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Biquíni

Vestimenta feminina

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O biquíni ou bikini é um conjunto de duas peças, derivadas do maiô, de tamanhos reduzidos, que cobrem o busto e a parte inferior do tronco. Seu nome deriva do atol de Bikini, um atol do Pacífico, usado para testes com bombas nucleares e em 5 de julho de 1946 ocorreu o seu lançamento, numa piscina de Paris. Assim, pretendia-se propor que a mulher de biquíni provocava, na época, o efeito de uma "bomba atômica". Na França, o termo é marca registrada.

Os mais antigos precursores dos biquínis de que se tem notícia foram mostrados num mosaico romano do século IV em que várias mulheres, de saiote e bustiê exíguos, praticam esportes. No Brasil, o banho de mar passou a ser incorporado como prática considerada saudável e socialmente respeitável no Rio de Janeiro no início do século XIX, especialmente após a chegada da corte portuguesa em 1808, que contribuiu para a difusão de novos hábitos ligados ao corpo e ao lazer.

Apesar disso, até meados do século XX, são escassas as informações sobre as influências locais na configuração das indumentárias de banho, bem como sobre o processo de consolidação de sua produção enquanto setor industrial, particularmente no que se refere às transformações no campo do design. A partir dos anos 1940, observa-se o início de mudanças mais significativas nesse cenário, acompanhando transformações culturais, tecnológicas e comportamentais.

O biquíni foi apresentado oficialmente em 5 de julho de 1946, na piscina pública Piscine Molitor, em Paris, poucos dias antes da temporada de desfiles de moda e durante o primeiro verão europeu após o fim da Segunda Guerra Mundial. O lançamento foi realizado por Louis Réard, engenheiro que passou a atuar na fábrica de lingeries de sua mãe no pós-guerra.

A criação do biquíni, contudo, é objeto de disputa. Ainda em 1946, Jacques Heim apresentou o modelo “Atome”, anunciado como “o menor maiô do mundo”. Semanas depois, Louis Réard lançou o “bikini”, promovido como “menor que o menor maiô do mundo”, o que lhe garantiu maior fama.

No Brasil, o uso do biquíni é registrado em 1948, quando a modelo alemã Miriam Etz utilizou a peça no Rio de Janeiro. A difusão do biquíni relaciona-se à consolidação do banho de mar como prática socialmente valorizada na cidade, introduzida no início do século XIX com a chegada da corte portuguesa em 1808.

No início, as mulheres não estavam preparadas para usar peças de vestuário tão reduzidas, que mostravam o umbigo. Os biquínis foram, portanto, proibidos em vários países, incluindo França. No entanto, atrizes como Ava Gardner, Ursula Andress e Brigitte Bardot foram contra todos os preconceitos da época e aderiram ao biquíni, como instrumento de sedução em filmes e em fotos.

O estilo da década era duas-peças, de tamanho grande e com as cavas da calça bem baixas. Foi considerado ousado, mas, hoje, é tido como um tamanho grande.

Nos anos 1960, o biquíni atingiu o auge de popularidade. Era, muitas vezes, usado como adorno em filmes e músicas e como contestação política e social. Tornou-se um símbolo pop. No Rio de Janeiro, tornaram-se populares os famosos biquínis "fio dental".

O biquíni dessa década era ousado, por deixar o umbigo bem à mostra, com cava maior que a dos anos 1950. A atriz americana Jayne Mansfield foi a pioneira em usar um modelo cuja peça inferior avançava um pequeno centímetro até mostrar o umbigo, motivo de escândalo em Hollywood, no início da década de 1960.

Em geral, com calcinha lisa e sutiã estampadão. Era ousado porque o ideal seria ter o conjunto. A tanga foi uma atitude tipicamente carioca.

Lycra brilhante, o sutiã retorcido e sem nenhuma estrutura no bojo, com cores fortes, como verde-limão e rosa-pink, o fio dental e o asa-delta foram uma febre, assim como o sunquíni.

Numa mania de enrolar as laterais para ficar mais cavado, a parte de baixo do biquíni, esta atitude ficou conhecida de enroladinho e foi muito comum nas praias do Brasil nos anos de 1980, sendo o estopim para que estilistas criassem o modelo de biquíni chamado de "asa-delta". O biquíni fio dental foi uma evolução do asa-delta, sendo lançado no Brasil e somente no Brasil, foi largamente usado.

Nos anos 1990, a moda do fato de banho foi reavivada (especialmente por causa dos efeitos nocivos provocados na pele pela exposição aos raios solares), mas não tirou o lugar ao biquíni. A parte de baixo do biquíni dessa década era uma espécie de sunguinha ou shortinho. A camuflagem foi uma padronagem típica da década.

Ao longo das décadas, a moda praia passou a incorporar referências de diferentes períodos, especialmente dos anos 1970 e 1990, resultando em uma diversidade de modelos e na renovação constante das formas. Nesse processo, alguns estilos, como o modelo “asa-delta”, tornaram-se menos predominantes, enquanto novas propostas surgem e se popularizam a partir de desfiles e tendências.Atualmente, o Rio de Janeiro é reconhecido como um dos principais polos mundiais de moda praia, sendo referência internacional no segmento. Esse destaque está associado, entre outros fatores, ao estilo de vida praiano, especialmente na Zona Sul, Costa Verde e Região dos Lagos e à estética das roupas de banho utilizadas localmente. Os biquínis eram marcados pela originalidade de modelagem, uso expressivo de cores e diversidade de estampas.

O primeiro biquíni moderno foi desfilado por Micheline Bernardini, então uma jovem dançarina do Cassino de Paris. A peça, confeccionada com cerca de 76 cm de tecido de algodão estampado com motivos que simulavam notícias de jornal, distinguia-se por suas dimensões reduzidas em relação aos trajes de banho da época. Sua escala era frequentemente destacada pela comparação com uma caixa de fósforos, utilizada como elemento cênico na apresentação.

O nome “biquíni” faz referência ao Atol de Bikini, local onde os Estados Unidos iniciaram testes nucleares poucos dias antes do lançamento da peça. A escolha do nome buscava sugerir o impacto e o caráter disruptivo do novo traje, em analogia ao contexto geopolítico do período.

Manquíni é um termo criado para designar os biquínis usados por homens. Este tipo de traje ficou famoso no filme "Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América", de 2006.

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