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Benjamin Netanyahu

Primeiro-ministro de Israel

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Benjamin "Bibi" Netanyahu (em hebraico: בִּנְיָמִין "בִּיבִּי" נְתַנְיָהוּ; Tel Aviv, 21 de outubro de 1949), é um político israelense que serve atualmente como Primeiro-ministro de Israel desde dezembro de 2022. Ele ocupou a posição anteriormente duas outras vezes, de 1996 a 1999 e de 2009 a 2021. Esse período que esteve no poder fizeram dele o político que mais ficou à frente do governo israelense na história da nação. Netanyahu é membro do Knesset (Parlamento Israelense) e líder do partido Likud. Foi o primeiro chefe de governo do país nascido em Israel após a declaração de independência.

Netanyahu, nascido de pais judeus seculares, foi criado em Jerusalém Ocidental e nos Estados Unidos. Após servir na Sayeret Matkal, um braço das forças especiais de Israel, e concluir sua educação no MIT em Massachusetts, trabalhou como consultor antes de retornar a Israel para fundar um instituto antiterrorismo. Entre 1984 e 1988, foi embaixador de Israel na ONU. Em pouco tempo, ganhou destaque como presidente do partido Likud em 1993, tornando-se o mais jovem primeiro-ministro de Israel ao vencer as eleições de 1996. Derrotado em 1999, afastou-se temporariamente da política, mas voltou a ocupar cargos de destaque, incluindo ministro das Relações Exteriores e das Finanças, antes de renunciar devido a divergências sobre o plano de retirada da Faixa de Gaza. Reassumiu a liderança do Likud em 2005 e serviu como primeiro-ministro de 2009 a 2021, moldando a política israelense e negociando com estados árabes, assinando os Acordos de Abraão.

Sua carreira foi marcada por controvérsias, incluindo acusações de suborno e fraude em 2019 e críticas pela expansão de assentamentos na Cisjordânia. Removido do cargo de primeiro-ministro em 2021, Netanyahu retornou ao poder após as eleições de 2022. Seu governo enfrentou protestos por reformas judiciais e foi criticado por falhas de inteligência durante os ataques do Hamas em 2023. Em 2024, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra ele por crimes de guerra durante o conflito Israel-Hamas.

Benjamin Netanyahu nasceu em Tel Aviv de uma família de judeus seculares, filho de uma israelense e um polonês. Ele inicialmente foi criado em Jerusalém mas se mudou para os Estados Unidos aos sete anos, morando lá de 1956 a 1958, e depois de 1963 a 1967, residindo em Cheltenham Township, nos subúrbios de Filadélfia, onde adquiriu fluência em inglês.

Netanyahu se juntou às Forças de Defesa de Israel logo após a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e se tornou líder de grupo numa unidade de forças especiais da Sayeret Matkal. Ele participou em várias missões, como as Operações Inferno (1968), Gift (1968) e Isotope (1972), sendo ferido em ação no ombro. Netanyahu lutou na linha de frente nas guerras de Desgaste e do Yom Kippur, tomando também parte em missões especiais no Canal de Suez e na Síria. Chegou a patente de capitão antes de ser dispensado. Seu irmão, Yonatan Netanyahu, também era militar e morreu em combate durante a chamada Operação Entebe. Benjamin Netanyahu retornou então para os Estados Unidos e foi estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), conseguindo um Bachelor of Science (SB) e um Master of Science (SM) em 1976. Netanyahu foi logo contratado como um consultor no Boston Consulting Group antes de voltar para Israel em 1978.

Primeiro período como Primeiro-Ministro (1996-1999)

Em 1978, se filiou ao partido conservador Likud e foi eleito para o Knesset. Netanyahu serviu como representante de Israel nas Nações Unidas, de 1984 a 1988. Durante a Conferência de Madri de 1991, Netanyahu foi membro da delegação israelense, liderada pelo primeiro-ministro Yitzhak Shamir. Logo em seguida, foi apontado para trabalhar diretamente no gabinete do Chefe de Governo.

Em 1993, Netanyahu se tornou líder do Likud e levou seu partido à vitória nas eleições de 1996, se tornando o mais jovem primeiro-ministro, de junho de 1996 a julho de 1999. Diferente de outros líderes israelenses, Netanyahu não buscou inicialmente consolidar a paz com os palestinos, mostrando aversão a algumas partes dos Acordos de Oslo, acreditando que deveriam ser os palestinos a fazer concessões a Israel se quisessem um acordo de paz duradouro. Atentados promovidos pelo Hamas em meados da década de 1990 só endureceram suas visões e política externa. Tomou várias medidas que, segundo ele, aumentariam a segurança dos israelenses, como a construção de um túnel pelo Bairro Muçulmano de Jerusalém para que judeus pudessem atravessar o Muro Ocidental. Isso gerou protestos por parte dos palestinos, reprimidos com violência pela polícia israelita. Como primeiro-ministro, Netanyahu enfatizou a política das "três negativas": nenhuma retirada das Colinas de Golã, nenhuma negociação sobre o status de Jerusalém, nenhuma negociação com pré-condições. Muitos criticaram essa postura inflexível por parte dele como um empecilho para a paz. Internamente, adotou políticas de liberalização econômica e desregulamentação. Considerado intransigente, não negociava com os partidos de esquerda, mas com o tempo também foi perdendo a simpatia dos membros da direita moderada. Em 1997, surgiram as primeiras acusações de corrupção e troca de influência. Dois anos depois, a polícia israelense novamente tentou indiciar o primeiro-ministro por corrupção em um caso separado, mas, nas duas ocasiões, falta de provas impediu que o caso fosse adiante. Contudo, foi o suficiente para arranhar a imagem política de Netanyahu e, em 1999, ele perdeu a eleição para Ehud Barak, de uma coalizão de centro-esquerda. Ele foi então trabalhar novamente no setor privado como consultor por dois anos na empresa de comunicação BATM.

Netanyahu retornou para a política em 2002 para servir no Ministério das Relações Exteriores (2002–2003) e no das Finanças (2003–2005) no governo de Ariel Sharon, mas ele deixou seu cargo como protesto ao plano de retirada unilateral israelense da Faixa de Gaza. Quando ele serviu como ministro das finanças, Netanyahu engajou em várias reformas econômicas, que segundo vários analistas resultaram em melhorias na economia do país. Em dezembro de 2005, reassumiu a liderança do Likud quando Sharon deixou a legenda para fundar seu próprio partido, o Kadima. Ao final de 2006, se tornou Líder da oposição no Knesset. Após as eleições de 2009, o Likud terminou em segundo lugar, mas os partidos de direita se saíram bem, e Netanyahu formou um governo de coalizão. Quatro anos depois, nas eleições de 2013, seu partido se tornou o mais votado e Netanyahu se tornou o segundo político israelense a ser eleito para um terceiro mandato, atrás apenas de David Ben-Gurion (o fundador de Israel). Então, nas eleições de 2015, conquistou no voto um quarto mandato.

Netanyahu foi eleito primeiro-ministro de Israel cinco vezes, ultrapassando Ben-Gurion na quantidade de mandatos. Ele também é o único primeiro-ministro israelense a ser eleito três vezes seguidas e o que atuou mais tempo no cargo.

Segundo período como Primeiro-Ministro (2009-2021)

Do seu segundo ao seu quarto mandato, Benjamin Netanyahu mostrou-se mais linha dura em questões de política externa, especialmente em relação à Palestina e ao Hezbollah. Neste período, apoiou a expansão das colônias israelenses na Cisjordânia, o que gerou desentendimentos com o governo dos Estados Unidos. O então presidente Barack Obama afirmou na ocasião que tais assentamentos eram um empecilho para os processos de negociação de uma paz durável na região. A relação dos israelitas com os estadunidenses, que historicamente sempre foi forte, ficou mais atribulada durante a administração Obama, embora a Casa Branca mantivesse o apoio econômico e militar a Israel de forma intocada. Para um possível acordo de paz, Netanyahu exigiu que os palestinos deixassem de reivindicar Jerusalém como sua capital. O primeiro-ministro israelense manteve o histórico bloqueio à Faixa de Gaza, administrada pelo grupo Hamas, contribuindo para o empobrecimento da região e agravamento da crise humanitária. Ainda nos anos 2010, Netanyahu comandou duas incursões militares rápidas, mas sangrentas, contra os palestinos em Gaza nas operações Pilar Defensivo (2012) e Margem Protetora (2014). Netanyahu também aumentou a retórica agressiva contra o Irã e seu programa nuclear, não aceitando qualquer negociação que com os iranianos que não envolvesse o completo desmantelamento da sua infraestrutura nuclear, ameaçando o uso de força contra o Irã se necessário.

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