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Barbosa (basquetebolista)

Antônio Carlos Barbosa, conhecido como Barbosa (Bauru, 14 de abril de 1945) é um treinadores de basquetebol brasileiro.

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Antônio Carlos Barbosa, conhecido como Barbosa (Bauru, 14 de abril de 1945) é um treinadores de basquetebol brasileiro. Atualmente está à frente da equipe do Ituano Basquete Feminino e ocupa o cargo de Gerente Esportivo da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) desde 2017. Também é diretor da Associação Sem Limites, entidade social de Bauru presidida pelo empresário e advogado Edu Avallone.

Com mais de 20 anos com a camisa verde e amarela, 448 jogos internacionais e 330 vitórias no comando da Seleção de Basquete Feminino, Barbosa é reconhecido como o treinador da renovação e por implantar uma nova filosofia de jogo aplicada até os dias atuais. Barbosa já comandou a Seleção por três ocasiões: de 1976 a 1984; de 1996 a 2007 e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

É também um recordista com um total de seis participações na história dos Jogos Pan-Americanos (ouro em 1971 na Colômbia; quarto lugar em 1979 em Porto Rico; bronze em 1983 na Venezuela; quarto lugar em 1999 no Canadá; bronze em 2003 na República Dominicana e prata em 2007 no Brasil) e três Olimpíadas (bronze em 2000 na Austrália; quarto lugar em 2004 na Grécia; e 2016 no Brasil), além de 10 títulos sul-americanos adultos (1972, 1978, 1981, 1997, 1999, 2001, 2003, 2005, 2006, 2016), um juvenil (1976) e um cadete (2001).

Bauru: os primeiros passos de um campeão

Barbosa se aproximou cedo pelo basquete, quando ainda era aluno do Instituto de Educação Prof. Ernesto Monte em Bauru, sua cidade natal no interior de São Paulo (329,8 km da capital paulista), arriscava alguns passes com um grupo de amigos. Em 1963, aos 18 anos, ele veio a fazer parte de uma das principais equipes de basquete juvenil da cidade - do Esporte Clube Noroeste.

Sua visão de jogo aguçada aliada à excepcional liderança de grupo, logo chamaram a atenção: ele foi convidado a ser técnico da equipe feminina do colégio em que estudava. Suas apostas táticas fizeram que o grupo de jogadoras saísse das últimas colocações nos campeonatos da cidade e chegasse a ganhar títulos em cima do rival Colégio Guedes de Azevedo, que formava a base de Bauru para as principais competições locais e regionais.

Em busca de se aprimorar como técnico, com a ajuda de seu pai, o jovem Barbosa saia de trem de Bauru em direção a São Paulo para ver os treinos da Seleção Brasileira de Basquete Masculino que se preparava para a Olimpíada de Tóquio em 1964. Ele desembarcava na Estação da Luz e pegava um ônibus em direção ao Parque Antártica onde a Seleção treinava. De manhã e à tarde, assistia aos treinos e aproveitava para conversar com alguns jogadores e com a comissão técnica. De presente, recebia algumas orientações, cartilhas e apostilas que eram lidas e relidas várias vezes e os conceitos apreendidos eram aplicados na equipe que treinava em Bauru.

Nessa mesma época, a Associação Luso Brasileira de Bauru inaugurou o seu ginásio de esportes (1966) e formou a sua primeira equipe feminina de basquete, o Basket Feminino. A convite do presidente da entidade, Barbosa foi o primeiro técnico do recém-formado grupo. Como estratégia de mudança, ele resolveu convidar as jogadoras das duas melhores equipes da cidade – a sua antiga da I.E Ernesto Monte e a rival do Colégio Guedes de Azevedo.

Aos poucos, as equipes foram recebendo a estrutura de clube, as táticas de Barbosa foram repercutindo por toda a cidade e o interior, e seu ideal visionário fez com que se despontasse nos campeonatos da Federação Paulista de Basketball.

Da Seleção Paulista à Seleção Brasileira

O Campeonato Brasileiro de Basquete de 1968 foi realizado em Bauru entre as seleções estaduais das categorias adultas. Aos 23 anos, cinco após se destacar no comando da equipe de seu colégio, Barbosa foi convidado a ser assistente técnico da Seleção Paulista, seu primeiro contato com a rotina diária de uma seleção profissional.

No ano seguinte, ele já foi convidado a ser assistente da Seleção Feminina Paulista Juvenil e em 1970 se tornou técnico da equipe. No mesmo período, ele iniciou um trabalho como professor em escolinhas de basquete com o C.E SESI de Bauru.

Foi nessa época (1969) que Barbosa conclui sua formação em Educação Física pelo Instituto Toledo de Ensino (ITE) em Bauru. O bauruense voltaria a terminar um novo curso superior, agora em Direito, em 1984 pela mesma instituição.

Aos 26 anos, com uma carreira meteórica e vitoriosa, Barbosa se tornou assistente técnico da Seleção Brasileira, tendo idade inferior às das jogadoras da época. Ao lado do técnico Waldir Pagan Peres (1937-2014), o jovem bauruense conheceu algumas técnicas que não praticava com suas equipes. Barbosa costuma afirmar que esse foi o momento em que ele deu o primeiro salto de qualidade graças aos ensinamentos do professor Pagan.

Com essa equipe, em 1971, Barbosa conquistou a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos em Cáli, na Colômbia. Em 1972, ele continuou como assistente da Seleção e com um afastamento temporário do professor Pagan ele assumiu como técnico da Seleção.

No mesmo ano, Barbosa foi campeão do Sul-Americano em Lima, no Peru, também como assistente desta Seleção.

Sempre em busca do aprimoramento profissional

Em 1974, surgiu a oportunidade do técnico fazer um curso de especialização nos Estados Unidos. O Conselho Nacional de Esportes estava oferecendo três bolsas de estudos para o aprimoramento dos técnicos de basquete do Brasil. De uma avaliação curricular, Barbosa foi um dos escolhidos a ficar um mês e meio em estágio em universidades norte-americanos.

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