidos por lei, a Secretaria do Interior (Secretaría de Gobernación) sugere os seguintes tons no sistema Pantone; são também fornecidas conversões para outros sistemas de cor:

O brasão de armas está colocado ao centro da bandeira, e inspira-se na lenda asteca sobre a fundação de Tenochtitlan. Segundo esta lenda, os astecas, então uma tribo nómada, encontravam-se a vaguear pelo México em busca de um sinal que lhes indicasse o sítio exato de onde deveriam construir a sua capital. O deus da guerra Huitzilopochtli havia-lhes ordenado que procurassem uma águia pousada em cima de um cacto que crescia sobre uma rocha submersa num lago. A águia teria no bico uma serpente que acabara de caçar. Após duzentos anos de perambulações, encontraram o sinal prometido numa pequena ilha no pantanoso lago de Texcoco. Aqui fundaram a sua capital, Tenochtitlan, que mais tarde se tornou conhecida como Cidade do México, a atual capital do México.

O brasão de armas, redesenhado em 1968, foi desenhado por Francisco Eppens Helguera e aprovado pelo presidente Gustavo Díaz Ordaz.

As cores da bandeira têm a sua origem no estandarte do Exército das Três Garantias (1821-1823) de Agustín de Iturbide. Originalmente as cores tinham os seguintes significados:

Verde: Independência (da Espanha)

Branco: Religião (catolicismo)

Vermelho: União (entre europeus e americanos)

Porém, os significados das cores foram alterados após a secularização do país, liderada por Benito Juárez, passando a ser os seguintes, sendo estes atribuídos à bandeira até os dias atuais:

Vermelho: Sangue dos heróis nacionais

No livro The World Encyclopedia of Flags, Alfred Znamierowski atribui ainda outros significados:

Uma vez que o artigo 3º da Lei da Bandeira não fornece um simbolismo oficial para as cores, outros significados poder-lhe-ão ser atribuídos. Outros grupos usaram as cores nacionais como parte dos seus logotipos ou símbolos. Por exemplo, O Partido Revolucionário Institucional (PRI), um partido político, adaptou as cores nacionais como parte do seu logotipo. Outro partido político, o Partido da Revolução Democrática (PRD), tinha também as cores nacionais incluídas no seu logotipo, mas procedeu à alteração daquelas na década de 1990, após uma controvérsia sobre questões de imparcialidade, enquanto o PRI manteve as cores nacionais no seu logotipo. Vários estados do México, como Querétaro e Hidalgo, incorporaram elementos da bandeira nacional, ou mesmo a totalidade da bandeira, nos seus brasões de armas.

Antes da primeira bandeira nacional, várias bandeiras utilizadas durante a Guerra da Independência com a Espanha tiveram uma grande influência no desenho da primeira bandeira nacional. Apesar de nunca ter sido adaptado como bandeira oficial, muitos historiadores consideram que a primeira bandeira mexicana terá sido o estandarte de Nossa Senhora de Guadalupe, utilizado por Miguel Hidalgo durante o Grito de Dolores em 16 de Setembro de 1810, e que havia sido retirado do santuário de Atotonilco. O estandarte tornou-se o símbolo inicial do exército rebelde durante a Guerra da Independência. Vários outros estandartes foram utilizados durante a guerra. José María Morelos usava uma bandeira à qual foi adicionada uma insígnia azul e branca com uma águia coroada pousada num cacto sobre uma ponte de três arcos e com as letras V.V.M. (Viva la Virgen María - Viva a Virgem Maria). O exército revolucionário usou também uma bandeira com as seguintes cores: branco, azul e vermelho dispostas em faixas verticais. O primeiro uso das cores atuais - verde, branco, vermelho - foi na bandeira do Exército das Três Garantias (mostrada acima), após a vitória sobre os espanhóis.

A primeira bandeira nacional oficial foi estabelecida em 1821, o primeiro ano de reconhecida soberania mexicana. O governo imperial que se formou escolheu uma bandeira tricolor em verde, branco e vermelho, com o brasão de armas ao centro. O decreto oficial dizia:

Artigo único: (…)a bandeira nacional e as bandeiras do exército serão tricolores, adoptando para sempre as cores verde, branco e encarnado, dispostas verticalmente, com a águia coroada no centro da faixa branca conforme o desenho seguinte(…)

Ainda que seja similar àquela que se pode ver na bandeira atual, a águia destes brasões não se encontra a agarrar uma serpente com as garras e apresenta-se com uma coroa na cabeça simbolizando o império. Outras variantes desta bandeira que apareceram neste período incluíam uma bandeira naval com o padrão tricolor, mas que exibia apenas a águia coroada. As forças militares também utilizaram uma bandeira semelhante e quadrada, mas a águia tinha um tamanho maior que a da bandeira nacional. Esta bandeira nacional foi oficialmente declarada como tal por decreto de Agustín de Iturbide em Novembro de 1821 e usada oficialmente pela primeira vez em 21 de Julho de 1822. Esta bandeira deixou de ser utilizada em 1823.

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