Belmiro Braga (Belmiro Belarmino de Barros Braga) (Juiz de Fora 7 de janeiro de 1872 — 31 de março de 1937) foi um poeta brasileiro. Filho de José Ferreira Braga, comerciante português, e de D. Francisca de Paula Braga, brasileira. Herdou, possivelmente, a veia poética do avô materno, Francisco Lourenço de Barros. Conhecido como "trovador de Vargem Grande", seu local de nascimento recebeu seu nome após ser elevado à categoria de município.
Seu primeiro livro, Montezinas, foi impresso no Porto, em Portugal, em 1902. Publicou depois Cantos e Contos, em 1906; Rosas, em 1911; Contas do Meu Rosário, em 1918 e vários outros sem data conhecida: Coisas do povo, Zás-Trás, Todo Marido, Amigo verdadeiro, Que trindade! , Os candidatos na cidade, Coisas da vida, Porto Madureira, Colares, Um Juiz de Paz em Juiz de Fora, O avental. Publicou também A moda, em 1918; Tarde Florida, em 1923 e, finalmente, Redondilhas, em 1934. Além desses, também publicou crônicas e peças de teatro, poemas satíricos e epígrafes com uma fina ironia, destinadas principalmente a criticar os políticos. Foi colaborador em jornais e revistas, nos quais deixou numerosa produção esparsa. Sua obra revelou uma vertente parnasiana, e parte de seus poemas enaltece a comida e os costumes de sua terra natal. Nunca perdeu a identidade de “Trovador de Vargem Grande” e “Rouxinol Mineiro”.
Sua obra, em vida, foi agraciada por alguns louros, a exemplo de uma trova sua que obteve o primeiro lugar no concurso de O Jornal do Rio de Janeiro:
Em Juiz de Fora, há um busto seu onde está gravado uma estrofe que compôs para seu cachorro:
2. https://academiamineiradeletras.org.br/academicos
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