Benjamin Constant é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do Brasil. Sua população era de 44 873 habitantes em 2021, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O nome do município foi dado por sugestão do general Cândido Mariano Rondon, quando chefiava a Comissão Mista de Letícia, em homenagem ao general Benjamin Constant Botelho de Magalhães, um dos principais articuladores do movimento de 15 de novembro de 1889, que proclamou a República do Brasil.
O territorio do Alto Solimões, onde se encontra atualmente o municipio, era originalmente habitado por diversos povos indígenas, com destaque para os Ticunas. Os primeiros contatos com os brancos datam do final do século XVII, quando jesuítas espanhóis, vindos do Peru e liderados pelo Padre Samuel Fritz, criaram diversos aldeamentos missionários às margens do rio Solimões.
Com a produção da borracha, a propriedade principal passou a ser o seringal, sendo que alguns deles deram origem às atuais cidades amazônicas, como é o caso de Benjamin Constant, que teve origem no seringai "Remate de Males", localizado em um afluente do rio Javari.
Em 29 de janeiro de 1898, o território do atual Município de Benjamim Constant foi desmembrado do Município de São Paulo de Olivença. Constituía-se de um só distrito, Remate de Males, que ficou sendo a sede municipal. Três anos depois no dia 4 de janeiro de 1901, suas terras voltaram a pertencer a São Paulo de Olivença para em 2 de setembro de 1904, ganhar de novo autonomia.
Como a Vila de Remate de Males não oferecia condições satisfatória, cuidaram de arranjar um outro local para ser a sede municipal, as preferencias recaíram sobre Esperança, elevada a categoria de Cidade em 1938.
Em 1955 perdeu o município o distrito de Remate de Males, que passou a constituir o novo município de Atalaia do Norte.
Localiza-se no Sudoeste Amazonense, distante de Manaus 1 118 km em linha reta, sendo que a distância via transporte fluvial é de 1 638 km, subindo o rio Solimões e o rio Javari. Limita-se com os municípios de Tabatinga, São Paulo de Olivença, Ipixuna, Eirunepé, Jutaí, Atalaia do Norte e com o Peru.
Clima tropical chuvoso e úmido. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1990 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Benjamin Constant foi de 9,9 °C em 18 de julho de 1975 e a maior atingiu 40 °C em 1° de outubro de 2005. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 168 milímetros (mm) em 7 de janeiro de 2007. Janeiro de 1967, com 641,4 mm, foi o mês de maior precipitação.
Em 2018, a população do município era de 41 329 habitantes, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E Benjamin Constant é o décimo quarto mais populoso do Amazonas.
População no total - homens e mulheres: 33 414 habitantes
População por Área - Urbana (no total 20 138)
População por Área - Rural (no total 13 273)
Segundo o Plano de Integração Nacional, a cidade seria o ponto final da Rodovia Transamazônica, com o objetivo de escoar a produção brasileira para o Pacífico. Com início em Cabedelo, na Paraíba, o estrada iria até a cidade de fronteira de Benjamin Constant, no Amazonas (e de lá, pelo Peru e Equador, até o Pacífico), mas seu ponto final foi oficialmente encurtado em 687 km, chegando apenas até a cidade amazonense de Lábrea. Mesmo trechos em trechos iniciais no Amazonas, a conclusão da obra esbarra em questões políticas, ambientais e judiciais.
O único acesso terrestre da cidade é com a vizinha Atalaia do Norte à cerca de 16 km de distância, feito pela BR-307.
Por estar localizada no coração da Amazônia, e cercada por grandes rios, o transporte fluvial é o principal meio de acesso à cidade. O Terminal Hidroviário de Benjamin Constant está localizado no centro da cidade, na margem direita do Rio Solimões e Rio Javari, sob administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A Hidrovia do Solimões (HN-132) é a mais importante, fazendo ligação com a vizinha Tabatinga (à 11 milhas de distância) e até Manaus. Serviços de transporte público de passageiros entre Benjamin Constant e Tabatinga estão disponíveis diariamente, em barcos e lanchas rápidas, com duração entre 30 minutos e uma hora.
Episódios de seca extrema, tornam a navegação quase impossível dificultando o acesso à cidade, que depende dos rios para transporte e abastecimento. Com os rios em níveis críticos e a interrupção do transporte por hidrovias, milhares de pessoas correm risco de ficarem isoladas em certos pontos do municipio.