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Batalha de Berlim

Última grande ofensiva do teatro europeu da Segunda Guerra Mundial

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A Batalha de Berlim, designada de Operação Ofensiva Estratégica de Berlim pela União Soviética, também conhecida como Queda de Berlim, foi uma das últimas grandes ofensivas militares lançadas na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.

Após a Ofensiva no Vistula–Oder de janeiro–fevereiro de 1945, o Exército Vermelho pausou suas operações, detendo suas tropas a cerca de 60 km a leste de Berlim, a capital do Terceiro Reich. Em 9 de março, a Alemanha estabeleceu seu plano defensivo para a cidade com a Operação Clausewitz. As primeiras defesas nas cercanias de Berlim começaram a ser erguidas em 20 de março, sob a direção do General Gotthard Heinrici, comandante do Grupo de Exércitos Vístula, enquanto as tropas anglo-americanas cruzavam o rio Reno em 22 de março chegando ao rio Elba no início de abril de 1945.

Depois da conferência de Yalta, onde a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação foi estabelecida, os anglo-americanos deixaram a parte oriental da Alemanha e a cidade de Berlim para o Exército Vermelho. Em 15 de abril, o General Dwight D. Eisenhower ordenou que todo o exército anglo-americano parasse quando alcançasse o Elba e o Mulde, pois ele não tinha interesse em atacar uma cidade que estaria na esfera de influência soviética após a guerra.

Quando os soviéticos recomeçaram suas ofensivas, a 16 de abril, dois grupos de exército atacaram Berlim pelo leste e pelo sul, enquanto uma terceira tropa atacava as posições alemãs ao norte da capital. Antes de atacar a cidade diretamente, o Exército Vermelho começou a cercá-la após as bem-sucedidas batalhas em Seelower Höhen e Halbe. Em 20 de abril de 1945, no aniversário de Hitler, tropas da Primeira Frente Bielorrussa, lideradas pelo Marechal Gueorgui Júkov, avançaram pelo leste e pelo norte, bombardeando o centro de Berlim com artilharia avançada, enquanto o Marechal Ivan Konev e a Primeira Frente Ucraniana quebravam as linhas do Grupo de Exércitos Centro alemão e começaram a avançar pelos subúrbios ao sul de Berlim. Na noite de 20-21 de abril, o bombardeio aliado de Berlim cessou assim que foi garantida a entrada dos soviéticos na cidade. Em 23 de abril, o General Helmuth Weidling assumiu o comando do exército alemão em Berlim. A guarnição alemã consistia de unidades fatigadas e desorganizadas da Wehrmacht e da Waffen-SS, junto com membros da Volkssturm, mal armados e mal preparados, e crianças-soldado da Juventude Hitlerista. Embora os defensores alemães lutassem com afinco, o exército russo era quase três vezes maior. Apelos de Hitler para que divisões do exército alemão ainda espalhadas pelo país para vir e salvar Berlim foram ignorados, com generais e marechais reconhecendo a situação mórbida do regime. Nas próximas duas semanas, os soviéticos foram tomando Berlim quadra por quadra, rua por rua.

Em 30 de abril, com o exército vermelho a poucos quilômetros e se aproximando rapidamente, Hitler cometeu suicídio. Vários oficiais do regime e do exército alemão também se suicidaram logo em seguida. A guarnição da cidade se rendeu em 2 de maio, embora a luta nas cercanias de Berlim prosseguiriam até 8 de maio. Em 6 de maio começa a Ofensiva em Praga e em 8 de maio termina oficialmente a guerra na Europa.

No início de 1945, a Frente Oriental estava relativamente estável desde a Operação Bagration lançada pelos soviéticos em junho de 1944. O Exército Vermelho parecia ter perdido força para as operações importantes. Na Romênia, o rei Miguel I demitiu Ion Antonescu e pediu um armistício, enquanto na Bulgária houve um golpe de Estado, com apoio soviético, que resultou no fim do Reino da Bulgária e na proclamação da República Popular da Bulgária. Com esses eventos, Romênia e Bulgária, que eram aliadas da Alemanha na invasão da União Soviética em 1941, trocaram de lado na guerra. Os alemães ainda haviam perdido parte da Hungria, embora ainda mantivessem Budapeste sob seu controle. Ao norte, os soviéticos já estavam às portas de Varsóvia enquanto um levante contra as tropas alemãs ocorria naquela cidade. O Exército Vermelho suspendeu temporariamente as operações de combate que permitiram aos alemães se reagrupar, derrotar a resistência polonesa e destruir a cidade em retaliação. No setor mais meridional da frente, algo em torno de 200 000 alemães se encontravam encurralados na Península de Courland, na Letônia.

No entanto, a estabilidade era precária para as forças do Eixo. O Coronel General Heinz Guderian, chefe do Estado-Maior do Exército alemão, insistia junto a Hitler que um ataque soviético em qualquer ponto da Frente Oriental, teria como resultado o colapso da mesma. Contudo, Hitler insistia que a Frente Oriental teria que se manter com as forças disponíveis e recusou-se a permitir retiradas para áreas mais defensáveis na retaguarda. O avanço final contra a Alemanha estava marcado para 20 de janeiro de 1945, embora tenha sido avançado para 12 de janeiro a pedido dos Aliados ocidentais que estavam envolvidos em uma grande operação para conter o ataque alemão na região das Ardenas, na Bélgica. Winston Churchill solicitou a Joseph Stalin que aumentasse a pressão no flanco oriental da Wehrmacht (forças armadas alemãs) para aliviar a pressão sobre suas tropas.

Em 12 de janeiro de 1945, a Ofensiva no Vistula-Oder começou, bem como a Ofensiva dos Cárpatos Ocidentais. Varsóvia seria libertada em apenas cinco dias, em 17 de janeiro. Logo o Exército Vermelho avançou pelas planícies polonesas em busca das forças alemãs em retirada. Em 13 de janeiro, a Ofensiva da Prússia Oriental aconteceu onde rapidamente cercaram a cidade de Königsberg. Como Guderian havia suspeitado, a Frente Oriental entrou em colapso rapidamente. Muitas unidades alemãs foram simplesmente rechaçadas pelo avanço soviético e aquelas que não puderam se retirar a tempo foram sitiadas e dizimadas.

Ao sul, a ofensiva soviética avançou com menos força. Mesmo assim, Budapeste, que os alemães haviam conseguido manter contra duas tentativas soviéticas de tomá-la, caiu em 13 de fevereiro. Hitler insistiu na necessidade de manter a Hungria sob controle alemão ordenando um contra-ataque para retomar Budapeste e o máximo de território húngaro possível. Tropas foram trazidas da Frente Ocidental e até da Frente Oriental para fortalecer as unidades que lidariam com a ofensiva em Budapeste. A ofensiva nazista, sob o comando do General SS Josef "Sepp" Dietrich, começaria em 6 de março, pegando os soviéticos de surpresa. Porém, pouco depois de uma semana, os alemães já haviam perdido a iniciativa. No dia 19, Dieterich brincava que o Sexto Exército Panzer tinha um bom nome, pois só tinham 6 tanques restantes.

Na segunda semana de fevereiro, a Segunda Frente Bielorrussa, sob o comando do Marechal Konstantin Rokossovsky, penetrou na Prússia Ocidental e o Grupo de Exércitos do Vístula, comandado pelo Reichsführer SS Heinrich Himmler, foi forçado a se retirar. Quando a ala direita da Primeira Frente Bielorrussa se juntou ao ataque na Prússia, as condições pioraram para os alemães. O Segundo e o Terceiro Exército Panzer perderam contato com as forças alemãs estacionadas ao redor de Berlim e foram isolados. A Primeira Frente Ucraniana do Marechal Konev ainda não havia cruzado o rio Oder. Foi difícil para ele subjugar a cidade de Breslau e, por isso, não cruzou as fronteiras da Silésia. Ivan Konev, como Júkov, queria chegar a Berlim e ser reconhecido como o conquistador da fortaleza nazista. Sua solução para a resistência em Breslau foi o de cercar a cidade e seguir com o grosso de suas forças para o Oder. Uma vez cruzado o rio, Berlim estaria a seu alcance pelo sul. Enquanto Rokossovsky invadia a Prússia, Hitler acreditava que tinha que manter o controle da situação por meio de um contra-ataque ao norte, na região da Pomerânia, contra o flanco exposto da Primeira Frente Bielorrussa. Guderian insistiu que o General Walther Wenck liderasse a ofensiva, mas Hitler preferiu deixar o comando para Himmler. Após uma discussão acalorada, Hitler concedeu a Wenck para liderar a ofensiva, mas a falta de combustível e munição fez os oficiais acreditarem que o ataque não poderia ter objetivos ambiciosos. Por fim, os alemães lançaram a ofensiva no dia 16 de fevereiro. No dia seguinte, Wenck sofre um acidente de automóvel e o comando passa ao General Hans Krebs.

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