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Bento Manuel de Barros

Barão de campinas

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Bento Manuel de Barros, primeiro barão de Campinas, (Araçariguama, 21 de março de 1791 – Limeira, 6 de dezembro de 1873) foi um proprietário rural e nobre brasileiro. Era fazendeiro em Limeira, na província de São Paulo, tendo sido também juiz de paz e membro da Guarda Nacional. Foi um dos primeiros desbravadores da região e muito contribuiu para o desenvolvimento inicial da vila de Limeira.

Bento Manuel de Barros nasceu em Araçariguama, em 21 de março de 1791, filho de Francisco Xavier de Barros e de Ana Joaquina de Morais. Ainda jovem, veio para a Província de São Paulo no início do século XIX, casando-se em Itu, em 1810, com Escolástica Francisca Bueno. Desse casamento nasceram sete filhos: Francisco Antônio (o "Capitão Chico"), Escolástica, Pedro Antônio, Anna, Esperança, Elias e Antônio.

Em 26 de agosto de 1818, Bento recebeu uma sesmaria em Limeira junto com seus irmãos, localizada na encosta do Morro Azul, sendo um dos primeiros desbravadores da região. No censo de Constituição (Piracicaba) de 1822, já aparece como agricultor de 32 anos, possuindo quatro escravos e produzindo milho e feijão. Em 1826, figura como senhor de engenho, com 16 escravos, produzindo cerca de 700 arrobas de açúcar.

Foi membro da comissão de divisas da nova freguesia em 1832, ano em que foi nomeado terceiro Juiz de Paz da Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Tatuibi, sendo responsável pelo primeiro alistamento de guardas nacionais. Exerceu ainda o cargo de subdelegado de polícia por muitos anos e foi proposto como vice-prefeito da Freguesia de Limeira em 1836. Após a elevação da freguesia à vila, atuou como juiz de paz, delegado de polícia e vereador, todos por espírito de colaboração.

A faceta mais duradoura de sua vida foi o patrocínio das obras religiosas de Limeira. Na construção da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte e Assunção, Bento Manoel custeou às suas próprias expensas as torres laterais de tijolos e o acabamento interno, contratando o arquiteto italiano Aurélio Civatti. Ofereceu também ao templo os sinos de bronze, as imagens sacras e as alfaias, além de custear as festividades de inauguração da igreja em agosto de 1867.

Além disso, em 18 de julho de 1869, doou através de escritura pública um terreno onde foi construído o "Cemitério Velho da Boa Morte", onde foram sepultados membros da confraria e outros paroquianos, sobretudo durante o surto de febre amarela em Limeira.

A primeira Igreja de Limeira, criada em 1824 e construída junto à fundação da cidade, é também atribuída a Bento Manoel, considerado um dos primeiros povoadores do sertão da Tatuiby.

Em 1870, iniciou também às suas custas a construção de nova Matriz de Nossa Senhora das Dores. Por todas essas obras, em 21 de setembro de 1870, o Imperador D. Pedro II agraciou-o com o título de Barão de Campinas. Wordpress.

O Barão de Campinas faleceu em 6 de dezembro de 1873, quando as obras da Matriz estavam pela metade. Por disposições testamentárias, deixou a quantia de 100 contos de réis para que seu filho Pedro Antônio completasse a construção do templo. Foi sepultado na capela-mor da Igreja da Boa Morte, sob profunda consternação do povo de Limeira. A Câmara Municipal, a magistratura, o funcionalismo, as escolas, as irmandades religiosas, o comércio e toda a população da cidade renderam-lhe piedosa homenagem.

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