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Bernard Arnault

Empresário francês

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Bernard Jean Étienne Arnault (Roubaix, 5 de março de 1949) é um empresário francês, atual presidente e diretor executivo da LVMH, a maior empresa de artigos de luxo do mundo. Arnault é classificado como uma das pessoas mais ricas do mundo; em novembro de 2025, sua fortuna era estimada em US$ 181,5 bilhões pela Forbes e US$ 178 bilhões pelo Bloomberg Billionaires Index. Sob sua liderança, a LVMH tornou-se a empresa de maior valor de mercado da Zona Euro.

Juventude, estudos e formações acadêmicas

Arnault nasceu no seio de uma família de pequenos industriais. Na infância foi criado pela avó, que era a principal acionista das empresas da família.

Dividiu os estudos secundários entre a sua terra natal (Roubaix) e Lille, e ingressou posteriormente na Escola Politécnica.

Arnault foi casado duas vezes. Seu primeiro casamento foi com Anne Dewavrin, de 1973 a 1990, com quem teve dois filhos: Delphine e Antoine. Em 1991, casou-se com a pianista canadense Hélène Mercier, com quem teve três filhos: Alexandre, Frédéric e Jean.

Todos os cinco filhos de Bernard Arnault ocupam cargos de alta gestão no grupo LVMH, sendo vistos como potenciais sucessores na liderança do império de luxo.

Delphine Arnault (nascida em 1975) é a CEO da Dior.

Antoine Arnault (nascido em 1977) é o chefe de comunicação e imagem da LVMH e CEO da Berluti.

Alexandre Arnault (nascido em 1992) é o vice-presidente executivo de produtos e comunicações da Tiffany & Co.

Frédéric Arnault (nascido em 1995) é o CEO da TAG Heuer.

Jean Arnault (nascido em 1998) é o diretor de marketing e desenvolvimento de relógios da Louis Vuitton.

Início na carreira e o crescimento

Ao encerrar os estudos, ingressou na função pública em Paris e optou pela carreira como engenheiro iniciando-a na empresa Ferret-Savinel. Teve uma ascensão notória na empresa, que começou com a promoção a diretor de construção aos 25 anos. Três anos depois tornou-se diretor-geral da empresa e em 1978, aos 29 anos, chegou à presidência dela.

Em 1984, Arnault soube que o governo francês procurava um comprador para o conglomerado têxtil e de varejo Boussac Saint-Frères, que incluía a prestigiada casa de moda Christian Dior. Com a ajuda de Antoine Bernheim, sócio sênior do Lazard Frères, Arnault adquiriu a Boussac por um franco simbólico, assumindo o controle do grupo. Após a aquisição, ele demitiu 9.000 trabalhadores em dois anos e vendeu quase todos os ativos da empresa, mantendo apenas a Christian Dior e a loja de departamentos Le Bon Marché. Suas agressivas estratégias de negócios lhe renderam o apelido de "The Terminator" (O Exterminador).

Em 1981, com a eleição de François Mitterrand na presidência da França, resolveu ir viver nos Estados Unidos, onde não teve muita sorte nos negócios.

Começou a tratar do regresso a França e a reentrada no mundo dos negócios foi feita através da Boussac Saint-Frères, empresa do norte do país que operava na área dos têxteis e que detinha também a posse da conhecida Dior. Assim, em 1984 fez a sua primeira grande aquisição de empresas.

Naquele ano, assumiu a presidência da direção-geral das empresas Financière Agache S.A. e Dior. Tratou de reorganizar o grupo Financière Agache apostando numa estratégia de desenvolvimento assentado nas marcas de prestígio. Nesse sentido, a Christian Dior foi a marca escolhida para dar visão a esta estratégia. Lançou, então, uma marca própria de alta-costura com a ajuda do estilista Christian Lacroix.

Diversificação do ramo de atividades

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